Personalidades que moldaram o poder
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29 de setembro de 2022
Em épocas de grandes crises, há líderes que emergem pela sua personalidade e ficam para a História. Com estes livros que lhe propomos, vai poder entrar na mente e nos sentimentos de figuras marcantes como Obama, Merkel ou De Gaulle.
Personalidade e Poder
«Que importância tem a personalidade, tanto para conquistar o poder, como para depois o exercer?». Partindo desta pergunta, o prestigiado historiador Ian Kershaw explora as personalidades de poderosos líderes do século XX, de ditadores como Lenine ou Hitler – figura sobre a qual se debruçou em aclamadas obras anteriores – a democratas como Winston Churchill ou Charles de Gaulle. Em cada capítulo, o autor começa por olhar para os traços de personalidade que providenciam o potencial do líder para alcançar o poder, explora depois certos aspetos do exercício desse poder e das estruturas que o tornaram possível e termina com uma apreciação do legado do líder.
Kershaw argumenta que em condições de estabilidade, na ausência de uma crise sistémica, os líderes políticos limitam-se a «pequenos toques na alavanca da mudança histórica», pelo que os estudos de caso que escolheu se centram no que é excecional. Embora a História ofereça poucas prescrições para o futuro, sugere que não é desejável que a política esteja nas mãos de personalidades poderosas que alegam ter uma panaceia para os males atuais, oferecendo grandes mudanças para alcançar melhorias radicais, defende Kershaw.
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Kershaw argumenta que em condições de estabilidade, na ausência de uma crise sistémica, os líderes políticos limitam-se a «pequenos toques na alavanca da mudança histórica», pelo que os estudos de caso que escolheu se centram no que é excecional. Embora a História ofereça poucas prescrições para o futuro, sugere que não é desejável que a política esteja nas mãos de personalidades poderosas que alegam ter uma panaceia para os males atuais, oferecendo grandes mudanças para alcançar melhorias radicais, defende Kershaw.
Uma Terra Prometida
Já o sabíamos um grande orador, mas Barack Obama é também um notável escritor. Com este livro, Obama quis fazer um balanço honesto do seu tempo enquanto Presidente dos EUA, cobrindo os eventos e recordando as pessoas que marcaram esse período de 8 anos, explicando o processo que levou às suas tomadas de decisão mais importantes. Quis dar às pessoas uma ideia do que significa estar nesse cargo, com os altos e baixos inerentes. Descreve a grande transição pela qual ele, a sua mulher Michelle e as filhas de ambos passaram. E, fiel ao seu percurso de vida, pretendeu inspirar as gerações mais novas, evocando como, enquanto jovem, tentou resolver problemas maiores do que ele próprio. Permeia o livro a ideia, que defende, de que o governo e a democracia não são algo alheio aos cidadãos daquele país, mas que lhes pertence e que todos têm um papel a desempenhar.
Uma Terra Prometida é um testemunho íntimo de Obama sobre as suas ideias e ambições, receios e triunfos, através dos momentos mais marcantes da sua vida, pessoal e política – como afirma, sempre quis «estar na política sem lhe pertencer». Obama escreve na primeira pessoa, junta as suas memórias e sentimentos a uma capacidade narrativa que surpreende e cativa, capítulo a capítulo.
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Uma Terra Prometida é um testemunho íntimo de Obama sobre as suas ideias e ambições, receios e triunfos, através dos momentos mais marcantes da sua vida, pessoal e política – como afirma, sempre quis «estar na política sem lhe pertencer». Obama escreve na primeira pessoa, junta as suas memórias e sentimentos a uma capacidade narrativa que surpreende e cativa, capítulo a capítulo.
A Chanceler
Considerada unanimemente a mulher mais poderosa do Ocidente, nos tempos recentes, Angela Merkel já inspirou uma Angela Merkel notável coleção de biografias. A Chanceler – A Notável Odisseia de Angela Merkel, lançada este ano, explora a genialidade política da mulher que esteve à frente dos destinos da Alemanha durante 16 longos, entre 2005 e 2021, durante os quais o país viveu grandes mudanças.
Kati Marton desvenda-nos a genialidade política de Merkel, sempre disponível para falar com os adversários, hábil na negociação sem prescindir das questões mais importantes, que chegou a nomear pessoas de partidos políticos adversários para o seu gabinete. Perante as crises, ao invés de se render, promoveu mudanças ousadas. Neste livro, encontramos uma espécie de guia inspirador para os que almejam exercer um cargo de poder não prescindindo das suas convicções.
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Kati Marton desvenda-nos a genialidade política de Merkel, sempre disponível para falar com os adversários, hábil na negociação sem prescindir das questões mais importantes, que chegou a nomear pessoas de partidos políticos adversários para o seu gabinete. Perante as crises, ao invés de se render, promoveu mudanças ousadas. Neste livro, encontramos uma espécie de guia inspirador para os que almejam exercer um cargo de poder não prescindindo das suas convicções.
A Mística de Putin
Neste livro, o protagonista parece ser Putin, mas na verdade o Presidente russo divide o palco da sua existência e ascensão com um enorme ator: o povo russo, dos trabalhadores da classe baixa (a maioria), aos poderosos oligarcas, passando pelos imprescindíveis agentes de segurança e pelos subordinados funcionários do governo.
Anna Arutunyan mostra-nos a Rússia como sendo no seu âmago um país neo-feudal, com uma estrutura de poder vinda diretamente da Idade Média, onde o povo tem uma profunda necessidade de autocracia. Como consequência, cada governante da Rússia desempenha o papel de um czar, tenha ou não sido coroado.
Na sua carreira de jornalista, Arutunyan viajou por toda a Rússia para relatar sobre a política russa moderna, tendo entrevistado oligarcas e polícias, bispos e políticos, e muitos russos comuns. Em A Mística de Putin, descreve e explora com vivacidade como a interação entre o mito, o poder e a religião geraram esta relação, aparentemente intransponível, de amor-ódio entre o povo da Rússia e Vladimir Putin.
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Anna Arutunyan mostra-nos a Rússia como sendo no seu âmago um país neo-feudal, com uma estrutura de poder vinda diretamente da Idade Média, onde o povo tem uma profunda necessidade de autocracia. Como consequência, cada governante da Rússia desempenha o papel de um czar, tenha ou não sido coroado.
Na sua carreira de jornalista, Arutunyan viajou por toda a Rússia para relatar sobre a política russa moderna, tendo entrevistado oligarcas e polícias, bispos e políticos, e muitos russos comuns. Em A Mística de Putin, descreve e explora com vivacidade como a interação entre o mito, o poder e a religião geraram esta relação, aparentemente intransponível, de amor-ódio entre o povo da Rússia e Vladimir Putin.