A Morte sem Mestre

de Herberto Helder
Editor: Porto Editora, junho de 2014 ‧
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«A Morte sem Mestre» é o mais recente livro de poesia de Herberto Helder. Escrito em 2013 e integralmente inédito, «Tudo quanto neste livro possa parecer acidental é de facto intencional» - «[...] peço por isso que um qualquer erro de ortografia ou sentido / seja um grão de sal aberto na boca do bom leitor impuro.», escreve-nos o autor.
Herberto Helder tem por hábito encadernar os seus livros com papel de embrulho castanho, escrevendo por fora com caneta de feltro vermelha o título e o nome do autor. A sobrecapa da presente edição evoca esse hábito, reproduzindo a sua caligrafia. É ainda incluído um CD, com cinco poemas lidos por Herberto.

«Só um livro me faz, ao mesmo tempo, invejar, estremecer, rir, chorar e permanecer vivo à espera de mais: A Morte Sem Mestre, de Herberto Helder. […] Que eu me lembre não há outro que não tenha sido escrito por ele. E eu lembro-me de tudo. […] é um milagre de um livro. Escrito por uma pessoa: Herberto Helder.»

Miguel Esteves Cardoso

A Morte sem Mestre

de Herberto Helder

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04668-0
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: junho de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 207 x 16 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972004668010
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma boa prenda

Hugo Alexandre

Uma boa prenda para os apreciadores deste peculiar poeta. Recomendado.

De um leitor a um denominado poeta

Rúben Sousa

É infeliz esta obra, nada representa, Senão os vis interesses da cobra. Que grande poeta... Deixa-se ser marioneta. Tudo é feito para os especuladores, Enquanto não a podem adquirir os leitores.

Uma obra prima

O.Frazão

Um poeta do nosso tempo que "queria fechar-se inteiro num poema lavrado em lingua..."

Original

Maria Celeste Ferreira

Foi um livro que ofereci a um amigo que andava desesperado, pois o livro estava esgotado, mas sei que ele é um fã deste tipo de leituras. pessoalmente dei uma vista de olhos achei original.

Inagualável

Rodrigues

Tudo neste livro é artístico, desde o título até ao último verso! Nada nem sequer um letra ou acentuação é ao acaso. Mais uma verdadeira obra prima que o mestre nos dá a conhecer.

Cru e belo

António Costa

Mais um excelente livro do Herberto. Um livro para ler e reler e dar a conhecer. Recomendo.

A Morte sem Mestre

Daniel Ferreira

Em «A Morte sem Mestre» Herberto Helder volta a exibir a sua mestria como poeta. Eis o poema contínuo: uma peregrinação da vida com a morte dentro.

Profeta Herberto

francisco choupina

Aquém de tudo está a morte. Além, a oração da salvação ditada pelo profeta - Herbertol

Um livro visceral

Bruno Fonseca

No seguimento do anterior Servidões, Herberto Hélder regressa ao poema visceral e sanguíneo. Não tendo a extensão do anterior, mantém-se fortíssimo e é um livro excepcional de confronto com a velhice, a morte, as coisas essenciais da vida. O burburinho meditativo não apaga a genialidade e os poemas lidos (ouvir uma bilha de gás com o seu sotaque....) acrescentam um valor inestimável a esta obra.

sobre hh

Pedro J

poesia de tom musculado, com o informalismo da modernidade. Bonita edição

a bilha de gás do pilha galinhas

luis

o bardo foi-se...para o lugar comum do velho barricado em casa, que se queixa da sua longevidade, da sua reforma, da bilha de gás e de um grãos de sal abertos na boca dos leitores impuros, pelo menos aqueles que foram a tempo, da voracidade do mercantilismo literário do herberto...se eu o visse era capaz de lhe pagar uma imperial...o bardo está cansado, o poema continuo chegou ao fim, agora o que resta é isto, uma morte sem mestre, uma poesia de quase sem mestre, uma poesia de pilha galinhas com alguma centelha de iluminações anteriores...enfim tenho o livro mas recuso-me a especular a sua venda na sarjeta da net...ainda gosto do herberto...além da imperial ainda pagava-lhe um pires de caracóis.

A morte sem mestre

Marco Mangas

Mais um livro ao nível do mestre Herberto... Uma mais valia para o futuro.

um livro extraordinário

Lurdes Júdice

Em " A Morte sem Mestre", Herberto Hélder oferece-nos, nas suas palavras, um conjunto de poemas "tão fortes (...) que sobreviveram à língua morta". Parafraseando Edward Hopper (“If you could say it in words, there would be no reason to paint.”), penso que também não é possível descrever a poesia por outras palavras ou meios. Leio e releio estes poemas. Ouço-os na voz grave e sóbria do poeta e deixo-me ficar a sentir a emoção que provocam e as ideias que fazem nascer.

Excelente!

Cláudia

Escrita fabulosa, linguagem poética. Um livro cativante e intenso.

Analítico

Carlos Manuel Caeiro.

Eu não conheço Herberto Helder. Eu ainda não conhecia este livro. eu ainda não li este livro. Só o respiquei ao sabor do acaso. Mas ter comprado e livro e saltitar na sua poesia, deu-me uma paz e uma felicidade como se tivesse lido todos os poetas do mundo.

Um livro e palavras que perduram na memória

Carlos Manuel Costa Teixeira

O génio, o ritmo das palavras assim desta forma combinadas, deixam a leitura a vibrar na nossa compreensão. A impressão que este livro nos deixa depois de uma primeira leitura, é de um extraordinário poder imaginativo, da descoberta e a invenção de novas palavras. Todo este livro pode também ser um poema único, escrito com uma intensidade que perdura na memória porque as palavras são arrebatadoras, é uma obra extraordinário fulgor. Herberto Helder é um poeta genial.

Original

Maria Teresa Simões

Desde a capa, com o nome do autor e o título da obra escritos pelo punho de Herberto Helder, até aos poemas não apenas escritos mas ditos, esta é uma obra que não precisaria de estar assinada para se poder identificar. Para ler e voltar a ler sempre.

mestre

nunes

o poema contínuo continua o seu diálogo com a morte e por vezes rodei-a de humor, outras vezes a própria morte impõe a sua voz e dialoga com o Sagrado, mergulhando no seu pó. este livro do poeta Herberto Helder segue as pisadas iniciadas em " servidões "; é um excelente livro de poesia que vem da maior voz viva da poesia portuguesa.

maior poeta contemporâneo

nanda

Metapoesia! Vitalidade! Escrita orgânica, arrojada, fulgurante, mais irónica que nos livros anteriores, mais livre do que nunca.

O Mestre Herberto e a sua servidão à morte...

João P.

Poesia que ajuda a falecer, cessando o fogo, afiando a faca...Clamor acutilante que ressoa como um ritual de passagem para a morte.

Elegia do Mestre

Emanuel Guerreiro

Aos 84 anos, Herberto Helder presenteia-nos com mais uma obra: «A Morte sem Mestre». Remetendo o título para a ideia de fim, meta que, por mais preparação que se faça, não há mestria que vença ou impeça, os poemas evocam o acto de escrita e a relação com o leitor, a descoberta sempre renovada da palavra e do seu poder criador e criativo, com uma reflexão sobre a possibilidade da sua morte («Esta é a minha elegia./A Elegia de um Burro.»; «e encerrar-me todo num poema»), pois a palavra, os poemas («carne da tua carne são os poemas/que escreveste», «meus veros filhos»), a escrita são marca(s) de vida: «a esse pouco de escrita/(…) devo a vida,/e se a vida, a minha, me vale de alguma coisa,/não para fortuna do mundo,/mas para mim mesmo que respiro enquanto escrevo». Afirma o poeta: «se um dia destes parar não sei se não morro logo» - para os leitores ávidos das suas palavras, é um desejo que não se partilha. Note-se que o livro vem acompanhado por um CD, em que ouvimos o poeta dizer cinco dos poemas que escreveu para este livro.

SOBRE O AUTOR

Herberto Helder

Herberto Helder nasceu em 1930 no Funchal, onde concluiu o 5.º ano. Em 1948 matriculou-se em Direito mas cedo abandonou esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequentou durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalhou como diretor literário da editorial Estampa. Viajou pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e em 1971 partiu para África onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. Faleceu em Cascais a 23 de março de 2015, tinha 84 anos.

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