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Os Vivos e os Outros eBook

de José Eduardo Agualusa
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, julho de 2020 ‧
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José Eduardo Agualusa nunca foi tão longe no lirismo da sua prosa - nem, ao mesmo tempo, no desenho de personagens tão reais que parecem inventadas.

Para onde vamos depois do fim? Talvez para uma pequena ilha, pois, como diz uma das personagens deste romance, «depois que o mundo acabar, recomeçará nas ilhas». Daniel Benchimol, personagem de A Sociedade dos Sonhadores Involuntários e Teoria Geral do Esquecimento, regressa logo na primeira página do novo livro de Agualusa. O cenário é o da beleza única e mágica da Ilha de Moçambique - onde decorre um festival literário que reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só depois se revelará), permanecerão totalmente isolados durante sete dias.

Mas a história leva-nos mais longe: a uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, que colocam em causa a fronteira entre realidade e ficção, passado e futuro, a vida e a morte, e inquietam os escritores e a população local.

Os Vivos e os Outros

de José Eduardo Agualusa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897226953
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: julho de 2020
Páginas: 256
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897226953
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A VIVA MAGIA DOS OUTROS

LUÍSA COSTA MACEDO

Uma ilha isolada do mundo ou uma ilha como único mundo? Um festival literário no cenário idílico da Ilha de Moçambique num “tempo terminando, um outro começando” sem que habitantes locais e escritores convidados se apercebam desse recomeço. Longe do continente e sem acesso a qualquer tipo de comunicações, para desespero de alguns dos escritores, as personagens movem-se num tempo não linear entre o misticismo e a realidade, a vida e a morte, numa simbiose luminosa entre quem está vivo e quem vive dentro dos mistérios do mundo natural e da história dos habitantes da ilha. Uma ilha que é também um relicário das emoções humanas e das suas histórias.

O cosmopolitismo na sua vertente ficcionada

António Freitas

Procurar uma obra que nos satisfaça de todas as formas, é um dos principais intentos do leitor. Assim o faz Agualusa nesta sua obra, que apesar de transpirar uma literatura de consciência e de socialismos, evoca também as temáticas da mestiçagem, do cosmopolitismo e da identidade, o que evidencia ainda mais a sua atualidade. Quando ficamos a conhecer as personagens, na sua verdadeira essência, toca-nos imenso sabê-las na sua vertente mais cultural, do que propriamente psicológica. Desta forma, é possível acompanhar as histórias que equilibram o desconhecido do mundo novo, com a cultura local de uma determinada personagem, mas que ainda assim nos consciencializa para os grandes desafios do multiculturalismo. Este multiculturalismo não se fica só pelo conceito, mas pela evolução e pelo impacto demais extraordinário nas sociedades em globalização. Desta forma, o festival literário que junta todos estes autores é mais uma forma de nos chamar a este convívio de personalidades e de ideologias - uma apologia ao hibridismo.

"Os vivos e os outros"

Vânia Nunes

É sempre bom ler José Eduardo Agualusa. Consegue levar-nos a lugares que nos obrigam a refletir e apresenta-nos sempre personagens que nos fazem pensar. Há uma personagem que regressa de outros livros e um cenário arrebatador, em diversos sentidos. Um livro que nos surpreende do início ao fim.

Escrita em Isolamento

Joana Leitao

Uma história interessante, que nos dias de hoje nos é mais fácil entender. As consequências de estar isolado da família e apenas poder conviver com os colegas de profissão, numa ilha isolada, temporariamente, do continente e das redes móveis. Um livro que se lê de seguida e sem grandes interregoções.

Medíocre

F.G.

A premissa parece interessante mas perde-se muito na execução. O enredo (se é que se pode chamar assim) é vago e preguiçoso, e o autor dedica-se basicamente a construir diálogos entre vários personagens unidimensionais e onde tenta inserir notas de uma filosofia bastante superficial. Há momentos de prosa brilhante, apesar de muito raros.

Um mestre contador de estórias

David Reis

Foi o primeiro livro que li deste escritor lusitano e gostei muito. Leva-nos a uma África mágica com uma história cativante originada num acontecimento tão temível quanto possível, que não desvendarei. É engraçado conhecer como personagens diferentes percepcionam e vivem esse acontecimento de modo distinto e como é solucionado. É uma estória onde a arte de contar estórias é o que é: mágica. A escrita, as estórias, são mais do uma janela para o mundo, são/fazem o próprio mundo. É uma leitura leve e fresca mas de onde se podem colher vários ensinamentos e ideias interessantes, que expandem o nosso universo.

SOBRE O AUTOR

José Eduardo Agualusa

José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro, Berlim — e, atualmente, divide o seu tempo entre Lisboa e a Ilha de Moçambique. Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros: O Vendedor de Passados ganhou o Independent, em 2004, e Teoria Geral do Esquecimento foi finalista do Man Booker, em 2016, e vencedor do Dublin Literary Award. Toda a sua obra literária está publicada na Quetzal. Os seus mais recentes livros são o romance Mestre dos Batuques (2024) e a recolha de contos Quero Ser os Teus Domingos (2025).

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