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A Tempestade que Criámos

de Vanessa Chan
Editor: Editorial Presença, julho de 2025 ‧
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Uma mulher presa entre o desejo de liberdade e o peso das suas escolhas.
Uma família destroçada. E um passado que ameaça o seu futuro.

Malásia, 1945. a família de Cecily Alcantara corre perigo: o filho de quinze anos, Abel, desapareceu, e a filha mais nova, Jasmin, está confinada numa cave para evitar o terrível destino de serviços forçados nos campos de prazer. A filha mais velha, Jujube, trabalha numa casa de chá frequentada por soldados japoneses bêbedos, e todos os dias se sente mais zangada e frustrada.

Cecily sabe duas coisas: que tudo isto é culpa dela e que a sua família nunca poderá saber a verdade.

Passaram dez anos desde que Cecily cortou com a vida entediante que levava como esposa de um burocrata na Malásia colonizada pelos britânicos. Um encontro aparentemente casual com o carismático general Fujiwara arrastou-a para uma excitante vida de espionagem em que, pela primeira vez, se sente protagonista de um grande sonho: devolver a Ásia aos asiáticos. Em vez disso, sem se aperceber, contribuiu indiretamente para agravar a brutalidade da ocupação japonesa. Agora, a sua família está à beira do colapso e ela fará tudo para os salvar.

Uma saga surpreendente, contada da perspetiva de quarto personagens inesquecíveis, sobre os horrores da guerra, as relações entre colonizados e opressores e a ambiguidade moral que surge quando a sobrevivência está em jogo.

«Um dos melhores livros de espionagem que já li.»
Crimereads.com

«Hipnotizante. Nunca vou esquecer este livro.»
Jessamine Chan, autora bestseller do New York Times

«A ternura nos pormenores, as formas comuns como estas personagens amam e riem perante o extraordinário... Chan mostra-nos, com clareza e cuidado, como o espelho mais verdadeiro vem da intimidade da ligação humana.»
The New York Times Books Review

«Este romance de estreia envolve completamente o leitor e permanece com ele durante muito tempo. Acompanhando uma família através de um dos capítulos mais horríveis - e muitas vezes negligenciados – da Segunda Guerra Mundial, viaja entre perspetivas e linhas temporais, entre ações e as suas desastrosas e imprevistas consequências. Chan põe à prova os limites dos laços familiares, do sacrifício político e da resiliência humana.»
Oprah Daily

«Vanessa Chan é aquela autora que nos transporta completamente para outro tempo e lugar. É uma leitura viciante.»
Good Morning America

«Uma história de guerra narrada de forma inédita.»
People

A Tempestade que Criámos

de Vanessa Chan

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722377041
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: julho de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 233 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722377041

As consequências das escolhas individuais em tempos de guerra

Paulo_Pereira

Há romances históricos que contam a História. E há outros que nos mostram o preço humano da História. A Tempestade que Criámos, de Vanessa Chan, pertence claramente ao segundo grupo. O romance transporta-nos para a Malásia durante a Segunda Guerra Mundial, numa época em que o território — então chamado Malaya — vive a transição brutal entre dois impérios: o britânico e o japonês. No centro da narrativa está Cecily Alcantara, uma dona de casa que, anos antes da guerra, se deixou seduzir por uma promessa ideológica e por uma vida aparentemente mais significativa. Convencida pelo carismático general japonês Fujiwara, acaba por se envolver em espionagem, acreditando que está a contribuir para libertar a Ásia do domínio colonial europeu. O problema é que a realidade se revela muito mais cruel do que o idealismo político que a seduziu. Um dos grandes méritos do romance é a sua estrutura narrativa múltipla. A história é contada a partir de quatro perspetivas — a mãe e os três filhos — o que permite observar a guerra através de diferentes idades, sensibilidades e experiências. Este recurso não só enriquece a narrativa como evidencia algo fundamental: guerras e ocupações não são apenas eventos políticos, mas experiências profundamente íntimas e familiares. Vanessa Chan também aborda temas complexos como identidade, colonialismo e pertença. A família Alcantara, de origem eurasiática, vive numa espécie de zona intermédia: não é totalmente aceite pelos colonizadores britânicos, mas também não se sente completamente integrada na sociedade local. Esse sentimento de deslocação ajuda a explicar algumas das escolhas de Cecily — escolhas que, embora moralmente discutíveis, surgem de um desejo humano muito reconhecível: o desejo de significado e de pertença. O livro não poupa o leitor à brutalidade da ocupação japonesa. Trabalhos forçados, desaparecimentos e exploração sexual fazem parte do pano de fundo da narrativa, lembrando que a Segunda Guerra Mundial teve muitos cenários para além da Europa — e que muitos deles continuam pouco representados na ficção histórica. Mas talvez o elemento mais poderoso do romance seja a sua reflexão sobre culpa e responsabilidade. A Tempestade que Criámos não apresenta vilões simples nem heróis puros. Em vez disso, mostra pessoas comuns a tentar sobreviver às consequências das próprias decisões — algumas tomadas por ingenuidade, outras por ambição, outras simplesmente por desespero.

SOBRE O AUTOR

Vanessa Chan

Vanessa Chan nasceu e cresceu na Malásia, mas reside em Nova Iorque. O seu romance de estreia, A Tempestade Que Criámos, conquistou os leitores, tornando-se um fenómeno literário internacional, tendo sido traduzido para mais de vinte idiomas. Escolhido pelo Good Morning America Book Club, pelo BBC Radio 2 Book Club e nomeado Editors' Choice pelo New York Times, foi ainda considerado um dos melhores livros do ano por plataformas como a Amazon, Elle e Goodreads.
A sua escrita é marcada por uma profunda ligação às suas raízes culturais e pela habilidade única de explorar temas como a identidade, a guerra e os laços familiares. Com uma sensibilidade rara, a autora conduz os leitores até mundos emocionalmente complexos, mostrando-nos como o amor e a sobrevivência podem florescer mesmo nos tempos mais sombrios.

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