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As Prisões Estão Obsoletas?

de Angela Davis
Editor: Antígona, agosto de 2022 ‧
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«Por que motivo tendemos a pensar que os nossos direitos e liberdades estão mais assegurados pela existência de prisões do que estariam caso estas não existissem?»

Com uma pergunta tabu, num ensaio límpido e provocador, a activista e académica Angela Davis trava uma das suas mais difíceis batalhas. Desenterrando as raízes do cárcere no sistema esclavagista nos EUA, descrevendo a desumanidade de prisões pelo globo e denunciando os interesses por detrás do «buraco negro onde se depositam os detritos do capitalismo contemporâneo», As Prisões Estão Obsoletas? (2003) pulveriza os alicerces racistas, machistas e classistas do sistema prisional.

Obra seminal do movimento abolicionista, além de apelar a uma transformação radical da forma como a sociedade contempla a punição e a reparação dos crimes, propõe o total desmantelamento do «complexo prisional-industrial» - sistema que vincula, em perfeita simbiose, grupos económicos (farmacêuticas, hospitais, empresas tecnológicas, de segurança, armas ou alimentação), governos e meios de comunicação. Um pequeno guia de resistência a qualquer forma de opressão e violência - das cadeias ao capital - que condene ao círculo vicioso povos fragilizados e empobrecidos.

As Prisões Estão Obsoletas?

de Angela Davis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726084167
Editor: Antígona
Data de Lançamento: agosto de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 210 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726084167

Angela Davis nunca desilude

RP

Necessário para compreender melhor o sistema prisional.

Tema candente

André Lamas Leite

Um tema candente e que mostra que a pena de prisão desde sempre esteve em crise, logo quando assume os contornos atuais no séc. XVIII. A autora demonstra profundo conhecimento e acompanhamento dos principais estudos criminológicos.

Informativo e esclarecedor !

Beatriz Baptista

Primeiro, quero realçar que acho muito importante as traduções destas obras tão importantes para a língua portuguesa. Um bom ponto de entrada para quem não está muito dentro do tema, talvez um pouco repetitivo para quem já o conhece melhor. De qualquer forma, acho que Angela Davis explica de forma clara e concisa as suas visões, que valem a pena serem lidas por mais pessoas.

Importante

Luciana Ramos

Escrito de forma clara e acessível, o livro de Angela Davis vai direto ao ponto. Muito bem estruturado, o que facilita a leitura e permite que, mesmo quem não esteja familiarizado com o tema da abolição prisional, como era o meu caso, possa compreender facilmente os seus argumentos. A autora faz um excelente trabalho ao explorar o impacto desproporcional das prisões nas comunidades marginalizadas e questiona, de forma convincente, se as prisões, tal como existem hoje, realmente promovem justiça ou apenas perpetuam ciclos de opressão. Foi, realmente, uma ótima leitura; deixou-me muito interessada no movimento de abolição das prisões e a questionar a negação dos direitos dos prisioneiros. Vou, definitivamente, ler mais Angela Davis.

SOBRE O AUTOR

Angela Davis

Ícone da luta pelos direitos civis, próxima do grupo dos Panteras Negras, por duas vezes candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Angela Davis é uma das ativistas mais incómodas deste século e do anterior. Nascida na pobreza em 1944, descendente de escravos, uma bolsa permitiu-lhe ir para Nova Iorque e formar-se em Filosofia. No Verão de 1970, acusada de conspiração na fuga de três prisioneiros em São Francisco, ingressou na lista dos mais procurados pelo FBI; capturada, diabolizada pelas autoridades (mulher, negra, marxista), foi absolvida após um julgamento mediático e um forte movimento popular pela sua libertação. O combate à discriminação racial e às assimetrias sociais, a militância pelos direitos das mulheres e a saga pelo desmantelamento das prisões transparecem na sua vasta obra – na qual se destacam Women, Race, and Class (1981) e Are Prisons Obsolete? (2003) –, que denuncia formas de encarceramento humano e nos ensina a olhar para os calabouços do mundo.

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