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A Catástrofe seguido de Um Dia de Chuva | Civilização

de Eça de Queirós
Editor: Edições Húmus, setembro de 2024 ‧
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«Eu moro à esquina do largo do Pelourinho justamente defronte do Arsenal. Já antes da guerra, e dos nossos desastres, eu ali vivia no segundo andar à direita; nunca gostei do sítio: sem ser bucólico, a minha ambição foi sempre viver longe destes arruamentos tristes da Baixa, num bairro de mais ar e de mais horizonte, com um quintal, árvores, uma frescura de folhagem e alguns metros de terra, onde poderia rumorejar em árvores, ter roseiras, e acolher pássaros, nas tardes de Verão. […] Mas quando vieram as nossas desgraças, e o exército inimigo ocupou Lisboa, as necessidades de economia em tempos tão difíceis forçaram a abandonar esse plano de ir viver para o campo - e aqui estou neste triste segundo andar do largo do Pelourinho defronte do Arsenal.»

A Catástrofe seguido de Um Dia de Chuva | Civilização

de Eça de Queirós

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899213159
Editor: Edições Húmus
Data de Lançamento: setembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 125 x 166 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 100
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Ilha
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899213159

SOBRE O AUTOR

Eça de Queirós

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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