A Carta Roubada

de Edgar Allan Poe
Editor: Editorial Presença, junho de 2008 ‧
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Escritor prolífico, onde encontramos géneros como a poesia, o romance e contos, segundo Jorge Luís Borges é no fantástico que a veia artística de Edgar Allan Poe proporciona um verdadeiro deslumbramento aos leitores. Depois de enviuvar, procurou a intimidade de outras mulheres, que lhe inspiraram composições poéticas inesquecíveis. Em A Carta Roubada, o director da colecção «A Biblioteca de Babel» seleccionou as suas composições mais apaixonadas.

No universo de A Carta Roubada, um narrador sem nome encontra-se com o famoso detective parisiense Auguste Dupin, com quem discute o seguinte caso: uma carta, cujo conteúdo seria muito comprometedor se revelado, foi roubada dos aposentos privados da rainha.

A Verdade sobre o Caso de M. Valdemar fala sobre a tentativa de hipnose de um indivíduo a quem os médicos tinham diagnosticado tuberculose, sem familiares, ou qualquer ligação terrena. O hipnotizador e o hipnotizado acordaram assim que a experiência teria lugar vinte e quatro horas antes do óbito. Em Manuscrito Encontrado numa Garrafa, o navio Batavia é atingido por uma onda gigante. Os únicos que se mantêm a bordo são o narrador e um sueco, mas um ciclone arrasta-os para Sul e eles acabam por embater contra um galeão. Apenas o narrador consegue subir a bordo do galeão, mas a tripulação é extremamente envelhecida e não o consegue ver. O narrador entra no compartimento do comandante e rouba alguns escritos deste.

O Homem da Multidão observa da janela interior do seu hotel, em Londres, a multidão que vagueia apressadamente nas ruas, fitando-se em pormenores como as vestimentas, cabelos, portes e fisionomias. A seguir aos aglomerados na rua, a sua atenção concentra-se nos empregados, jogadores, vendedores ambulantes, mendigos. Já a noite ia alta quando vislumbrou um semblante que o fascinou. E foi então que resolveu segui-lo aonde quer que fosse. Sentir-se-ia menos solitário se o conhecesse?

Em Poço e o Pêndulo um homem é sentenciado à morte mas antes disso ainda passa pela fase da inquisição. Já extenuado, amarrado e a desfalecer, é-lhe permitido que se sente numa cadeira. Num estado de delírio vislumbra juízes e sente o descer da alma até aos infernos. Prisioneiro durante a Inquisição Espanhola irá ainda conhecer várias torturas.

«Há dois escritores norte-americanos sem os quais a literatura do nosso tempo seria inconcebível ou, pelo menos, muito diferente do que é: Poe e Walt Whitman»
Jorge Luís Borges

A Carta Roubada

de Edgar Allan Poe

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722339483
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: junho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 119 x 223 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 140
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Biblioteca de Babel
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789722339483

SOBRE O AUTOR

Edgar Allan Poe

Escritor norte-americano nascido a 19 de janeiro de 1809, em Boston, e falecido a 7 de outubro de 1849. Filho de dois atores de Baltimore, David Poe Junior e Elizabeth Arnold Poe, ficou órfão com apenas dois anos de idade e desde cedo aprendeu a sobreviver sozinho. Foi adotado por uma família de comerciantes ricos de Richmond, de quem recebeu o apelido Allan.
Entre 1815 e 1820, a família Allan viveu em Inglaterra e na Escócia, onde Poe recebeu uma educação tradicional, regressando depois a Richmond. Poe foi para a Universidade da Virgínia em 1826, onde estudou grego, latim, francês, espanhol e italiano, mas desistiu do curso onze meses depois por causa do seu vício do jogo e do álcool. Resolveu então ir para Boston, onde publicou em 1827 um fascículo de poemas da juventude de inspiração byroniana, Tamerlane and Other Poems.
Em 1829 publicou o seu primeiro volume de poemas, com o título Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems, onde se denota a influência de John Milton e Thomas Moore. Foi então para Nova Iorque, onde publicou outro volume, contendo alguns dos seus melhores poemas e onde se evidencia a influência de Keats, Shelley e Coleridge.
Em 1835 estreou-se como diretor do jornal Southern Literary Messenger, em Richmond, onde se tornaria conhecido como crítico literário, mas veio a ser despedido do seu cargo alegadamente por causa do seu problema da bebida. O álcool viria aliás a ser o estigma que marcaria toda a sua vida até à morte. Casou-se nesse mesmo ano com a sua prima de apenas treze anos, Virgínia Clemm, e o casal resolveu então instalar-se em Nova Iorque, onde não chegou a permanecer muito tempo. Foi em Filadélfia que Poe alcançou fama através de vários volumes de poemas e histórias de mistério e de terror. Em 1838 escreveu The Narrative of Arthur Gordon Pym (A Narrativa de Arthur Gordon Pym), obra de prosa em que combinou factos reais com as suas fantasias mais insanes. Em 1839 tornou-se codiretor do Burton's Gentleman's Magazine em Filadélfia, e nesse mesmo ano escreveu várias obras que o tornaram famoso pelo seu estilo de literatura ligado ao macabro e ao sobrenatural. São elas William Wilson e The Fall of the House of Usher (A Queda da Casa de Usher). A primeira história policial surgiu apenas em 1841, na revista Graham's Lady's and Gentleman's Magazine, sob o nome The Murders of the Rue Morgue (Os Crimes da Rue Morgue), e em 1843 Poe recebeu o seu primeiro prémio literário com a obra The Gold Bug. Em 1844 regressou a Nova Iorque e tornou-se subdiretor do New York Mirror. Na edição de 29 de janeiro de 1845 deste jornal surgiu o poema The Raven (O Corvo), com o qual Poe atingiu o auge da sua fama nacional.
Dois anos mais tarde morre a sua mulher Virgínia, mas Poe volta a casar, com Elmira Royster, em 1849. Porém, antes disso, Poe publica Eureka, uma obra que deu azo a muita contestação por parte de alguns críticos da época e que é considerada uma dissertação transcendental sobre o universo, muito louvada por uns e detestada por outros.
É de regresso à terra natal do seu pai que Poe começa a apresentar indícios de que o problema do alcoolismo já era de certo modo irreversível. De facto, ele esteve na origem da morte do poeta. A obra de Poe é o espelho da sua vida conturbada e dos seus hábitos e atitudes antissociais, que o levavam a ter uma escrita que ia para além dos padrões convencionais. Se por um lado foi vítima de certas circunstâncias que estavam para além do seu controle, como foi o facto de ter ficado órfão aos dois anos de idade, por outro fez-se escravo de um problema - o álcool - que agravaria a sua personalidade já de si inconstante, imprevisível e incontrolável.

Edgar Allan Poe. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009.

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