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A Aparência das Coisas

Ensaios e artigos escolhidos

de John Berger
Editor: Antígona, abril de 2021 ‧
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A Aparência das Coisas (1974) reúne alguns dos ensaios mais brilhantes e incisivos que John Berger escreveu na década de 60. Uma mulher forçada a entrar num táxi; um leão e uma leoa enjaulados no jardim zoológico; a última fotografia de Che Guevara; o desabrochar da Primavera de Praga e a natureza das manifestações populares; Walter Benjamin, Le Corbusier, Camille Corot, Fernand Léger.

Retratos e instantâneos admiráveis em si mesmos, revelam a sua maior importância enquanto partes de um todo, fragmentos da existência submetidos ao mesmo olhar coerente, sensível e humanista de John Berger, em favor de uma síntese da experiência e condição humanas.

Numa prosa ao mesmo tempo sóbria e epigramática, em textos ora políticos, ora de crítica e história da arte, esta obra caleidoscópica é uma das melhores introduções à escrita ensaística de John Berger, pondo a nu a sua concepção de liberdade e atitude intransigente perante injustiças e desigualdades.

A Aparência das Coisas

Ensaios e artigos escolhidos

de John Berger

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726083955
Editor: Antígona
Data de Lançamento: abril de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 208 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726083955

Talento puro

Ricardo Reis

John Berger era um escritor extraordinário e isso percebe-se até nos seus textos de crítica e história da arte. Este é um livro essencial para quem quer conhecer o pensamento de Berger com textos sobre cubismo, fotografia, pintura, desenho. Para ler, sublinhar e revisitar.

SOBRE O AUTOR

John Berger

John Berger (1926-2017), crítico de arte, pintor e escritor inglês, ícone da contracultura e um dos pensadores mais influentes dos nossos dias, avançou contra a corrente num tempo de especialistas e especializações. Em quadros, ensaios, poemas, ficções, argumentos para cinema ou programas de televisão, foi plural também nas suas inspirações, tomando interesse nas franjas da sociedade (os presos, os camponeses, os migrantes) como exemplos de resistência em face da ignomínia de governos e mercados. Foi para escapar a essa infâmia, aliás, que Berger se exilou durante mais de 50 anos na França rural. Ganhou o Prémio Booker em 1972 com o seu romance experimental feminista G., e o seu ensaio mais famoso, Modos de Ver, escrito nesse ano após o êxito retumbante da série homónima da BBC, é uma referência na crítica de arte ainda hoje estudada por académicos e redescoberta pelo público. Com um olhar curioso sobre o mundo, com os pés assentes na terra e as mãos a revolvê-la, soube como poucos expor, ao longo da obra e da vida, as suas convicções políticas, contradições e metamorfoses.

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