A Paixão Medida

de Carlos Drummond de Andrade
idioma: português, português do brasil
Editor: Editora Record, Janeiro de 2002 ‧
14,31€
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A paixão medida surgiu em 1980. Dois anos depois, ao completar 80 anos, Drummond viu-se surpreendido por uma seqüência de homenagens, às quais, quebrando seu habitual retraimento, compareceu, emocionado. A emoção, naturalmente, devia-se a ter se tornado explícito o quanto ele era conhecido e admirado pelo público, e, algo extraordinário dentro de nosso panorama cultural, o quanto e por quanta gente era amado. Nada mais apropriado em relação a esse poeta que soube como ninguém verter sua perplexidade diante do mundo e sua fragilidade tão sensível, em amor à vida, às pessoas e ao cotidiano, que observava avidamente, e daí em poesia. Em A paixão medida, temos Drummond pelas ruas perguntando-se sobre a natureza do que vê: "Como é o lugar/quando ninguém passa por ele?/ Existem as coisas sem ser vistas?"... E as respostas, não pretende dá-las, de fato, porque se coloca como aquele que aborda enigmas, ou os revela, ciente de que sua palavra não os desvenda: "A pretensão de ser homem/ e não-coisa ou caracol/ esfacela-me em frente à folha/ que cai, depois de viver/ intensa, caladamente...". Não existe matéria indigna da poesia. A vida é poética, também em seus detalhes mínimos, a quem se deixa seduzir por ela. Um fascínio que será então contido em versos, sem outra pretensão do que a de oferecer essa paixão medida a seus leitores, já que ..."tudo o mais é sentimento ou fingimento/ levado pelo pé, abridor de aventura,/conforme a cor da vida no papel".

A Paixão Medida

de Carlos Drummond de Andrade

Propriedade Descrição
Editor: Editora Record
Data de Lançamento: Janeiro de 2002
Idioma: Português, Português do Brasil
Dimensões: 140 x 210 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Avenida Paulista
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9788501064271

SOBRE O AUTOR

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta, cronista, ficcionista, tradutor, foi uma das figuras maiores da literatura brasileira do século XX, a par de Manuel Bandeira e João Guimarães Rosa. Com uma longa carreira literária, produziu extensa obra em quase todos os géneros disponíveis, deixando ainda vasto conjunto de inéditos. Em 1962, supondo ter chegado perto do fim da vida ativa, publicou a célebre Antologia poética, em que dividiu os poemas selecionados por categorias temáticas, conjugando a exigência da seleção com um princípio de organização que se tornou orientação para a leitura da diversidade da sua poesia. Homem tímido e delicado, trabalhou como funcionário público durante 35 anos, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, embora tenha nascido em Itabira, no estado de Minas Gerais. A ligação à terra natal, aos homens, à família e à província é um dos traços que singularizam a sua poesia, de par com a liberdade de composição, o humor e o sentimento do mundo, como tão bem notou Manuel Bandeira: «Ternura e ironia agem na sua poesia como um jogo automático de alavancas de estabilização: não há manobra falsa nesse admirável aparelho de lirismo.»

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