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A Desobediente

Biografia de Maria Teresa Horta

by Patrícia Reis
Book eBook
Publisher: Contraponto Editores, March of 2024 ‧
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A dor e o abandono chegaram cedo à vida de Teresinha, a filha mais velha de um dos mais prestigiados médicos da capital e de uma mulher livre e corajosa, descendente dos marqueses de Alorna, que nas ruas e nos melhores salões de Lisboa rivalizava em encanto com Natália Correia. A menina que haveria de ser poetisa vê a morte de perto quando ainda mal sabe andar, sobrevive às depressões da mãe, chegando mesmo a comer uma carta para a proteger. É dura e injustamente castigada e as cicatrizes hão-de ficar visíveis toda a vida, de tal modo que a infância e a adolescência de Maria Teresa Horta explicam quase todas as opções que tomou. Sobreviver ao difícil divórcio dos pais, duas figuras incomuns, com as quais estabeleceu relações impressionantes de tão complexas, foi apenas uma etapa.

Mas quanto deste sofrimento a leva à descoberta da poesia? E quanto está na origem da voz activista de uma jovem que há-de ser uma d’As Três Marias, as autoras das famosas «Novas Cartas Portuguesas», e protagonistas do último caso de perseguição a escritores em Portugal, que recebeu apoio internacional de mulheres como Simone de Beauvoir e Marguerite Duras? A insubmissa, que se envolve por acaso com o PCP e mantém intensa actividade política no pré e no pós-25 de Abril; a poetisa, a mãe, a mulher que constrói um amor desmedido por Luís de Barros; a grande escritora a quem os prémios e condecorações chegaram já tarde (ainda que, em alguns casos, a tempo de serem recusados), entre outras facetas, é a Maria Teresa Horta que Patrícia Reis, romancista e biógrafa experimentada, soube escrever e dar a conhecer, nesta biografia, com a destreza e a sensibilidade que a distinguem.
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Maria Teresa Horta, uma vida de luta e entrega, pela força das palavras

Escritora, jornalista, poetisa e, sempre, uma corajosa lutadora pela liberdade e pelos direitos das mulheres (já na ditadura, quando era perigoso sê-lo), Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros morreu hoje, 4 de fevereiro de 2025, em Lisboa, cidade onde nasceu em 1937, a 20 de maio. Tinha 87 anos e uma vida marcada pela força das palavras, que há muito conquistou um lugar inabalável na literatura portuguesa. Recordamos a sua vida e obra.   Descendente, pelo lado materno, de uma família da alta aristocracia portuguesa, neta em 5º grau da célebre poetisa Marquesa de Alorna, Maria Teresa Horta frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo integrado o grupo da Poesia 61 e sido a primeira mulher dirigente de um clube de cinema, o ABO Cine-Clube. Já como militante ativa nos movimentos de emancipação feminina, foi jornalista n’A Capital e dirigiu a revista Mulheres.
A sua estreia na na escrita aos 23 anos, com Espelho Inicial, foi o início de uma obra prolífica de poesia, romances e contos. Ao longo da sua carreira literária, recebeu diversos prémios de destaque. Nos últimos anos, foi distinguida com o Prémio Autores 2017 na categoria de Melhor Livro de Poesia por Anunciações, a Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Ministério da Cultura em 2020, o Prémio Literário Casino da Póvoa em 2021 pela obra Estranhezas e, em 2022, foi condecorada pelo Presidente da República com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
Os portugueses recordá-la-ão como uma das “Três Marias”, por ter sido coautora de Novas Cartas Portuguesas, uma obra revolucionária num país fechado ao mundo. Maria Teresa Horta expandiu os horizontes deste “jardim à beira-mar plantado”. Explore, connosco 4 das suas principais obras.

Minha Senhora de Mim Em abril de 1971, a editora Dom Quixote publicou Minha Senhora de Mim, o nono livro de poesia de Maria Teresa Horta, na coleção «Cadernos de Poesia». A obra, composta por 59 poemas, inspirava-se na tradição das cantigas de amigo medievais, utilizando a literatura canónica para desafiar o status quo. O conteúdo erótico e a poderosa voz feminina incomodaram a ditadura.
Pouco depois, a 3 de junho, o regime salazarista ordenou a busca e apreensão do livro, retirando-o de todas as livrarias do país e ameaçou Snu Abecassis, a proprietária da editora,de que a Dom Quixote seria encerrada se voltasse a publicar qualquer obra de Maria Teresa Horta.
A repressão não ficou por aí. A PIDE perseguiu a escritora, e três agentes chegaram mesmo a agredi-la violentamente na rua. Indignada com a esta brutal repressão, a sua escritora e amiga Maria Velho da Costa diz-lhe: «Se uma mulher sozinha causa toda esta confusão, este burburinho. Este escândalo, o que aconteceria se fôssemos três?». Estava decidido: juntar-se-iam também à escritora Maria Isabel Barreno e iriam, pela escrita, abanar o regime e lutar pela liberdade de expressão. A resposta viria com toda a força e pouco tempo depois, e tinha um nome: Novas Cartas Portuguesas. COMPRO NA WOOK! » Novas Cartas Portuguesas Publicado em abril de 1972, Novas Cartas Portuguesas foi escrito em coautoria por Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Inspirado nas célebres cartas de amor atribuídas à freira Mariana Alcoforado, o livro tornou-se um libelo contra a ideologia vigente no período pré-25 de Abril, denunciando a Guerra Colonial, a repressão às mulheres, a emigração forçada, o sistema judicial persecutório e a violência fascista.
A obra, editada pelos Estúdios Cor sob a direção de Natália Correia, foi banida pelo regime, que instaurou um processo judicial às três autoras, acusadas de terem escrito uma obra de «conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública». O processo, que ficaria conhecido como o julgamento das "Três Marias", teve início a 25 de novembro de 1973 e arrastou-se até 7 de maio de 1974, já após a Revolução do 25 de Abril, o que resultou na sua anulação. A censura e repressão que sofreu geraram protestos internacionais – apoiadas por figuras como Simone de Beauvoir e Marguerite Duras – tornando esta obra um símbolo da luta pela liberdade de expressão e pelos direitos das mulheres.
Além do seu impacto político e social, Novas Cartas Portuguesas destacou-se ainda pela sua originalidade literária. Ao fundir diferentes géneros – narrativo, poético e epistolar – e desafiar convenções, a obra mantém-se atual. Em dezembro de 2023, a BBC incluiu Maria Teresa Horta na sua lista das 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo, destacando o impacto do livro e descrevendo-a como «uma das feministas mais proeminentes de Portugal e autora de muitos livros premiados». COMPRO NA WOOK! » Eu Sou a Minha Poesia Eu Sou a Minha Poesia é exatamente isso: Maria Teresa Horta no seu estado mais puro. Nesta antologia, a própria autora escolheu os poemas que considera essenciais no seu percurso, que começou nos anos 60 e continua tão vivo e ousado como sempre.
A sua poesia nunca foi de meias palavras. Feminista, erótica, de intervenção e resistência, desafia regras, dá voz ao desejo e questiona os limites impostos à mulher. Os temas que aborda continuam atuais, e a sua escrita mantém-se afiada, brincando a sério com os tabus da sociedade e explorando territórios onde a autoridade e a liberdade se enfrentam.
Esta antologia mostra como ler Maria Teresa Horta é entrar num universo onde o feminino é força, coragem e afirmação. Cada verso é um grito de liberdade, um desafio à obediência, um ato de rebeldia transformado em poesia. COMPRO NA WOOK! » A desobediente Desde cedo, Maria Teresa Horta conheceu a dor e o abandono. Filha de um dos mais conceituados médicos de Lisboa e de uma mulher livre e destemida, descendente dos marqueses de Alorna, cresceu entre o brilho dos salões da capital e as sombras de uma infância marcada por perdas e cicatrizes. Ainda pequena, enfrentou a morte de perto, sobreviveu às depressões da mãe e chegou a engolir uma carta para a proteger. Os castigos foram duros e injustos, deixando marcas que nunca desapareceram. A separação dos pais, figuras intensas e complexas, foi mais uma batalha que teve de enfrentar.
Mas terá sido esse sofrimento que a levou à poesia? Terá sido essa infância turbulenta que despertou nela a voz rebelde que a tornaria uma das “Três Marias”? Maria Teresa Horta nunca aceitou regras impostas. Envolveu-se por acaso com o PCP, mergulhou na política antes e depois do 25 de Abril, e construiu uma história de luta e paixão. Poetisa, mãe, mulher intensamente ligada a Luís de Barros, escritora premiada – ainda que tardiamente reconhecida, recusando, por fidelidade aos seus princípios, algumas distinções –, Maria Teresa Horta é, acima de tudo, uma voz indomável. Nesta biografia, Patrícia Reis, romancista e biógrafa experiente, dá-nos a conhecer essa mulher que fez da palavra a sua arma, com a sensibilidade e profundidade. COMPRO NA WOOK! »

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A vida dos escritores

Interessa o que escrevem, mas pelos vistos também interessa quem são. Não é de agora: já há muito se busca a vida de quem inventa vidas. Eles inventam personagens, histórias, versos, e os biógrafos tentam descortinar quem foram. Isabel Rio Novo: Camões e Agustina Camões nasceu há 500 anos. Dele, conhecem-se as palavras. De um homem cujo nome todos os portugueses conhecem, de um poeta cujos versos são lembrados, é espantoso o quão pouco parece que se sabe. Salvou-se o que escreveu – tal como Camões salvou o que escreveu da água. E Isabel Rio Novo meteu-se na tarefa hercúlea de descortinar quem foi o poeta máximo da lusofonia.
Com prosa veloz, elegante e sem manias, a biógrafa é também uma das vozes mais relevantes da produção coetânea em Portugal. Além disso, já não é estreante nesta tarefa de ir buscar a vida à fonte, já que já antes escreveu sobre Agustina Bessa Luís. O Poço e a Estrada, publicado em 2019, é um trabalho meticuloso sobre uma das mais importantes autoras portuguesas do século XX, e também das mais profícuas. Romance, conto, ensaio, memória, biografia, peças de teatro, tudo lhe saiu das mãos. Enquanto mostra a autora, Isabel Rio Novo mostra também uma mulher pouco convencional. Tal não espanta quem saiba de onde vem o impulso para escrever. A biógrafa lançou mãos à obra como quem tenta fechar os vazios possíveis. O livro é o resultado de dezenas de entrevistas, consulta de cartas e documentários, recolha de testemunhos. Entre a biografia e a obra, há sempre uma ponte. O leitor atravessa-a a cada página, ligando ambos os lados, e lendo uma biografia de forma escorreita.
Enfim, depois de Agustina, veio o poeta maior. O livro Fortuna, Caso, Tempo e Sorte passou cinco anos no forno. Numa biografia que se lê como um romance – uma epopeia, vá –, vamos ligando o homem ao poeta. Dos versos vai-se à vida, e vice-versa. O trabalho é de fundo, a bibliografia é extensa, mas o livro, que é longo, é lido de forma escorreita. Parece que está lá tudo, até o olho perdido, e por isso Camões passa a Luís. O livro parece colmatar o que faltava: conhecimento estruturado, que fosse buscar a vida por trás da obra, não raras vezes explicando-a.
Enquanto mergulha no homem que é poeta, ou no poeta que afinal também é homem, na medida em que é mais conhecido pelo que escreveu do que pelo que fez ou foi, Isabel Rio Novo mostra o criador em toda a sua dimensão. Afinal, para os versos que fez – em especial, n'Os Lusíadas –, muito contribuíram as voltas dadas: o nosso poeta maior não se fez só em bibliotecas. QUERO LER!






  Bruno Viera Amaral: José Cardoso Pires Tenho sempre a ideia de que José Cardoso Pires foi um amigo que não cheguei a conhecer. Entusiasma-me a Lisboa que descreveu, embora, em boa verdade, talvez só na literatura. Não só é mais do que nada como já é quase tudo. Tantas vezes passeei pelo Cais do Sodré ouvindo o seu sussurro vindo do British Bar. Quem lá passava via grupos, via copos: eu via-o escrever como se ainda lá estivesse. E, irremediavelmente, sentia remorsos de estar a ver a vida em vez de estar em casa a escrever sobre ela. José Cardoso Pires é um dos grandes da literatura, e um dos meus maiores. Será também um dos maiores de Bruno Vieira Amaral, pelo menos a julgar pela forma como escreveu sobre ele. Ao ler o O Integrado Marginal, o leitor viaja entre literatura e autor, vê texto e contexto ao mesmo tempo, vê de que forma se faz um escritor. Não será surpresa que não lhe faltem dúvidas na hora de criar. QUERO LER!
  Filipa Martins: Natália Correia Os anos passam e parece que Natália Correia não chega a envelhecer. Em 2024, até as suas intervenções no Parlamento parecem atuais. É difícil esquecer o poema escrito à pressa para responder a João Morgado num debate sobre a interrupção voluntária da gravidez. Natália era densa, completa, complexa, uma das maiores em Portugal no século XX. O que produzia era simbólico e forte, obrigando o leitor a ir à caça dos sentidos. Filipa Martins meteu-se nisto de escrever a vida de uma das mais inquietas autoras da história da literatura portuguesa. O trabalho, também meticuloso, vai-lhe à arte e ao carisma. O Dever de Deslumbrar faz o mesmo que a biografa: deslumbra quem o lê. QUERO LER! Patrícia Reis: Maria Teresa Horta Biografar vivos há-de ser pior do que biografar mortos. Maria Teresa Horta foi censurada e espancada, não pediu licença a ninguém, não baixou a voz. Pelo contrário, após a confusão que deu o livro Minha Senhora de Mim, em 1971, escreveu Novas Cartas Portuguesas, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Conhecê-la é, por isso, conhecer também uma parte fundamental da nossa História. O seu percurso a sós diz-nos muito sobre os tempos do Estado Novo e a forma de agir do lápis azul: não só em relação à literatura, mas também em relação à produção simbólica vinda de mulheres. Escrever a sua vida de forma simpática para o leitor é que há-de ter sido o diabo, mas aqui está o resultado. QUERO LER!

A Desobediente

Biografia de Maria Teresa Horta

by Patrícia Reis

Property Description
ISBN: 9789896663568
Publisher: Contraponto Editores
Release Date: March of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 149 x 234 x 26 mm
Cover: Softcover
Pages: 424
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Biographies
EAN: 9789896663568
Recommended Minimum Age: Not applicable

Obrigada Patrícia Reis por este trabalho magnífico.

Emília Sousa

Adorei conhecer, com mais detalhe e profundidade, esta grande mulher do nosso país. Embrenhei-me de tal forma nesta leitura, que só pensava e falava da MTH. Portanto, acredito que ela irá acompanhar-me ainda por muito tempo... Até porque pretendo ler livros da autora. Só li, ainda, As Novas Cartas Portuguesas, que recomendo muito, e aqui e acolá um ou outro poema. Senti-me deveras inspirada por ela e agradecida por tudo o que ela fez por nós mulheres, deste país. Cabe-nos a nós continuar a luta, por nós mesmas e também como forma de homenagem, não só a ela, mas a todas aquelas que antes de nós fizeram a diferença. É um daqueles livros que tem de ser lido e Abril é altura perfeita para o fazer.

"Teresinha" ou uma biografia com M de Mulher

José Raimundo Noras

A sororidade, o feminismo, tal como ele deve ser vivido por todos, a bela e multifacetada obra de Maria Teresa Horta, são narradas numa "biografia total", com excelente domínio da narrativa e, sobretudo, uma riqueza humana essencial. Ao mesmo tempo, aqui e a além, para leigos os enquadramentos históricos rápidos e objetivos dão quase uma dimensão de "trilher" à vida de "A Desobediente", que o foi como devem ser todas as poetisas, todos os poetas, por amar mais que a vida a liberdade, até "porque existem causa maiores que nós próprios". Uma das melhores biografias desta boa coleção. Um sincero e imenso obrigado à autora.

Um dos livros do ano

ASF

A vida de Maria Teresa Horta é fascinante, rica e inspiradora. Uma excelente obra, de uma excelente escritora, Patrícia Reis, que é mestre na narração dos acontecimentos, numa leitura fluída e bela.

Extraordinário

Ana Fresta

A vida de uma mulher extraordinária narrada de forma fluida e cativante. Excelente leitura!

Irreverente

F

Um livro que não deixará ninguém indiferente desde a primeira página, traz-nos um vislumbre único sobre a vida desta impressionante mulher que viveu (e vive) a sua vida sempre com a liberdade como mote. Ficamos a conhecer vários episódios marcantes da sua infância, que para sempre a marcaram e acompanharam. E assistimos à sua incansável luta pela libertação da mulher. Um verdadeiro "page-turner" que é difícil pousar.

Leitura indispensável

Patrícia Pereira

Uma biografia excecional de uma mulher à frente do seu tempo. Patrícia Reis conseguiu captar perfeitamente a essência, os desafios e a força de uma figura extraordinária da nossa cultura. Linguagem simples e escrita fluida.

A vida desta Mulher dava um filme

SM

Que vida interessante, que Mulher cheia de Força e Coragem e Vontade de fazer e mudar. Opôs-se às convenções, sempre com nível. Biografia escrita com o cuidado de manter para a Maria Teresa Horta o que é dela e íntimo. Aqui vemos as suas virtudes e as suas características mais difíceis. Pessoa culta e inteligente que levou a vida com paixão e convicção.

Inspirador

Teresa Coelho

Acabado de ler, deixou-me uma enorme melancolia e um dever de agradecimento que não sei muito bem como partilhar. O livro está bem escrito, mas o que me maravilhou, o que me encheu de espanto, foi conhecer melhor a Maria Teresa Horta mulher. Descobri a escritora há muito pouco tempo, fascinou-me a sua escrita mas não sabia o quanto ela era tudo aquilo que escreve, o quanto o amor navega a sua vida, desde a devoção à sua mãe, à cumplicidade com a sua avó paterna, à paixão pelo seu companheiro de vida, o amor à família que construiu, sinónimo de ninho, aconchego e proteção, à paixão pela poesia que a vai salvando vida fora e que é a sua própria definição, a dedicação à sua causa maior que é a Mulher, o feminismo. Forte e frágil, furacão e ternura, determinada e insegura, acima de tudo, sem dúvida alguma, mulher inspiradora. Espelho de uma geração ímpar, de uma geração a quem tanto devemos mas que, infelizmente, vamos esquecendo. Sinto-me de coração cheio e grato.

Maria Teresa Horta , a resistente.

Ermelinda Garrido

Excelente retrato de uma época e de uma notável poetisa e escritora, contados por Patrícia Reis.

ABOUT THE AUTHOR

Patrícia Reis

Patrícia Reis nasceu em Lisboa, em 1970. Estudou História e é mestre em Ciências da Religião. Começou a sua carreira no semanário O Independente, tendo trabalhado posteriormente no Expresso, Público, Marie Claire, Elle, RDP e RTP. É autora de vários romances e de alguns volumes infantojuvenis, tendo a coleção O Diário do Micas o selo do Plano Nacional de Leitura. É editora e curadora da multipremiada revista Egoísta e coapresentadora do podcast Um Género de Conversa. Escreveu biografias de Vasco Santana, de Maria Antónia Palla (em coautoria com esta jornalista), de Simone de Oliveira e de Maria Teresa Horta, livro publicado pela Contraponto que mereceu o selo Prémio Livreiros Bertrand para Autores Lusófonos 2024. No início de 2026, regressou ao romance com O Lugar da Incerteza.

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