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Córydon - Gide eBook

de André Gide
idioma: português do brasil
Editor: Lebooks Editora, agosto de 2019 ‧
1,90€
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Ebook para wook reader
Corydon é o título de um conjunto de ensaios por André Gide sobre a homossexualidade. O texto foi publicado separadamente entre 1911 e 1920, e o livro completo apenas teve a sua primeira edição em francês em 1924. Os ensaios fazem uso do testemunho de naturalistas, historiadores, poetas e filósofos para suportar o argumento de Gide de que a homossexualidade existia nas civilizações culturalmente e artisticamente mais avançadas (como na Grécia de Péricles, na Renascença italiana e na Inglaterra isabelina), o que se refletia em escritores e artistas de Homero e Virgílio a Ticiano e Shakespeare nas suas representações das relações homem-homem de forma não platônica ou de amizade, como outros as proclamaram. Corydon, assim como seu autor, sofreu fortíssimas reações da conservadora sociedade da época, mas que o autor fez, foi simplesmente discutir abertamente o tema Homossexualismo em termos sociológicos e históricos.Corydon é um livro profundo que merece ser lido, independentemente da visão do leitor sobre o assunto homossexualismo.

Córydon - Gide

de André Gide

Propriedade Descrição
ISBN: 9788583863809
Editor: Lebooks Editora
Data de Lançamento: agosto de 2019
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 96
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Prêmio Nobel
Classificação Temática: eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9788583863809
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

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