A Procura da Língua Perfeita

de Umberto Eco
Editor: Editorial Presença, abril de 1996 ‧
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Após séculos de coexistência com uma grande diversidade de línguas no seu espaço geográfico, o pensamento europeu volta a meditar na possibilidade de recuperação da língua original - procura de reparação da ferida simbolizada pelo episódio bíblico da "confusio linguarum", na arquetípica 'Torre de Babel'. Têm sido múltiplas as personalidades da cultura contemporânea a perseguir este sonho e, se bem que as suas utopias não se tenham realizado, não deixaram por isso de produzir um sem-número de "efeitos colaterais". Se hoje dispomos de linguagens universais que nos permitem classificar com rigor as mais diversas manifestações da vida, se inventámos linguagens para fazer falar as máquinas e chegamos mesmo ao ponto de tentar a tradução automática, somos em grande parte tributários desses tentativas de reencontrar uma língua adâmica. Aquilo que Umberto Eco nos propõe aqui empreender, segundo critérios de exemplaridade e coerência, é uma abordagem temática desses projectos de utopia.

A Procura da Língua Perfeita

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722319966
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: abril de 1996
Dimensões: 141 x 211 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 360
Tipo de produto: Livro
Coleção: Construir a Europa
EAN: 9789722319966
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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