Jesús Hernandéz publica Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial

Quer saber quem deu o primeiro tiro da Segunda Guerra Mundial ou o nome do atirador furtivo mais mortífero?
Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial
Capa do livro Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial, de Jesús Hernandéz
Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial
São mais de 200 relatos que surpreendem, informam e dão nomes aos protagonistas que não tiveram lugar na História. Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial é isso mesmo: uma obra que nos dá a conhecer os episódios curiosos que tiveram lugar no quotidiano do conflito mundial entre 1939 e 1945.

Se quer saber quem deu o primeiro tiro da Segunda Guerra Mundial ou o nome do atirador furtivo mais mortífero, continue a ler.
Primeiro disparo da guerra
O primeiro tiro da Segunda Guerra Mundial foi disparado pelo couraçado alemão Schleswig Holstein, que se encontrava no porto de Danzig, em visita oficial à Polónia.
Às 4h30 da manhã do dia 1 de dezembro de 1939, o couraçado avançou lentamente até se posicionar diante de Westerplatte, onde se encontrava uma guarnição do exército polaco. Exatamente às 4h47, o Schleswig Holstein abriu fogo.
Suicídios e divórcios
As estatísticas da Segunda Guerra Mundial forneceram alguns factos surpreendentes a psicólogos e sociólogos.
No final de 1940, quando a Inglaterra já estava há um ano em guerra e os aviões alemães bombardeavam diariamente as cidades inglesas, a taxa de suicídios na Ilhas Britânicas tinha caído 15 por cento, quando comparada com a registada em tempo de paz. No ano seguinte, numa altura em que era claro que a guerra não teria um fim imediato, prevendo-se que a luta contra o Eixo fosse durar mais alguns anos, a taxa de suicídios caiu 30 por cento, tomando como base os níveis de 1939.
Em 1942, após a entrada dos Estados Unidos na guerra e dos primeiros reveses da Alemanha nazi, a taxa diminui para 33 por cento, permanecendo nesse dia até ao final do conflito. O mais desconcertante é que uma vez chegada a paz, em 1945, quando as dificuldades tinham terminado e a vida se tornara muito mais fácil, o número de suicídios subiu imediatamente, voltando a alcançar valores semelhantes aos de 1939.
Por outro lado, as estatísticas de divórcios seguiram um padrão semelhante; caíram drasticamente durante a guerra, para voltarem a subir assim que o conflito terminou.
Mudanças na lista telefónica
Quando a Segunda Guerra Mundial se iniciou, em 1939, existiam na lista telefónica de Nova Iorque um total de 22 pessoas de apelido Hitler.
Em 1945 já não havia nenhuma; presumivelmente, decidiram todas mudar o seu funesto apelido.
Não foram os franceses
A 10 de maio de 1940, a cidade alemã de Freiburg foi bombardeada, tendo morrido um total de 57 pessoas. A propaganda nazi encarregou-se de espalhar o facto, garantindo que a acção tinha sido levada a cabo pela Força Aérea Francesa para aterrorizar a população alemã.
Na verdade, o ataque era o resultado de um erro da própria Luftwaffe. Três aviões Heinkell He 111, com a missão de lançarem as suas bombas sobre a cidade francesa de Dijon, desorientaram-se por causa do mau tempo e confundiram Freiburg com a cidade gaulesa, largando ali a sua carga de bombas.
A última missão de Saint-Exupéry
O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do famoso livro O Principezinho, também morreu durante a guerra em circunstâncias estranhas, tal como Leslie Howard e Glenn Miller. Era um piloto veterano, que decidira colocar a sua experiência ao serviço dos Aliados.
Em julho de 1944, os serviços de Saint-Exupéry foram requisitados como um passo prévio para uma operação anfíbia que os Aliados tinham planeado lançar na costa sul de França em meados de agosto. Saint-Exupéry realizou várias missões de reconhecimento, mas a que realizou a 31 de julho de 1944 viria a ser a última. Nessa manhã, o escritor pilotava um avião de combate P-38 Lightning. O seu voo foi seguido, sem problemas, pelos radares do quartel-general americano até desaparecer dos ecrãs às 13h00.
Durante décadas, muitas possibilidades foram consideradas: tinha sido abatido por um avião alemão, tinha cometido suicídio ou, até, tinha fingido a sua própria morte. No ano 2000 o aparelho foi encontrado a este da ilha de Riou, ao largo da costa de Marselha.
Mas a grande revelação chegaria em março de 2008, quando um ex-piloto alemão, Horst Rippert, reconheceu ter sido o autor dos disparos que abateram o avião do escritor francês. O octogenário alemão disse ter sentido especialmente a sua perda, já que tinha lido todos os seus livros. Se o seu testemunho for verdadeiro, o mistério da morte de Saint-Exupéry terá sido definitivamente resolvido.
O atirador furtivo mais mortífero
Que conseguiu matar mais soldados inimigos durante a Segunda Guerra Mundial, e em toda a História, foi o finlandês Simo Häyhä (1905-2002). Lutou contra os soviéticos durante a Guerra Soviético-finlandesa, abatendo cerca de 450 homens, uma vez que não se conhece o número exato.
Häyhä usava uma camuflagem branca e atuava a baixíssimas temperaturas, entre -40º -20º. Curiosamente Häyhä preferia não usar mira telescópica, para evitar que o reflexo da luz do Sol o pudesse trair. Embora os soviéticos destacassem todos os meios para o caçar, não conseguiram acabar com ele, dando-lhe a sinistra alcunha de Morte Branca.
Apesar de ter ficado gravemente ferido no rosto, provavelmente devido a um disparo aleatório, Häyhä sobreviveu à guerra, dedicando-se depois à caça, neste caso, de alces.
Tabela de indemnizações
Como se pode calcular, a campanha do Norte de África é uma fonte inesgotável de episódios insólitos. Um deles, representativo do referido choque cultural, é a tabela de indemnizações elaborada pelas autoridades aliadas perante os atropelamentos frequentes que ocorriam à passagem dos veículos militares pelas estradas argelinas: 25 mil francos (500 dólares) por um camelo morto, 15 mil por um rapaz morto, 10 mil por um burro morto e 500 por uma rapariga morta.

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