Arenario

de Francisco Tropa
idioma: português, inglês, francês
Editor: Documenta, setembro de 2021 ‧
18,00€
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«A obra de arte cria uma imagem intemporal formada através dos sentidos, da inteligência e da memória do observador e, por mais estranho que pareça, este processo nada tem que ver com os instrumentos da comunicação.»
[Francisco Tropa]

«Por mais que tentemos, o trabalho de Francisco Tropa (n. Lisboa, 1968) não se deixa apresentar através da sua condução a um conjunto determinado de gestos, objectos ou conceitos. A sua natureza é ser um campo amplo onde se conjugam diferentes experiências humanas. Uma arena, um arenario como lhe chama o artista, um espaço aberto onde se dá um corpo-a-corpo (real e virtual) entre o humano e a arte e que é palco do mistério — cujo drama se desenvolve pelo menos desde Lascaux — que se constitui de cada vez que um de nós enfrenta uma obra de arte e é por ela enfrentado.
A exposição que esteve na origem deste livro propôs, a partir de uma única obra, explorar o trabalho deste artista segundo a ideia das imagens, da sua fabricação e da sua existência enquanto lugares reais. A obra pertence à família das lanternas de Tropa e nessa família são convocadas ideias axiais para o mundo contemporâneo. Um mundo tomado pelas imagens digitais que transportam no seu interior, e como sua condição, dispositivos de controlo, de subjugação e de poder.
As imagens quase primitivas que Tropa faz acontecer — e as suas imagens são sempre uma espécie de acontecimento — reenviam insistentemente ao corpo humano e inscrevem-se no seu plano material de finitude. Plano este do qual as imagens virtuais, puramente espectrais e desencarnadas, parecem estar arredadas.»

Nuno Crespo

«Assinalem-se três aspectos eminentes da obra de Francisco Tropa e que se revêem nestas passagens benjaminianas.
Primeiro: é seu propósito manifesto e latente apagar os vestígios de qualquer autoria e dificultar qualquer felicidade interpretativa imediata (embora não a possa impedir, claro).
Segundo: também ele procura «um aparecer purificado da beleza, livre de qualquer sedução», também ele o sabe sujeito à dissolução sem fim. O lusco-fusco, a hora entre cão e lobo, a luz do ocaso reinam nesse teatro abandonado do mundo, Scenario ou outro título, com as «suas ruínas decifradas», sem intérprete.
Terceiro: a arte é uma interrupção da dissolução sem fim, uma forma insubmissa de delírio, capaz de imortalizar a ruína.»

Maria Filomena Molder

Arenario

de Francisco Tropa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899006737
Editor: Documenta
Data de Lançamento: setembro de 2021
Idioma: Português, Inglês, Francês
Dimensões: 170 x 250 x 23 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Francês > Arte > Outras Artes
Livros em Português > Arte > Artes em Geral
Livros em Inglês > Arte > Artes em Geral
EAN: 9789899006737

Arenario

André Silva

"Arenário" é uma publicação sobre a exposição de Francisco Tropa, realizada na Universidade Católica. Tropa é conhecido por criar obras que desafiam a percepção do espectador e promovem uma reflexão profunda sobre o tempo, a materialidade e o processo de observação. Em "Arenário," Tropa utiliza uma variedade de materiais e técnicas para criar peças que evocam uma sensação de mistério e introspecção. Os elementos naturais, frequentemente presentes nas suas obras, são explorados de forma inovadora, trazendo à tona questões sobre a relação entre o homem e o ambiente.

SOBRE O AUTOR

Francisco Tropa

Francisco Tropa é escultor. O tempo, narrativas e estética são os elementos centrais do seu trabalho. O artista associa histórias, reconta mitologias, tecnologias, ciência e sociedades. Utiliza vários media — escultura, desenho, performance, gravura, instalação, fotografia e filme — para transmitir uma série de reflexões catalisadas pelas diferentes tradições da escultura e da ciência. As suas instalações combinam objetos precisos e preciosos, formas geométricas elaboradas, protótipos delicados e máquinas complexas. As suas peças sublinham a noção de tempo, um tempo que é decisivo no seu trabalho em atelier, onde, por vezes, desenvolve os seus projetos ao longo de vários anos. Representou Portugal na Bienal de Veneza em 2011 e tem participado em numerosas exposições.

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