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A Curva de uma Vida

de Vergílio Ferreira

editor: Quetzal Editores, maio de 2010
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É a primeira "história" (1938) escrita por Vergílio Ferreira e que o seu Espólio nos dá a conhecer. É anterior de um ano ao primeiro romance publicado, O Caminho Fica Longe, acabado de escrever em 1939, e apresenta uma escrita que anuncia já o futuro grande escritor que Vergílio Ferreira será. Encontramos o grande tema vergiliano da ausência do pai, aqui matizado pelo desconhecimento da genealogia, uma vez que o verdadeiro pai não é o marido da mãe, tendo-se este, de resto, suicidado quando o percebeu, deixando o que se julga seu filho supostamente órfão. Em Estrela Polar aparecer-nos-á a incerteza da genealogia (no Ernestinho fraco que talvez não seja o pai do narrador) ligada à necessidade da questionação metafísica: do quem é biologicamente passa ao quem é metafisicamente. Aqui, a descoberta de que não é quem pensa e a consequência que isso tem na avaliação que faz da figura da mãe, leva o jovem a um comportamento eticamente reprovável, levando-o ao estupro da irmã adolescente do que fora o seu melhor amigo no liceu, que entretanto se tornara advogado e que ele contrata para o defender desse estupro, desconhecendo a identidade da rapariga. A novela termina com essa descoberta pelo advogado ao tomar conhecimento dos dados do caso.

A Curva de uma Vida

de Vergílio Ferreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725648742
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: maio de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 232 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789725648742
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Um Clássico contemporâneo em duas versões

António Martins

O tema tem a ver com a ausência do pai, o verdadeiro pai não é o marido da mãe, tendo-se este suicidado quando o percebeu, deixando o seu filho. A figura da mãe, leva o jovem a um comportamento eticamente reprovável, levando-o ao estupro da irmã adolescente do que fora o seu melhor amigo no liceu, que entretanto se tornara advogado e que ele contrata para o defender desse estupro, desconhecendo a identidade da rapariga.

Vergílio Ferreira

Romancista e ensaísta português, natural de Melo (Gouveia), nasceu em 1916 e morreu em 1996. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e exerceu funções docentes no Ensino Secundário. Notabilizou-se no domínio da prosa ficcional, sendo um dos maiores romancistas portugueses deste século.
Literariamente, começou por ser neo-realista (anos 40), com "Vagão Jota" (1946), "Mudança" (1949), etc. Mas, a partir da publicação de "Manhã Submersa" (1954) e, sobretudo, de "Aparição" (1959), Vergílio Ferreira adere a preocupações de natureza metafísica e existencialista. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras dos ficcionistas deste século.
O ensaio é outra das grandes vertentes da sua obra que, aliás, acaba por influenciar a sua criação romanesca. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores, a arte, são recorrentes na sua produção literária. Além disto, Vergílio Ferreira deixou-nos vários volumes do diário intitulado "Conta-Corrente". Das suas últimas obras destacam-se: "Espaço do Invisível", "Do Mundo Original" (ensaios), "Para Sempre" (1983), "Até ao Fim" (1997) e "Na tua Face" (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.

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