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A Febre

de J. M. G. Le Clézio
Editor: Ulisseia, novembro de 2008 ‧
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Em A Febre, Le Clézio compõe magistralmente nove histórias de pequena loucura, ficcionais mas não inventadas, inspiradas por uma experiência familiar. A riqueza da linguagem e o pendor quase alucinatório das suas narrativas fazem de Jean-Marie Gustave Le Clézio um dos mais importantes autores franceses da sua geração, há muito apontado como um dos grandes favoritos ao Nobel da Literatura, prémio que logrou finalmente vencer em 2008.

«Todos os dias, perdemos a cabeça por causa de um pouco de temperatura, de uma dor de dentes, de uma tontura passageira. Enervamo-nos. Experimentamos prazer. Embriagamo-nos. Nada disso dura muito tempo, mas é o bastante.»

A Febre

de J. M. G. Le Clézio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725686119
Editor: Ulisseia
Data de Lançamento: novembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 238 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos da Literatura Contemporânea
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789725686119

A Febre - questões de equilíbrio

Maria Teresa Meireles

Equilíbrios e desequilíbrios, ideias e idealizações, «A Febre» questiona o nosso quotidiano. Somos temperatura. Somos temperança. Por vezes, somos o oposto de ambas e isso é fruto da febre.

SOBRE O AUTOR

J. M. G. Le Clézio

NOBEL DA LITERATURA 2008

Escritor e ensaísta francês, Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em 1940, em Nice, sendo originário de uma família com ascendência inglesa e bretã. Viveu ainda nas Ilhas Maurícias, algo que o levou a ganhar o gosto pelas viagens e pelo conhecimento de novos mundos. Aos 23 anos, depois de se ter licenciado em Letras, em Aix-en-Provence, Le Clézio lançou o seu romance de estreia, Le Procès-Verbal, com o qual ganharia, em 1963, o Prémio Renaudot, um dos mais importantes galardões literários do seu país. Em 1980 Jean-Marie Le Clézio recebeu, em França, o prémio Paul Morand para distinguir o conjunto da sua carreira literária. Nesse ano havia lançado aquela que foi considerada a sua melhor obra, o romance Désert, a epopeia de um jovem descendente de tuaregues. Entre as suas restantes obras destacam-se Fièvre, uma coletânea de contos, e os romances Le Déluge, La Quarantaine e Poisson d'Or. A sua obra está pejada de personagens obcecadas pela morte. O escritor coloca o ser humano a enfrentar diversas experiências que lhe proporcionam viver variados tipos de aventuras interiores. Désert aborda uma das grandes preocupações de Le Clézio, as condições de vida dos povos nómadas ameaçados de extinção, assunto que desenvolveu em diversos ensaios. Entre os povos sobre os quais escreveu, e entre os quais viveu, estão os índios do Panamá e os berberes de Marrocos. Entre 1970 e 1974 viveu com os índios emberas, no Panamá, em plena floresta. Le Clézio conheceu estes índios depois de ter estado dois anos no México a prestar serviço militar, período que aproveitou para viajar e visitar as regiões vizinhas. A mulher de Le Clézio é de origem saraui e juntos lançaram em 1993 Gens des Nuages, um ensaio sobre a terra natal dela. As obras de Le Clézio já foram publicadas em alemão, castelhano, chinês, dinamarquês, grego, inglês, japonês, russo e turco, entre outras, fazendo com que seja um dos autores franceses mais traduzidos no mundo. Desde 2002 integra o júri do Prémio Renaudot. Em 2008 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura. Jean-Marie Le Clézio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008.

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