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O Senhor do Paço de Ninães eBook

de Camilo Castelo Branco
Editor: Edições Vercial, outubro de 2012 ‧
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Na edição deste romance, dada em folhetins do Comércio do Porto, estampou-se uma nota que dizia respeito aos «mulatos» do século XVI. O autor inadvertidamente entendeu à moderna a palavra como a tinha entendido outro ignorante mais antigo que ementara a lei de D. João III, citada na dita nota, com as palavras «Leis respetivas aos escravos». «Mulatos», ao menos os aludidos na lei de 1538, não eram homens, eram «machos asneiros, filhos de cavalo e burra». Se eu tivesse consultado frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo antes de anotar o vilipêndio dos escravos no século XVI, em Portugal, não injuriaria os filhos das burras chamando-lhes filhos de pretas. Naquele tempo era melhor ter a primeira linhagem.

Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

O Senhor do Paço de Ninães

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897000058
Editor: Edições Vercial
Data de Lançamento: outubro de 2012
Idioma: Português
Páginas: 160
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789897000058

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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