Jesús Hernandéz publica Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial
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24 de outubro de 2017
Capa do livro Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial, de Jesús Hernandéz
Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial
São mais de 200 relatos que surpreendem, informam e dão nomes aos protagonistas que não tiveram lugar na História. Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial é isso mesmo: uma obra que nos dá a conhecer os episódios curiosos que tiveram lugar no quotidiano do conflito mundial entre 1939 e 1945.
Se quer saber quem deu o primeiro tiro da Segunda Guerra Mundial ou o nome do atirador furtivo mais mortífero, continue a ler.
Se quer saber quem deu o primeiro tiro da Segunda Guerra Mundial ou o nome do atirador furtivo mais mortífero, continue a ler.
Primeiro disparo da guerra
O primeiro tiro da Segunda Guerra Mundial foi disparado pelo couraçado alemão Schleswig Holstein, que se encontrava no porto de Danzig, em visita oficial à Polónia.
Às 4h30 da manhã do dia 1 de dezembro de 1939, o couraçado avançou lentamente até se posicionar diante de Westerplatte, onde se encontrava uma guarnição do exército polaco. Exatamente às 4h47, o Schleswig Holstein abriu fogo.
Às 4h30 da manhã do dia 1 de dezembro de 1939, o couraçado avançou lentamente até se posicionar diante de Westerplatte, onde se encontrava uma guarnição do exército polaco. Exatamente às 4h47, o Schleswig Holstein abriu fogo.
Suicídios e divórcios
As estatísticas da Segunda Guerra Mundial forneceram alguns factos surpreendentes a psicólogos e sociólogos.
No final de 1940, quando a Inglaterra já estava há um ano em guerra e os aviões alemães bombardeavam diariamente as cidades inglesas, a taxa de suicídios na Ilhas Britânicas tinha caído 15 por cento, quando comparada com a registada em tempo de paz. No ano seguinte, numa altura em que era claro que a guerra não teria um fim imediato, prevendo-se que a luta contra o Eixo fosse durar mais alguns anos, a taxa de suicídios caiu 30 por cento, tomando como base os níveis de 1939.
Em 1942, após a entrada dos Estados Unidos na guerra e dos primeiros reveses da Alemanha nazi, a taxa diminui para 33 por cento, permanecendo nesse dia até ao final do conflito. O mais desconcertante é que uma vez chegada a paz, em 1945, quando as dificuldades tinham terminado e a vida se tornara muito mais fácil, o número de suicídios subiu imediatamente, voltando a alcançar valores semelhantes aos de 1939.
Por outro lado, as estatísticas de divórcios seguiram um padrão semelhante; caíram drasticamente durante a guerra, para voltarem a subir assim que o conflito terminou.
No final de 1940, quando a Inglaterra já estava há um ano em guerra e os aviões alemães bombardeavam diariamente as cidades inglesas, a taxa de suicídios na Ilhas Britânicas tinha caído 15 por cento, quando comparada com a registada em tempo de paz. No ano seguinte, numa altura em que era claro que a guerra não teria um fim imediato, prevendo-se que a luta contra o Eixo fosse durar mais alguns anos, a taxa de suicídios caiu 30 por cento, tomando como base os níveis de 1939.
Em 1942, após a entrada dos Estados Unidos na guerra e dos primeiros reveses da Alemanha nazi, a taxa diminui para 33 por cento, permanecendo nesse dia até ao final do conflito. O mais desconcertante é que uma vez chegada a paz, em 1945, quando as dificuldades tinham terminado e a vida se tornara muito mais fácil, o número de suicídios subiu imediatamente, voltando a alcançar valores semelhantes aos de 1939.
Por outro lado, as estatísticas de divórcios seguiram um padrão semelhante; caíram drasticamente durante a guerra, para voltarem a subir assim que o conflito terminou.
Mudanças na lista telefónica
Quando a Segunda Guerra Mundial se iniciou, em 1939, existiam na lista telefónica de Nova Iorque um total de 22 pessoas de apelido Hitler.
Em 1945 já não havia nenhuma; presumivelmente, decidiram todas mudar o seu funesto apelido.
Em 1945 já não havia nenhuma; presumivelmente, decidiram todas mudar o seu funesto apelido.
Não foram os franceses
A 10 de maio de 1940, a cidade alemã de Freiburg foi bombardeada, tendo morrido um total de 57 pessoas. A propaganda nazi encarregou-se de espalhar o facto, garantindo que a acção tinha sido levada a cabo pela Força Aérea Francesa para aterrorizar a população alemã.
Na verdade, o ataque era o resultado de um erro da própria Luftwaffe. Três aviões Heinkell He 111, com a missão de lançarem as suas bombas sobre a cidade francesa de Dijon, desorientaram-se por causa do mau tempo e confundiram Freiburg com a cidade gaulesa, largando ali a sua carga de bombas.
Na verdade, o ataque era o resultado de um erro da própria Luftwaffe. Três aviões Heinkell He 111, com a missão de lançarem as suas bombas sobre a cidade francesa de Dijon, desorientaram-se por causa do mau tempo e confundiram Freiburg com a cidade gaulesa, largando ali a sua carga de bombas.
A última missão de Saint-Exupéry
O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do famoso livro O Principezinho, também morreu durante a guerra em circunstâncias estranhas, tal como Leslie Howard e Glenn Miller. Era um piloto veterano, que decidira colocar a sua experiência ao serviço dos Aliados.
Em julho de 1944, os serviços de Saint-Exupéry foram requisitados como um passo prévio para uma operação anfíbia que os Aliados tinham planeado lançar na costa sul de França em meados de agosto. Saint-Exupéry realizou várias missões de reconhecimento, mas a que realizou a 31 de julho de 1944 viria a ser a última. Nessa manhã, o escritor pilotava um avião de combate P-38 Lightning. O seu voo foi seguido, sem problemas, pelos radares do quartel-general americano até desaparecer dos ecrãs às 13h00.
Durante décadas, muitas possibilidades foram consideradas: tinha sido abatido por um avião alemão, tinha cometido suicídio ou, até, tinha fingido a sua própria morte. No ano 2000 o aparelho foi encontrado a este da ilha de Riou, ao largo da costa de Marselha.
Mas a grande revelação chegaria em março de 2008, quando um ex-piloto alemão, Horst Rippert, reconheceu ter sido o autor dos disparos que abateram o avião do escritor francês. O octogenário alemão disse ter sentido especialmente a sua perda, já que tinha lido todos os seus livros. Se o seu testemunho for verdadeiro, o mistério da morte de Saint-Exupéry terá sido definitivamente resolvido.
Em julho de 1944, os serviços de Saint-Exupéry foram requisitados como um passo prévio para uma operação anfíbia que os Aliados tinham planeado lançar na costa sul de França em meados de agosto. Saint-Exupéry realizou várias missões de reconhecimento, mas a que realizou a 31 de julho de 1944 viria a ser a última. Nessa manhã, o escritor pilotava um avião de combate P-38 Lightning. O seu voo foi seguido, sem problemas, pelos radares do quartel-general americano até desaparecer dos ecrãs às 13h00.
Durante décadas, muitas possibilidades foram consideradas: tinha sido abatido por um avião alemão, tinha cometido suicídio ou, até, tinha fingido a sua própria morte. No ano 2000 o aparelho foi encontrado a este da ilha de Riou, ao largo da costa de Marselha.
Mas a grande revelação chegaria em março de 2008, quando um ex-piloto alemão, Horst Rippert, reconheceu ter sido o autor dos disparos que abateram o avião do escritor francês. O octogenário alemão disse ter sentido especialmente a sua perda, já que tinha lido todos os seus livros. Se o seu testemunho for verdadeiro, o mistério da morte de Saint-Exupéry terá sido definitivamente resolvido.
O atirador furtivo mais mortífero
Que conseguiu matar mais soldados inimigos durante a Segunda Guerra Mundial, e em toda a História, foi o finlandês Simo Häyhä (1905-2002). Lutou contra os soviéticos durante a Guerra Soviético-finlandesa, abatendo cerca de 450 homens, uma vez que não se conhece o número exato.
Häyhä usava uma camuflagem branca e atuava a baixíssimas temperaturas, entre -40º -20º. Curiosamente Häyhä preferia não usar mira telescópica, para evitar que o reflexo da luz do Sol o pudesse trair. Embora os soviéticos destacassem todos os meios para o caçar, não conseguiram acabar com ele, dando-lhe a sinistra alcunha de Morte Branca.
Apesar de ter ficado gravemente ferido no rosto, provavelmente devido a um disparo aleatório, Häyhä sobreviveu à guerra, dedicando-se depois à caça, neste caso, de alces.
Häyhä usava uma camuflagem branca e atuava a baixíssimas temperaturas, entre -40º -20º. Curiosamente Häyhä preferia não usar mira telescópica, para evitar que o reflexo da luz do Sol o pudesse trair. Embora os soviéticos destacassem todos os meios para o caçar, não conseguiram acabar com ele, dando-lhe a sinistra alcunha de Morte Branca.
Apesar de ter ficado gravemente ferido no rosto, provavelmente devido a um disparo aleatório, Häyhä sobreviveu à guerra, dedicando-se depois à caça, neste caso, de alces.
Tabela de indemnizações
Como se pode calcular, a campanha do Norte de África é uma fonte inesgotável de episódios insólitos. Um deles, representativo do referido choque cultural, é a tabela de indemnizações elaborada pelas autoridades aliadas perante os atropelamentos frequentes que ocorriam à passagem dos veículos militares pelas estradas argelinas: 25 mil francos (500 dólares) por um camelo morto, 15 mil por um rapaz morto, 10 mil por um burro morto e 500 por uma rapariga morta.