A Boca na Cinza
EXCERTOS
«Há sempre uma morte que nos aguarda à nossa frente, um gesto morto, uma pessoa morta, um livro lido, uma palavra apagada, tenho de lutar todos os dias contra essas mortes, nem a memória me é consolo, de vez em quando perguntam-me: estás com pena de ti próprio? e eu respondo-lhes: e então? não me lembro de ter dormido com uma mulher, não me lembro de ter dormido com um homem, lembro-me de serem enormes as camas onde dormi, nunca vi um corpo nu, real, à minha frente, a única pele que toco é a minha, as pessoas nem sequer me apertam a mão, dizem-me: como estás? e passam-me ao lado, já estive +ara comprar uma boneca insuflável.
- são enormes as bonecas, mano.
- não há bonecas para anões.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789727087204 |
| Editor: | Relógio D'Água |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2003 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 135 x 209 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 144 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789727087204 |
OPINIÃO DOS LEITORES
«olhar pequeno», escrita grande
Emanuel Guerreiro
Sob a perspectiva do olhar de um anão, Rui Nunes constrói uma narrativa irónica, onde a ideia de dor nos leva a pensar e a colocar no lugar do outro, acto tão inacessível à mente e à conduta de tantos.
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