José Maria Pimentel de A a W
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17 de janeiro de 2020
«De A a W» é uma rubrica da WOOK na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Esta semana o nosso convidado é José Maria Pimentel, autor do podcast 45 Graus, um espaço de conversa e debate de ideias com especialistas e pensadores de áreas tão diversas como ciência, política, cultura, filosofia, economia, sociedade e até humor.
Acaba de lançar um livro com o mesmo título, onde reflete sobre o que é e para que serve a política e como é possível que pessoas igualmente inteligentes e bem-intencionadas tenham orientações políticas tão diferentes entre si.
Este é o seu De A a W.
Esta semana o nosso convidado é José Maria Pimentel, autor do podcast 45 Graus, um espaço de conversa e debate de ideias com especialistas e pensadores de áreas tão diversas como ciência, política, cultura, filosofia, economia, sociedade e até humor.
Acaba de lançar um livro com o mesmo título, onde reflete sobre o que é e para que serve a política e como é possível que pessoas igualmente inteligentes e bem-intencionadas tenham orientações políticas tão diferentes entre si.
Este é o seu De A a W.
José Maria Pimentel Foto: Nuno Sousa Dias ©
De A a W
A: de Agradecido, por ter o privilégio de, há quase cinco anos, fazer o podcast 45 Graus, onde tenho conversado com convidados muito diversos, que me têm feito saber mais e ajudado a pensar o Mundo mais criticamente.
B: de Bertrand, a chancela que publica o livro Política a 45 Graus, uma reflexão minha a partir de algumas das melhores conversas do podcast. O livro aborda dois temas da área da política: um mais estrutural (diferenças ideológicas), outro mais específico dos tempos que vivemos (a ascensão do populismo e o aumento da polarização).
C: de curiosidade, aquilo que me move a querer aprender mais sobre tudo: desde a ciência à política, da filosofia à economia.
D: de Direita, uma forma de ver a política que incorpora ideias relevantes sobre como devemos governar a comunidade.
E: de Esquerda – o outro lado do espectro –, uma visão política também ela por vezes certa, outras errada. Ambas as ideologias são – como aprofundo na Parte I do Política a 45 Graus – essenciais na política democrática (por muito que muitos em ambos os lados da contenda tendam a esquecer essa verdade fundamental).
F: de Família e filhas (duas). É um clichê dizê-lo, mas é mesmo o que mais importa.
G: de Genética, uma das áreas da ciência mais fascinantes da atualidade, que nos ajuda a compreender melhor a evolução das espécies, o nosso corpo e mesmo a deslindar o passado mais remoto da espécie humana (a Pré-História).
H: de Humor, um mistério da mente humana (porque achamos graça a coisas?) e algo que é necessário preservar numa sociedade livre.
I: de Inteligência, que nunca deixa de me fascinar.
J: de Justiça, algo que todos queremos, mas cujo significado concreto é motivo de intensos debates.
L: de livros, porque continua sem haver nada como eles para desenvolver ideias com profundidade.
M: de Mente aberta, algo difícil de manter, mas essencial para compreender o mundo sem cair em maniqueísmos ou tribalismos.
N: de [mente aberta, mas] Não ao ponto de o cérebro cair (frase atribuída a Carl Sagan, entre outros autores). Manter a mente aberta é importante, mas cuidado com os relativismos morais – há valores morais absolutos que importa nunca deixar de defender.
O: de Outros, cuja rejeição caracteriza a retórica do...
…P: de Populismo, uma visão política que ameaça hoje as democracias liberais, e que abordo em detalhe na Parte II do Política a 45 Graus.
Q: de Quarenta e Cinco Graus — assim, por extenso, como inicialmente o Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell —, o modo como originalmente grafava o nome do podcast.
R: de Racional. A minha maior qualidade — e, segundo a minha mulher, o maior defeito.
S: de Shanghai, uma das minhas cidades preferidas, onde passei muito tempo durante o ano que vivi na China – uma experiência que mudou para sempre a minha visão daquele país e do Mundo.
T: de tempo, o que nos parece faltar a todos hoje em dia.
U: de Unanimidade — não tem graça nenhuma.
V: de Valores, porque os nossos valores individuais influenciam o modo como julgamos os outros, a sociedade em que devemos viver e, claro, a nossa visão política.
W: de Witness History, um excelente podcast da BBC que ouço há largos anos. (Podia citar muitos mais, mas este tem a favor dele ter um nome que começa pela letra mais difícil deste questionário…)
B: de Bertrand, a chancela que publica o livro Política a 45 Graus, uma reflexão minha a partir de algumas das melhores conversas do podcast. O livro aborda dois temas da área da política: um mais estrutural (diferenças ideológicas), outro mais específico dos tempos que vivemos (a ascensão do populismo e o aumento da polarização).
C: de curiosidade, aquilo que me move a querer aprender mais sobre tudo: desde a ciência à política, da filosofia à economia.
D: de Direita, uma forma de ver a política que incorpora ideias relevantes sobre como devemos governar a comunidade.
E: de Esquerda – o outro lado do espectro –, uma visão política também ela por vezes certa, outras errada. Ambas as ideologias são – como aprofundo na Parte I do Política a 45 Graus – essenciais na política democrática (por muito que muitos em ambos os lados da contenda tendam a esquecer essa verdade fundamental).
F: de Família e filhas (duas). É um clichê dizê-lo, mas é mesmo o que mais importa.
G: de Genética, uma das áreas da ciência mais fascinantes da atualidade, que nos ajuda a compreender melhor a evolução das espécies, o nosso corpo e mesmo a deslindar o passado mais remoto da espécie humana (a Pré-História).
H: de Humor, um mistério da mente humana (porque achamos graça a coisas?) e algo que é necessário preservar numa sociedade livre.
I: de Inteligência, que nunca deixa de me fascinar.
J: de Justiça, algo que todos queremos, mas cujo significado concreto é motivo de intensos debates.
L: de livros, porque continua sem haver nada como eles para desenvolver ideias com profundidade.
M: de Mente aberta, algo difícil de manter, mas essencial para compreender o mundo sem cair em maniqueísmos ou tribalismos.
N: de [mente aberta, mas] Não ao ponto de o cérebro cair (frase atribuída a Carl Sagan, entre outros autores). Manter a mente aberta é importante, mas cuidado com os relativismos morais – há valores morais absolutos que importa nunca deixar de defender.
O: de Outros, cuja rejeição caracteriza a retórica do...
…P: de Populismo, uma visão política que ameaça hoje as democracias liberais, e que abordo em detalhe na Parte II do Política a 45 Graus.
Q: de Quarenta e Cinco Graus — assim, por extenso, como inicialmente o Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell —, o modo como originalmente grafava o nome do podcast.
R: de Racional. A minha maior qualidade — e, segundo a minha mulher, o maior defeito.
S: de Shanghai, uma das minhas cidades preferidas, onde passei muito tempo durante o ano que vivi na China – uma experiência que mudou para sempre a minha visão daquele país e do Mundo.
T: de tempo, o que nos parece faltar a todos hoje em dia.
U: de Unanimidade — não tem graça nenhuma.
V: de Valores, porque os nossos valores individuais influenciam o modo como julgamos os outros, a sociedade em que devemos viver e, claro, a nossa visão política.
W: de Witness History, um excelente podcast da BBC que ouço há largos anos. (Podia citar muitos mais, mas este tem a favor dele ter um nome que começa pela letra mais difícil deste questionário…)