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A Freira no Subterrâneo eBook

de Camilo Castelo Branco
Editor: Edições Vercial, outubro de 2012 ‧
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Abriam as celas para um vasto corredor. Em cada porta via-se a imagem do santo ou santa cujo nome apadrinhava as freiras. O nome com que saíram de suas famílias esquecera, fora absorvido no outro. Com renunciarem ao século, haviam também abjurado nome de mãe, de pai e de irmãos: era mister que tudo se renovasse, que tudo morresse, para renascer sob outro aspeto. Nenhuma dessas portas tinha chave, para que a toda a hora a prelada e mestra de noviças inspecionassem o dormir de suas filhas em Jesus Cristo.

Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

A Freira no Subterrâneo

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897000515
Editor: Edições Vercial
Data de Lançamento: outubro de 2012
Idioma: Português
Páginas: 166
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789897000515

Notável

anf

Percebe-se, após a sua leitura, a razão por que Camilo emprestou o seu nome a esta obra de um autor desconhecido, fazendo a sua tradução. Teria forçosamente que ser algo de muito meritório, e este é, de facto, um romance notável, de grande intensidade dramática, que mereceu a atenção de Camilo e merece bem a nossa.

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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