Os Países Que Quase Existiram e outras curiosidades irresistíveis

Vera Dantas
8 de julho de 2026
Os Países que Quase Existiram (e Mais de 100 Curiosidades da História e Geografia), livro de estreia de Gil Mendes da Costa, criador do canal General.Knowledge no Youtube, é uma obra divertida e muito original para quem gosta de se deixar surpreender por factos da História e da Geografia.

Bandeiras há muitas, mas algumas são muito diferentes da ideia generalizada do que é uma bandeira; as fronteiras não são todas iguais, e há algumas mesmo estranhas, como a de Baarle-Hertog, entre a Bélgica e os Países Baixos, que consiste num conjunto de enclaves e exclaves dos dois países; territórios como Caxemira ou a Antártida são dos mais disputados entre rivais; além dos continentes que estudamos na escola, há continentes desaparecidos, até debaixo do mar; países que mudaram de nome e outros que quase existiram…

Neste livro, vai encontrar respostas a perguntas que nem sabia que queria fazer. Depois de o ler cada capítulo, pode divertir-se a preencher as palavras cruzadas e, no fim, completar um Quis para perceber se está à altura de impressionar os amigos ou a família nos próximos encontros!
O livro dá-nos a conhecer coisas que dificilmente descobriríamos e que realmente nos espantam e divertem. Como estas:

Curiosidades que provam como este livro é irresistível

A bandeira mais «fixe» da história
Zheleznogorsk, na Sibéria, era uma cidade secreta e mantida fora dos mapas nacionais em 1922, altura em que o presidente da Rússia, Boris Yeltsin, permitiu que fosse conhecida além dos círculos políticos e militares do país, que a designavam como «cidade atómica».
A sua bandeira representa a produção de plutónio e a pesquisa nuclear, atividades às quais a cidade se dedicava: sob um fundo vermelho vivo, cor própria da era soviética, está um grande e feroz urso (símbolo da dimensão, força e resiliência da Rússia) a tentar dividir um átomo!

Países que quase existiram
A Nação Navajo é a maior reserva indígena dos EUA e dispõe de um certo grau de autogoverno, com instituições políticas próprias como um governo tribal, sistema judicial e administração interna, mas está sujeita à Constituição e às leis federais dos Estados Unidos.
Após um longo período marcado pela expropriação de terras indígenas e por políticas de assimilação forçada, o governo norte-americano iniciou, durante o século XX, um processo gradual de reconhecimento dos direitos dos povos indígenas, mas a restituição das terras ancestrais ocorreu apenas de forma parcial. Os navajos, tal como os restantes povos indígenas dos Estados Unidos, adquiriram a cidadania norte-americana através do Indian Citizenship Act (1025); em 1975, foi reconhecido às tribos o direito de administrarem diretamente a gestão do território, a educação, a saúde e outros serviços públicos. Os Navajo viram, assim, consolidado o seu estatuto como uma das maiores e mais autónomas nações indígenas dos Estados Unidos. Mas nunca chegaram a ter o seu próprio país.

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