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Absalão, Absalão!

de William Faulkner
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, fevereiro de 2023 ‧
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Absalão, Absalão! é considerada a obra maior de William Faulkner.

Na dramática textura desta história do desenvolvimento e decadência da plantação de Sutpen’s Hundred, e da família que o demoníaco Thomas Sutpen trouxe ao mundo uma geração antes da Guerra Civil americana, ouvimos o lamento pelo esplendor perdido do Sul dos Estados Unidos.

Desde a sua magnífica e corajosa criação, quando, com a ajuda de negros, o fundador da grande plantação aparece do nada para tornar suas aquelas terras e nelas construir a sua mansão, passando pela Guerra Civil e a destruição que causou, até aos monótonos primórdios do novo Sul, a narrativa é colorida pelo imaginário brilhante do autor e pela sua prosa mágica e poderosa.

A história, com todas as suas ramificações, é cristalizada na cabeça de um parente desta estranha família, o jovem Quentin Compson, um estudante de Harvard. E, no final aterrorizador e abrupto, resta na casa em ruínas apenas o filho moribundo do seu construtor, uma velha negra que foi sua escrava e o idiota mulato que acabará por ser o único descendente direto do sangue Sutpen.
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Livros que queimam

Quando pensamos no verão, imaginamos praias, tardes lentas, corpos ao sol, a suspensão momentânea das responsabilidades. Mas a literatura, com a sua vocação para perturbar imagens fixas, costuma retratar o verão de outra forma: não como estação da leveza, mas da vertigem. Há algo na luz excessiva, no calor imóvel, na dilatação do tempo que parece favorecer não o repouso, mas o colapso, como se a própria claridade arrastasse consigo um pressentimento de ruína.
Os quatro livros que aqui se encontram têm em comum esse outro verão: não o que consola, mas o que desvela; não o que relaxa, mas o que desafia e, por vezes, até o que enlouquece. Luz em Agosto, de William Faulkner O verão do Sul dos Estados Unidos é espesso, brutal, impiedoso. Faulkner ambienta neste calor quase bíblico uma narrativa de culpa, violência e exclusão, em que a luz parece aumentar a opressão em vez de dissipá-la. Joe Christmas, figura trágica e enigmática, carrega no corpo a ambiguidade racial que o condena socialmente, mesmo que ele próprio não saiba, ou não diga, quem é. A luz não é revelação divina, mas exposição brutal: torna tudo visível demais, insuportavelmente visível. O verão, neste romance, é uma estação da perseguição e do sacrifício. COMPRO NA WOOK! » Verão, de J.M. Coetzee Em Verão, Coetzee escolhe descentrar-se: apresenta uma falsa biografia sua, construída a partir de entrevistas com mulheres que teriam marcado a sua vida. O autor aparece como figura esvaziada, pouco admirável, desinteressante até. É um exercício de autocrítica mas também de despersonalização. Aqui, o verão é um tempo posterior: uma espécie de pós-vida, em que o que resta não é a plenitude da estação, mas a sua sombra. O livro, atravessado por um humor seco e melancólico, desmente qualquer ideia romântica da maturidade como tempo de realização. O Verão é o tempo em que tudo está demasiado à vista, e talvez por isso tudo pareça desprovido de encanto. COMPRO NA WOOK! » O Estrangeiro, de Albert Camus Poucos livros condensam tanto o peso metafísico do verão quanto este. Desde as primeiras páginas, o calor é um personagem: asfixiante, agressivo, cúmplice de um crime que ocorre, segundo o protagonista, quase por acidente, por excesso de luz.
«Foi no calor do verão. O sol batia-me no rosto». Assim começa o assassinato mais enigmático da literatura moderna. Meursault é um homem que parece não sentir, ou recusa sentir, o que o mundo espera dele. A morte da mãe, o amor, o homicídio, tudo é relatado com a mesma neutralidade solar. Mas por trás dessa indiferença há uma filosofia inteira: a do absurdo. Em Camus, o verão é o cenário perfeito para revelar a ausência de sentido no centro da existência. O céu azul é impenetrável. A luz não responde. COMPRO NA WOOK! » Férias de Agosto, de Cesare Pavese O calor do interior italiano serve de pano de fundo para um regresso à terra natal, e, com ele, a um passado irresoluto. Pavese, sempre atento às fissuras da consciência, compõe um romance em que as férias são tudo menos descanso. O tempo parece suspenso, a paisagem é ao mesmo tempo familiar e estranha, e os encontros, em vez de apaziguar, desestabilizam. Há uma nostalgia árida, quase geológica, como se o verão tornasse visíveis não só os contornos da infância, mas também os seus abismos. O narrador move-se num tempo estagnado, onde cada gesto é sombra de outro, mais antigo e mais doloroso. COMPRO NA WOOK! » Estes livros mostram que o verão pode ser a estação do excesso: de luz, de silêncio, de memória, de desencanto. Quando tudo parece estar à vista, somos confrontados não com a clareza, mas com o vazio. O sol não aquece: consome. O tempo não desacelera: paralisa. Há algo de cruel neste verão literário: é o tempo em que não se pode fugir, em que tudo fica demasiado nítido para ser ignorado.
Talvez por isso esses verões sejam tão inesquecíveis. Porque queimam.

Absalão, Absalão!

de William Faulkner

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722076142
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: fevereiro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 240 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 400
Tipo de produto: Livro
Coleção: As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722076142

SOBRE O AUTOR

William Faulkner

William Faulkner nasceu a 25 de setembro de 1897 em New Albany, Mississípi. A decadência do sul dos Estados Unidos da América, onde sempre viveu, está no centro de grande parte dos seus romances, entre os quais se destacam O Som e a Fúria (1929), Luz em Agosto (1932) e Absalão, Absalão! (1936). Distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1949, recebeu por duas vezes o prémio Pulitzer de Ficção, com A Fábula (1954) e Os Ratoneiros (1962). Autor central da literatura norte-americana e um dos maiores escritores do século XX, morreu a 6 de julho de 1962.

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