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Adrenalina

by Filipa Leal
Book eBook
Publisher: Assírio & Alvim, October of 2024 ‧
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Adrenalina é o novo livro de Filipa Leal, uma obra que leva a autora a fazer o balanço: «O meu primeiro livro de poemas foi publicado em 2004, há 20 anos. Acho que este é um exercício de maior reflexão, talvez, sobre a maturidade. Sobre a vontade de não ter pressa, e não conseguir. Há um conflito entre a ansiedade do quotidiano no século XXI, esta urgência de viver, e uma vontade de dizer à própria vida: tem calma, não tragas mais surpresas, por favor, porque, às vezes, são más. É um espelho da infância, da adolescência, da família, do amor, da amizade, dos pequenos e dos grandes desastres... Mas, como sabemos (e o livro ainda esteve para se chamar assim): os espelhos mudam muito com o tempo.».

Para escrever poemas, é preciso ter o punhal de Caravaggio
encostado à língua: «nem esperança, nem medo»


Não esperem de um poeta que vos corte a língua
O poeta quer ouvir tudo, apesar de tudo, e até de manhã
Não esperem de um poeta que vos corte o coração
Não sabe, não foi o poeta que cortou o dele

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«O urso americano», um poema de Filipa Leal

Adrenalina é o novo livro da poetisa e argumentista Filipa Leal. Neste poemas inéditos, a autora faz o balanço de uma vida que passa, quer queiramos ou não, acelerada e intempestuosa, da qual extrai pequenos e grandes momentos que versa em tons que vão do humor à introspeção. Para abrandar a adrenalina dos dias, Filipa Leal versa sobre a família, a amizade e o amor, numa espécie de polaroides biográficos capazes de combater as agruras dos dias.
Antes que os ursos vão hibernar este inverno, conheça este «urso americano», uma prova do quão importante é rirmo-nos de nós próprios. E do quanto a vida nos surpreende, sempre.



O URSO AMERICANO


É o único urso da América Latina,
narrava o locutor da National Geographic
quando entrei na sala do meu pai.
O meu pai sempre gostou de ver estes programas,
pegou-me a mania.
Sentei-me, perplexa, a olhar para o urso.
Era domingo de manhã, tinha dormido pouco.
E, regra geral, sou literal. Acredito no que me dizem.
Não percebi logo que se tratava da úniva espécie de ursos.
Mas só há um urso na América Latina?, perguntei.
Fiquei preocupada: se é o único urso,
Como é que se vai reproduzir?
(O que pensei. Mas tive vergonha de dizer, foi: com que animal.)
Podiam ao menos levar-lhe outro urso, pai,
um urso europeu, por exemplo,
para o urso americano não se sentir tão sozinho.

O meu pai nem teve tempo de me responder.
É assim na televisão como na vida:
rapidamente, entrou outro urso. Poema retirado do livro Adrenalina, de Filipa Leal

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Outono, poesia e melancolia

Outono. Para muitos, sinónimo de melancolia com uma conotação negativa. Mas tanto a tristeza como a melancolia fazem parte da vida. Engane-se quem deseja (ou espera) viver somente a exaltação do verão ou o fervilhar da primavera. Todas as emoções humanas são necessárias, tal como todas as estações do ano.
Na Natureza, o outono é a preparação para o descanso invernal. Infelizmente, os seres humanos desaprenderam esses ritmos da Natureza. Mas a Poesia resgata-os: ora suave ou dura, ora incisiva ou reflexiva, a poesia obriga-nos a pausar, a descobrir novos significados nas palavras, nas frases, a descobrir emoções que se prolongam além das páginas.
Que este outono lhe devolva o gosto da melancolia de uma tarde contemplativa, sem culpas, em torno de um livro — de poesia. Deixo-lhe cinco sugestões irrepreensíveis. Não Desfazendo, de Rita Taborda Duarte Não Desfazendo reúne os vinte e cinco anos de poesia de Rita Taborda Duarte, que nasceu em 1973, na ditadura, mas cresceu e escreveu em liberdade. Essa liberdade sente-se nos seus poemas pela diversidade de abordagens e de perspetivas. Nesta coletânea, encontrará estranheza, refúgio, reflexão, riso e até um capítulo dedicado aos gatos (e «Demais Fauna»). São poemas que respiram uma rima própria ou uma ausência dela, mas dos quais não sairemos incólumes. COMPRO NA WOOK! » Adrenalina, de Filipa Leal Em Adrenalina, Filipa Leal revisita muitas das suas vidas, dos seus espelhos do passado, 20 anos depois de ter publicado o seu primeiro livro de poemas. Nesta obra, encontramos uma voz madura, reflexiva na busca de apaziguar as agitações do quotidiano. Há espaço para as minudências da vida (como o poema dedicado à sobrinha Mariana de sete meses), para o amor, para a tristeza ou para o humor. São menos de 110 páginas nas quais cabem toda a riqueza e a complexidade da vida humana. Vale a pena sentir esta Adrenalina de Filipa Leal. COMPRO NA WOOK! » Poesias Completas & Dispersos, de Alexandre O' Neill Se não conhece a poesia de Alexandre O’Neill, este é um livro imperdível para juntar à secção de poesia da sua estante literária. Se ainda não tem uma secção dedicada a obras poéticas, é chegado o momento de a criar. E esta obra deverá, sem dúvida, lá constar.
O’Neill foi um poeta de palavras simples, mas diretas; de ideias estranhas, mas belas e repletas de criatividade. Os seus poemas transformaram a língua portuguesa conferindo-lhe carisma, imaginação e profundidade. Porque…
Há palavras que nos beijam. / Como se tivessem boca. / Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. COMPRO NA WOOK! » Poesia Grega de Hesíodo a Teócrito, de Frederico Lourenço Poetas como Álcman, Semónides, Mimnermo, Safo, Íbico, Anacreonte, Teógonis, Píndaro, Baquílides e Teócrito são parte dos alicerces da nossa civilização e influenciaram diretamente centenas de outros poetas. Folhear este livro é uma imersão profunda e intensa na cultura grega: trata-se de uma edição luxuosa, bilingue. Uma obra ideal para estudiosos e curiosos que desejam descobrir a riqueza e a diversidade da poesia da Grécia Antiga. Uma pérola. COMPRO NA WOOK! » Atirar para o Torto, de Margarida Vale de Gato Ler Atirar para o Torto, de Margarida Vale de Gato, é um mergulho no desconhecido, na surpresa. Nas páginas deste livro, encontramos mulheres anónimas, amigos e amigas da poeta, memórias coletivas, Sophia de Mello Breyner, geografias conhecidas, estados de espírito, circunstâncias ou confissões. Com rigor sintático, um «formalismo informal» e uma escrita cuidada, original, feita de encontros felizes entre palavras, ideias e conceitos burilados ao pormenor, Margarida Vale de Gato surpreende. COMPRO NA WOOK! » O outono convida-nos a recolher, a abrandar. Entre as sombras e a claridade, a poesia torna-se abrigo e revelação. Talvez seja isso a melancolia: a beleza serena de aceitar todas as estações, dentro e fora de nós.
Que estas leituras lhe tragam abrigo e a intensidade que só a poesia sabe oferecer.

Adrenalina

by Filipa Leal

Property Description
ISBN: 978-972-37-2381-6
Publisher: Assírio & Alvim
Release Date: October of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 147 x 205 x 11 mm
Cover: Softcover
Pages: 112
Format: Book
Collection: Poesia Inédita
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 978972372381610
Recommended Minimum Age: Not applicable

Sublime

Andreia Morais

Adrenalina consegue ser irónico, mordaz e leve. E tão depressa nos inquieta, como nos arranca um sorriso - quem sabe, gargalhadas também. Concentrando-se na beleza das pequenas coisas, dos pormenores que poderiam passar despercebidos, a Filipa Leal transforma esses nadas em poemas que ficam a ecoar. Além disso, sem perder um tom confessional, há uma musicalidade nas palavras que nos permite refletir sobre escrita e sobre como o tempo nos muda sem pedir. É essa vulnerabilidade que nos molda

Retrato

Nmar

Um retrato intimista da vida e do dia. Palavras simples e profundas, que descrevem a correria dos dias, os valores, os momentos. Recomendo.

Filipa Leal - poeta a ler

Susana Fernandes

Já tinha adquirido o "Vem à quinta -feira" mas o "Adrenalina" parece-me mais completo, mais maduro, mais solitário, mais triste e ao mesmo tempo tem poemas dedicados a bebés; à familia e à amizade. Ou seja mostra-nos uma poeta do Porto, com a minha idade, mulher, autora de poemas sobre multiplos temas e momentos da vida quotidiana de forma simples, acessivel ( qualquer pessoa pode ler e identificar-se) com os quaise facilmente me identifico e leio mais do que uma vez para os guardar no meu coração.Uma pérola para apreciar aos poucos, sem pressa e com todo o gosto. Recomendo muito Filipa Leal e sendo que a obra mais recente é sempre a melhor então "Adrenalina" sem dúvida.

Adrenalina

Ricardo

Filipa Leal regressa com um livro na senda dos anteriores: confessional, moderno, provocador. A beleza das pequenas coisas e das pequenas experiências do quotidiano transformadas em poesia.

Muito Bom!!

FCS

Divertido, mas também sério, musical. Sempre com a dose certa de quotidiano, espuma dos dias, pormenores que podiam passar despercebidos mas que a Filipa transforma em matéria de poesia.

ABOUT THE AUTHOR

Filipa Leal

Filipa Leal nasceu no Porto, Portugal, em 1979.
Tem 15 livros publicados (desde 2004), entre os quais A Cidade Líquida e O Problema de Ser Norte, ou Vem à Quinta-feira (já na 5.ª edição) e Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano, ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. Está editada em Espanha e no Brasil (com o livro A Cidade Líquida); na Colômbia (com a antologia En los días tristes no se habla de aves); em França (com a plaquete La Ville Oubliée); na Polónia (com o livro Zapalki i metal na imitacji materii ludzkiej) e no Luxemburgo (Vale Formoso, edição bilingue francês-português).
Formada em Jornalismo pela Universidade de Westminter (Londres), é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Está representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro (Venezuela, México, Bulgária, Grécia, Países Baixos ou Eslovénia). Em 2010, teve um dos seus poemas exposto no Metro de Varsóvia, na iniciativa «Poems on the Underground». Em 2012 e 2014, representou Portugal em encontros literários na Alemanha – no Festival de Poesia de Berlim 2012, e na Conferência dos Escritores Europeus 2014/Long Night of European Literature, no âmbito da qual fez uma leitura dos seus poemas no Deutsches Theater. Em 2016, o seu poema «Hoje, também os carros dançam» integrou uma instalação sonora europeia na British Library, em Londres; e, em 2023, o poema «Quanto tempo para o intervalo» esteve exposto na Polónia na iniciativa «Poems in the City». Tem integrado alguns júris internacionais: fez parte do Júri do Prémio de Literatura Oceanos (2018) e do Júri do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez (Colômbia, 2019). Poeta, jornalista e argumentista (destaque para o guião do filme Jogo de Damas, com a realizadora Patrícia Sequeira – Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga; e para a série Mulheres Assim, na RTP1). Acaba de publicar o livro de poemas Adrenalina, assinalando os seus 20 anos de poesia.

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