A Polaquinha

de Dalton Trevisan
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2012 ‧
14,00€
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¿A Polaquinha é o único romance de Dalton Trevisan. E, tal como sucede a muitos outros contistas, de Tchékhov a William Trevor, o seu romance pode ser lido como uma série de contos ligados entre si. «E para nos dar esta Curitiba povoada por estes curitibanos tragicómicos, a um pelo do pícaro, Dalton Trevisan foi-se à eloquência e cravou-lhe a faca. Ironia, elipse, nenhuma cedência ao romantismo nem ao realismo mágico, aí estão outras armas brancas do escritor, afiadas à secretária-mesa-de-cela-monacal.» Fernando Assis Pacheco, Prefácio a Cemitério de Elefantes, 1984 «Provavelmente o maior contista brasileiro do século xx.» Abel Barros Baptista «Dalton Trevisan (…) pertence ao movimento de total renovação que transformou a literatura latino-americana, até recentemente considerada marginal e provinciana, numa das mais experimentais da atualidade. Meticuloso, um tanto obsessivo, Dalton Trevisan persegue as sujas pegadas das suas personagens. As suas histórias (como certas narrativas de Melville e Kafka na interpretação de Borges) apresentam "fantasias de conduta".» E. Rodríguez Monegal, The New York Times Book Review «… as suas curtas e irónicas epifanias atingem a revelação das elípticas personagens de Maupassant e Tchékhov.» Bruce Allen, Library Journal «Existe forte veio de erotismo nestas histórias. Não é exibicionista, mas funcional para as intenções do autor. É mesmo o símbolo absurdo da cidade, dos seus estreitos e confinados horizontes.» Thomas Lask, The New York Times «A reação que se tem ao ler Trevisan é uma espécie de raiva. Raiva da perfeição da discrição do autor, da sua absoluta invisibilidade moral, quando sabemos que ele deve estar à espreita, escondido atrás do seu estilo.» Michael Wood, The New York Times Book Review

«O resultado é uma espécie de reverberação cognitiva, como se estivéssemos diante de um Philip Glass da ficção. Esse efeito estilístico sem dúvida é um dos pontos altos do romance. O outro está nas falas. Trevisan herdou de Nelson Rodrigues a mestria na arte do diálogo. Não há ninguém hoje no Brasil como ele, capaz de escrever colóquios ao mesmo tempo prosaicos e dramáticos, exemplares e naturais.»
Marcelo Pen, Folha de S. Paulo, 30-09-2002

A Polaquinha

de Dalton Trevisan

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896413330
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 234 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896413330

SOBRE O AUTOR

Dalton Trevisan

Escritor e advogado brasileiro nasceu a 14 de junho de 1925, em Curitiba. Licenciado em Direito, dedicou-se à escrita de contos, que publicava numa revista, intitulada Joaquim, dos anos quarenta. Fez também traduções de autores como Kafka e Proust para a mesma revista. A primeira publicação de uma obra sua aconteceu em 1959, com o título Novelas Nada Exemplares. Preferiu escrever pouco mas com intensidade, daí que os seus contos sejam pequenos, mas reflitam aspetos profundos da, por vezes cruel, vida humana. O reconhecimento público das suas obras deu-se em 1968, ao vencer o Primeiro Concurso Nacional de Contos do Paraná. Em 1996, foi-lhe entregue o Prémio Ministério da Cultura pelo conjunto da sua obra. Em 2012 recebeu o Prémio Camões, o maior galardão de língua portuguesa.
. Faleceu a 9 de dezembro de 2024. Entre as suas obras estão Cemitério de Elefantes (1964), O Vampiro de Curitiba (1965), Guerra Conjugal (1969), Abismo de Rosas (1976), Crimes de Paixão (1978), Essas Malditas Mulheres (1982), A Polaquinha (1985, único romance do autor), Ah, é? (1994) e 234 (1997).

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