A Planície

Uma Voz na Década do Silencio

de Alberto Franco
Editor: Campo das Letras, maio de 2008 ‧
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«A Planície» (1952-1964), jornal quinzenário, surgiu em 1952, em Moura, no Alentejo. Em 1955, por influência de Afonso Cautela, é enriquecido com o suplemento "Ângulo - Das Artes e das Letras", que se converteu na sua pedra-de-toque. O jornal abriu-se à criação literária e ao debate cultural, atraindo jovens colaboradores de todo o país. O seu prestígio captou igualmente a atenção de nomes consagrados, como Irene Lisboa, José Rodrigues Miguéis e Jorge de Sena.
N’«A Planície» nasceu também o movimento Convívio, defensor dos direitos dos novos escritores.
O periódico era inicialmente fiscalizado pelos serviços regionais da Censura, em Beja. A dado passo, porém, Lisboa encarregou-se da missão censória, e o rigor da tesoura aumentou. Este facto, somado a outras dificuldades, ditou o fim do jornal, em 1964. «A Planície» teve "a generosidade de defender toda a juventude, acreditando que dela sairiam coisas boas", resume o poeta Casimiro de Brito. "O facto de essa geração ter produzido cinco ou seis escritores com mérito é mais que suficiente para justificar o projecto."

"Este livro fala de um jornal que se impôs ao país, num tempo em que o jornalismo estava vigiado pela máquina censória do Estado. «A Planície» foi uma voz insubmissa que reuniu dezenas de autores para quem a escrita era a única forma de se libertarem, dentro das malhas estreitas do regime de Salazar."
Luís Humberto Marcos, Director do Museu Nacional da Imprensa

A Planície

Uma Voz na Década do Silencio

de Alberto Franco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896252922
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: maio de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 240 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896252922

SOBRE O AUTOR

Alberto Franco

Alberto Franco nasceu em Lisboa, em 1962. Como jornalista freelancer, publicou reportagens no Público, Expresso, Diário de Notícias, Diário do Alentejo, A Outra Margem, Imenso Sul e Memória Alentejana. É autor de uma dezena de livros em áreas como a história (A Voz do Operário: 135 Anos; A Planície: Uma Voz na Década do Silêncio; A Revolução É a Minha Namorada: Memória de António Gonçalves Correia, Anarquista Alentejano; O Homem que Matou Sidónio Paes, em coautoria), a gastronomia (Fialho: Gastronomia Alentejana; Porco Alentejano: O Senhor do Montado) e a arte tauromáquica (Campo Pequeno: Crónica da Monumental de Lisboa; José Júlio: Vida e Tauromaquia). Escreve letras para fado, expressão do seu interesse por este género musical, que o presente livro também testemunha.

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