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Dôra, Doralina eBook

de Rachel de Queiroz
idioma: português do brasil
Editor: José Olympio, novembro de 2020 ‧
6,99€
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DISPONIBILIDADE IMEDIATA
Ebook para wook reader
Um magistral romance sobre a emancipação feminina. Dôra, Doralina narra a história de Maria das Dores, viúva recente de um casamento de conveniência, que sai da sombra da mãe e de uma vida de submissão para viver em Fortaleza. Na capital do Ceará, Dôra torna-se atriz e passa a viajar pelo Brasil como integrante da trupe de uma Cia de teatro mambembe. Em determinada viagem conhece o Comandante, homem que desperta seu amor mais profundo e com quem se muda para Rio de Janeiro, abandonando o teatro. Após sua experiência com o amor que poucos têm coragem de viver, Dôra retorna para sua cidade natal, fechando o ciclo de vivências que a transformaram em outra mulher. Dôra, Doralina, obra que marca a retomada de Rachel de Queiroz ao gênero romance, pode ser lido como expressão da emancipação feminina, na qual Dôra sai da condição de mulher submissa para conquistar a liberdade de ser o que desejar e levar a vida que quiser. Personagem fascinante, ela é um dos perfis femininos mais intensos da literatura brasileira. Após a publicação dessa obra, Rachel de Queiroz foi convidada a assumir a cadeira número 5 da Academia Brasileira de Letras, tornando-se assim a primeira mulher a fazer parte da instituição. Em 1993, recebeu o prêmio Camões.

Dôra, Doralina

de Rachel de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9786558470090
Editor: José Olympio
Data de Lançamento: novembro de 2020
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 432
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9786558470090
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Rachel de Queiroz

Escritora brasileira, descendente do escritor José de Alencar, Rachel de Queiroz nasceu a 17 de novembro de 1910, em Fortaleza, no Ceará, e faleceu a 4 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro. Residiu alternadamente no Rio de Janeiro e no Ceará até 1917, altura em que a família tenta fixar-se definitivamente no Rio de Janeiro. Em 1919 voltou para Quixadá, no sertão. Em 1921 foi para o Rio de Janeiro como interna do Colégio da Imaculada Conceição. Finalizado o curso quatro anos depois, voltou para a fazenda, passando a sua mãe a orientar-lhe as leituras. Em 1927, a família passou a residir num local próximo de Fortaleza. Aí colaborou Rachel de Queiroz no jornal O Ceará, publicando em folhetim o romance Histórias de um Nome, além de poemas e crónicas.
Em 1930 publicou O Quinze, obra em que se estreou em volume como romancista e com que se tornou conhecida. Aí retrata com vigor os horrores da grande seca de 1915. Em 1937 passou a viver no Rio de Janeiro, onde escreveu muitas crónicas de grande vivacidade e que fizeram com que passasse a ser considerada uma das maiores escritoras brasileiras. Publicou em folhetins, no jornal O Cruzeiro, de quem era colaboradora assídua, o romance O Galo de Ouro (1950), a que se seguiram Maria Bárbara e O Solitário.
Nos anos 60, Rachel Queiroz trabalhou na Comissão dos Direitos Humanos da ONU, como delegada do Brasil. Foi membro do Conselho Federal de Cultura do Brasil desde a sua fundação em 1967 até à sua extinção em 1989.
Foi distinguida com vários prémios literários no Rio de Janeiro e S. Paulo, como o Prémio Machado de Assis em 1957 e o Prémio Nacional de Literatura de Brasília (pelo conjunto da sua obra) em 1980. Foi a primeira escritora a ingressar na Academia Brasileira de Letras (1977) e recebeu o doutoramento Honoris Causa pelas universidades Federal do Ceará (1981) e Estadual do Rio de Janeiro (2000). Foi galardoada com o Prémio Camões em 1993.
Rachel de Queiroz demonstra nas suas obras uma grande ligação aos locais onde vive. Nos romances nota-se a presença do Ceará, que para sempre marcou a sua memória. Nas crónicas de A Donzela e a Moura Torta (1948), 100 Crónicas Escolhidas (1958) e O Brasileiro Perplexo (1964), esta região alterna com o Rio de Janeiro.
Os problemas sociais são levantados, com frequência, sob a forma de reivindicação e ligados às criações da imaginação popular. No teatro, a peça Lampião (1953) é centrada no tema das secas, que corresponde à sua fase inicial. A peça A Beata Maria do Egito (1958) é uma adaptação da lenda do Nordeste brasileiro de Santa Maria Egipcíaca, apontando para uma fase espiritualista de raiz católica. A sua obra Memorial de Maria Moura (1992) foi alvo de uma série de TV produzida pela Globo (rede de televisão brasileira) em 1994, também exibida em Portugal. Escreveu uma autobiografia em 1998, intitulada Tantos Anos. Para além de escritora, traduziu obras de autores famosos, como Dostoievski, Tolstoi e Flaubert.

Rachel de Queiroz. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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