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Conta-Corrente - Volume I

1969-1981

by Vergílio Ferreira
Publisher: Quetzal Editores, April of 2025 ‧
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RECOMMENDED BY THE NATIONAL READING PLAN
Os diários de Conta-Corrente constituem um dos documentos mais impressionantes da vida cultural dos anos setenta e oitenta (cobrindo os anos de 1969 a 1992), com especial destaque para os anos da resistência e os da revolução. A importância documental e literária deve-se quer à qualidade dos textos do autor, quer à natureza das suas confissões, reflexões e revelações — sendo uma extraordinária fonte de dados para o conhecimento da vida e história portuguesas desses anos.

Tal como os grandes diários de autores como Franz Kafka, Lev Tolstoi, Raul Brandão, Miguel Torga, Thomas Mann ou Virginia Woolf, Conta-Corrente não é importante apenas do ponto de vista literário. Pela abundância de pequenas histórias sobre o meio literário e político português da época, bem como pela acuidade, autenticidade e profundidade das suas opiniões, a obra constitui um enorme espólio de testemunhos sobre o seu tempo real.

A sua leitura é uma extraordinária fonte documental para compreender um período tão importante como decisivo na vida da sociedade portuguesa, além de nos dar uma imagem íntima — pessoal, familiar, geracional — de um dos maiores autores portugueses do século XX.

Conta-Corrente - Volume I

1969-1981

by Vergílio Ferreira

Property Description
ISBN: 9789895820627
Publisher: Quetzal Editores
Release Date: April of 2025
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 243 x 62 mm
Cover: Hardcover
Pages: 1168
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Other Literary Forms
EAN: 9789895820627
Recommended Minimum Age: Not applicable

Irresistível

Isabel Duarte Pires

Um testemunho que nos chega pelas mãos de um grande autor. O pensar e o sentir de quem viveu aquele tempo, conheceu aquelas figuras e construiu uma imagem de cada uma, de cada acontecimento e situação. É uma leitura fascinante, de uma escrita que não é imparcial e, por isso, mais interessante se torna. Temos as circunstâncias exteriores e o sentir deste autor. Um livro imperdível.

A escrita como lugar de realização do ser humano Vergílio Ferreira

A Manso

Continua o debate em torno da esquerda, de toda a esquerda, a democrática e a autocrática e totalitária, ditatorial, e a direita mais liberal e egoísta. Continua a atenção centrada na filosofia e na atualidade na afirmação do valor da razão critica e fundamentada. Continua a digressão entre o conhecimento, o reconhecimento e o convívio com os intelectuais da sua geração que deriva sempre para a análise seca de um Portugal adiado por amedrontamento daqueles que o constituem, os Portugueses. De maior importância: a escrita como lugar de realização do ser humano Vergílio Ferreira.

Um diário e uma autobiografia

A Manso

O presente volume, o primeiro do diário de Vergílio Ferreira, escritor marcante do século XX, tem, na minha leitura, duas linhas de extrema importância; aquela que se prende com a análise à abertura política encetada por Marcelo Caetano, herdeiro do Estado Novo que não conseguiu ou não quis levar Portugal para a democracia e as apreciações certeiras e desiludidas do autor face aos serventes do regime. De forma desapaixonada, Vergílio Ferreira deixa-nos uma imagem dura das relações e combates dos intelectuais da sua geração que se uniam em fações autodestrutivas daquilo que de melhor cada um ia criando e deixando para a posteridade. Realisticamente estes são apontamentos lídimos para uma crónica do Portugal menor.

Complementaridade documental

Ana Lúcia Loureiro

Mais do que conhecermos o quotidiano do autor, ficamos a conhecer o seu pensamento relativamente a tantos assuntos que com ele se cruzam nesse quotidiano. É, assim, essencial para quem quer conhecer o escritor para lá da sua obra.

ABOUT THE AUTHOR

Vergílio Ferreira

Vergílio Ferreira nasceu em 1916, em Melo (Gouveia), e morreu em 1996 em Lisboa. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e foi professor do ensino secundário. É um dos maiores romancistas e ensaístas portugueses do século XX. É o autor de romances tão celebrados como Manhã Submersa (1954) e Aparição (1959), com preocupações de natureza metafísica e existencial. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras da literatura portuguesa. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores ou a natureza da arte são recorrentes na sua produção literária, tanto de ficção como de ensaio. Das suas últimas obras destacam-se Para Sempre (1983), Até ao Fim (1997) e Na Tua Face (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.

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