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A Pessoa e o Sagrado

A Pessoa Humana é Sagrada?

de Simone Weil
Editor: Editora Guerra & Paz, Janeiro de 2022 ‧
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Pouco antes da sua morte, em 1943, Simone Weil escreveu este A Pessoa e o Sagrado, cujos termos foram motivo de debate para a geração da revista O Tempo e o Modo, por ser um contraponto ao personalismo de Emmanuel Mounier, que marcou os católicos progressistas portugueses, como João Bénard da Costa, Manuel Lucena, Alçada Baptista, Manuel S. Lourenço ou Alberto Vaz da Silva. Partindo das suas mais essenciais assunções filosóficas - a beleza, a justiça e o mal -, Simone Weil convoca também o direito e a democracia a este debate sobre a pessoa, isolando-a de qualquer colectividade, partido ou instituição, para se centrar no que é sagrado. Da leitura deste livro, saímos com uma noção de «pessoa» muito diferente da que estamos habituados a usar. Tal qual somos levados a procurar um princípio que esteja acima das noções de «direito» e «liberdades». E esse princípio é o conceito de «sagrado», que lhes confere um novo e verdadeiro sentido.

A Pessoa e o Sagrado

A Pessoa Humana é Sagrada?

de Simone Weil

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897027031
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: Janeiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 201 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros Vermelhos
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789897027031

O que faz de nós, cada um de nós?

LF

A escritora francesa Simone Weil, para quem "a alegria é a nossa evasão do tempo", brinda-nos com um ensaio pungente sobre a individualidade, ao invés da análise colectivista tão tem voga na primeira metade do século XX. O que nos torna indivíduos, "indivisíveis"? Que características nos são tão únicas e que curiosamente partilhamos com toda a Humanidade? Porque é nesta dialéctica, aparentemente irreconciliável, que se encontra a questão: se é nosso, não é de todos; mas todos o temos, o que nos torna precisamente únicos. É nessa dimensão que Weil coloca o "sagrado". Não a prática religiosa, mas a própria moralidade intrínseca ao ser humano. Um ensaio provocador que levanta a ponta do véu sobre o tema que dividirá e apaixonará os filósofos posteriores, até ao próprio dia de hoje.

SOBRE O AUTOR

Simone Weil

Simone Weil (1909-1943) viveu muito em pouco tempo. Nasceu em Paris, no seio de uma família judia agnóstica. Quando, com 22 anos, ensina filosofia no liceu de uma cidade mineira francesa, decide viver com os cinco francos por dia dos desempregados, entregando o seu ordenado à caixa dos mineiros. Em Paris, onde trabalha como operária anónima, é testemunha da servidão imposta pela técnica, da coisificação do homem e da aniquilação do pensamento na produção de mercadorias. Filósofa, mística, pacifista, anarquista, activista da resistência francesa, Weil foi uma das mentes mais brilhantes do século XX, «o único grande espírito do nosso tempo» (Camus) com «um coração capaz de bater por meio do universo inteiro» (Beauvoir). Morreu aos 34 anos, debilitada e mal alimentada, em solidariedade com os compatriotas submetidos ao racionamento.

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