Nunca Te Esqueças das Flores
SYNOPSIS
Izumi vai ser pai e está tremendamente feliz. Há, porém, uma pequena nuvem que paira sobre esse sentimento: conseguirá ser um bom pai? E o que será isso - ser bom pai? Izumi cresceu só com a mãe, Yuriko, e a relação que têm, até hoje, é tão profunda, tão próxima, que é difícil encontrar palavras para a descrever. E é a mãe que o preocupa ainda mais, e faz a pequena nuvem multiplicar-se e tingir de cinzento o céu.
Na mesma altura em que descobre que vai ser pai, Yuriko manifesta os primeiros sintomas de Alzheimer e Izumi pensa que, de certa forma, vai deixar de ser filho. À medida que a doença avança, chega o dia em que a mãe não o reconhece, e Izumi sente que se reabre uma velha ferida: como esquecer o que aconteceu quando era ainda criança? Porque saiu a mãe de casa? Que ausência prolongada foi aquela e que memórias perdidas há por contar?
Numa história que junta a leveza e a melancolia japonesas na medida certa, o autor de Se os Gatos Desaparecessem do Mundo regressa com um romance que sublima a aparente simplicidade dos momentos mais íntimos da vida.
PRESS REVIEWS
«Um romance original e surpreendentemente tocante sobre a vida, o amor, as relações familiares e o que fica de nós, quando partimos.»
The Observer
«Uma história inesquecível sobre o nosso confronto com a mortalidade, reconhecermos os nossos erros e as escolhas que fazemos.»
The Herald
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789722370967 |
| Publisher: | Editorial Presença |
| Release Date: | April of 2023 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 153 x 232 x 13 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 216 |
| Format: | Book |
| Collection: | Grandes Narrativas |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| EAN: | 9789722370967 |
REVIEWS
Uma história sobre lembrar, esquecer e, sobretudo, continuar a amar.
Nelson Pradinhos
Nunca Te Esqueças das Flores, de Genki Kawamura, é uma história sobre o amor entre mãe e filho, sobre a fragilidade da memória e sobre a inevitável passagem do tempo. O romance acompanha Yuriko e Izumi, mãe e filho, num período de mudança e vulnerabilidade. Enquanto Izumi começa a perder-se nas névoas do Alzheimer, Yuriko descobre que está prestes a tornar-se pai. É um momento de cruzamento entre o início e o fim, entre o nascimento e o esquecimento — e Kawamura conduz esta narrativa com a mesma delicadeza e sensibilidade que já conhecemos de Se os Gatos Desaparecessem do Mundo. O que mais me tocou foi a forma como o autor transforma a dor em poesia. A relação entre mãe e filho é retratada com realismo, ternura e uma melancolia subtil. Enquanto Izumi perde lentamente o seu mundo interior, Yuriko tenta reconstruir o seu, num processo de reaprendizagem mútua. Ele torna-se, aos poucos, o cuidador, o “pai” da sua mãe — e é nesse gesto silencioso que o amor se revela em toda a sua profundidade. A narrativa é feita de memórias, intercaladas entre o presente e o passado, exigindo do leitor atenção e entrega. Mas é precisamente nessa teia de lembranças que encontramos a beleza do livro: as pequenas cenas, os gestos esquecidos, as palavras que permanecem mesmo quando tudo o resto se apaga. Kawamura escreve com uma delicadeza quase cinematográfica. Cada frase parece um pétala — simples, mas carregada de significado. As flores, que dão título ao livro, funcionam como metáfora da própria vida: frágeis, passageiras, mas eternamente belas. Entre temas como o abandono, a solidão, a doença e o amor, o autor fala-nos da importância das memórias — essas raízes invisíveis que nos ligam uns aos outros e que definem quem somos. Mesmo quando a memória se desfolha, o amor permanece — e é isso que o livro nos ensina com uma doçura profunda. Nunca Te Esqueças das Flores é um romance introspectivo e comovente, que nos lembra que o tempo leva muitas coisas, mas nunca o afeto verdadeiro. Não é um livro para devorar — é um livro para sentir. Uma história sobre lembrar, esquecer e, sobretudo, continuar a amar.
Nunca Te Esqueças das Flores
Tiago
"Nunca Te Esqueças das Flores" é um livro que me tocou de forma muito pessoal. A história de Izumi e da sua mãe, afetada pelo Alzheimer, é contada com uma sensibilidade que nos faz refletir sobre a memória, o amor e o tempo que temos com aqueles que amamos. A alternância entre passado e presente pode parecer confusa no início, mas dá mais profundidade à narrativa e torna tudo ainda mais emocionante. É uma leitura triste, mas ao mesmo tempo bela, que nos lembra da importância do perdão e dos laços familiares.
Excelente
Lara
Li o livro "E se os Gatos Desaparecessem do Mundo", quando soube que havia outro livro do autor não resisti. Descobri que gosto muito de romances japoneses, pela sua leveza que nos permite ler sem parar, mas com tópicos que por vezes não são tão leves de expressar e até sentir. Este é um excelente exemplo, recomendo vivamente.
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