Alexis

Livro 1

de Marguerite Yourcenar
Editor: Difel, abril de 1994 ‧
Alexis é a confissão de um homem, um músico, que deixa a mulher para partir em busca de uma liberdade sexual mais completa e menos eivada de mentira e preconceito. É, na verdade, a confissão de uma homossexualidade nunca explícita verbalmente.
Como Yourcenar diz no prefácio que antecede a narrativa, passados muitos anos tornou a ler a obra para a repensar à luz do tempo que se escoara. Durante esses anos, as ideias, os hábitos sociais e as reacções do público haviam-se modificado; as opiniões da autora podiam, também, ter-se transformado. No entanto, a narrativa fora situada num tempo e num meio já desaparecidos, num país que deixara de existir e qualquer modificação equivaleria à escrita de um novo livro. Por outro lado, ao longo de trinta e cinco anos, o acolhimento constante do público parecia provar não haver necessidade de actualização.
É pois esse Alexis que ora trazemos ao leitor português, uma obra repassada de delicadeza que se lê como quem ouve, de facto, uma confidência sussurrada.

«Este livro, escrito aos 24 anos, demonstra já em pleno a qualidade de Yourcenar. Sob a forma de uma carta dirigida a sua mulher, Monique, Alexis fala-nos sem outras interrupções que não as de uma respiração que quase sentimos e das excitações de quem quer ser claro e se esforça por não se poupar a confissões difíceis.»
O Independente

Alexis

de Marguerite Yourcenar

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722902168
Editor: Difel
Data de Lançamento: abril de 1994
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Coleção: Literatura Estrangeira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722902168
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Marguerite Yourcenar

Pseudónimo da escritora francesa Marguerite de Crayencour (1903-1987), nascida em Bruxelas e que veio a naturalizar-se americana. As suas Mémoires d'Hadrien (Memórias de Adriano,1952) tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Öuvre au Noir (A Obra ao Negro, 1968), uma biografia imaginária de um herói do século XVI atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atração pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou la vision du vide (1981) e Comme l'eau qui coule (1982). Foi a primeira mulher de Letras a ser eleita para a Academia Francesa.

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