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Jornada De África eBook

de Manuel Alegre
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, maio de 2017 ‧
9,99€
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«Jornada de África é um romance que foge aos esquemas habituais para entrelaçar epopeia e anti-epopeia, denúncia e crónica de uma guerra cruel, crónica minuciosa mas poética na intertextualidade a que o autor recorre para transmitir a sua vivência, voz de juventude sufocada que, apesar de tudo, consegue amar. E o amor por Bárbara, profundo e difícil, oferece-nos uma das mais belas cartas de amor que me recordo de ter lido.»
Maria Luisa Cusati, prefácio à edição italiana

E Sebastião aspira o ar carregado do cheiro da guerra de África, um cheiro que está no jipe onde se senta ao lado do Condutor, levando, sem querer, a mão ao pescoço. Vem de S. Salvador e Sanza Pombo, de Zala e Nambuangongo, está na farda amarrotada e também dentro dele e é talvez o mesmo cheiro de 4 de Agosto de 1578, quando se chegou à tenda d’el-rei o capitão Aldana, e com eficazes brados lhe dizia que se perdia se não desse logo batalha, que começou às dez da manhã, no princípio de todo o fervor de calma.

Jornada De África

de Manuel Alegre

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722062695
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: maio de 2017
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789722062695
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Contar o esquecimento

Luís Jorge

Relatos da guerra em Angola. As nossas guerras coloniais em Angola, Moçambique e Guiné, a epopeia salazarista e marcelista, são a grande marcada deixada em várias gerações compulsivamente participantes de 1962 a 1975 (?) . A grande maioria ainda vivos e a lutarem ainda por tudo o que esse "erro" histórico provocou. É um livro de quem lá esteve no começo do "desastre" quando reinou um caos que depois se organizou em todos os exércitos. É um livro para não esquecer os que lutaram, os que não quiseram lutar e os que lutaram contra "aquilo tudo". Os que enlouqueceram e estão esquecidos, os milhares de mortos com o nome escrito num muro ao lado da Torre de Belém ... Aquilo tudo foi mesmo assim. O autor esteve lá, até desertar. Esquecer tudo não apaga nada. E como nada "disto" é apresentado como "História de Portugal" nas páginas escolares... teremos de ler (mais este) o que Manuel Alegre escreveu.

SOBRE O AUTOR

Manuel Alegre

Manuel Alegre nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e ator do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis. Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA. No mesmo ano, foi atribuído o Grande Prémio de Literatura dst ao seu livro de poemas Bairro Ocidental. Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA. Em 2021, quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. Memórias Minhas recebeu o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra.

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