E A Minha Festa de Homenagem?
Ensaios Para Alexandre O'Neill
SINOPSE
Mesmo sabendo da aversão de Alexandre O’Neill à crítica literária - não gostava que exegetas e explicadores se interpusessem entre as obras e os leitores das obras -, este livro de ensaios responde, sem ironia, ao título da crónica «E a minha festa de homenagem?», publicada n’A Capital, em 1973. Nesta crónica, O’Neill reivindica a celebração das suas bodas de prata de escritor e pede sarcasticamente que a efeméride seja assinalada com pompa e circunstância.
Os textos que aqui se reúnem ensaiam propostas de leitura sobre várias vertentes da obra de um dos maiores poetas portugueses de sempre: da poesia às crónicas, da publicidade aos divertimentos com sinais ortográficos, do cherne ao teatro, da tradução à sátira, do Surrealismo às influências literárias.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896713973 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 131 x 187 x 13 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 262 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Ensaios
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| EAN: | 9789896713973 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A Festa!
Ana Isabel Soares
Eis um exercício de verdadeiro ensaísmo: de expressão de ideias em teste, por um grupo de especialistas que, não tendo habitualmente Alexandre O'Neill como fulcro da sua atenção crítica, o tomam para eixo de reflexões académicas. Joana Meirim (essa, sim, com pesquisa doutoral sobre o autor) soube convocar e fazer convergir os pensamentos de investigadores e professores como Gustavo Rubim, Nuno Amado ou Miguel Tamen, além de poemas de Ramiro S. Osório, para, respondendo à pergunta de O'Neill, lhe oferecerem a homenagem que ela pedia - e tardava em acontecer. No texto onde a colocou, O'Neill queixava-se: "De esticalarica a arredondabarriga, a minha vida vai-se passando num Inferno de incompreensão." O volume que Joana Meirim organizou não torna domado o indomável poeta, não o explica, alisando a incompreensão do lamento; mas dialoga com o sarcasmo que tantas vezes percorre os versos dele, a ironia com que se erguem e exigem, e aceitam, e no mesmo passo recusam, no imenso humilde gesto, a notoriedade.
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