Frida Kahlo, uma biografia ilustrada

Frida Kahlo, Uma Biografia
Um livro que é um passeio ilustrado pela vida e obra da pintora mexicana
«Emparedar o próprio sofrimento é arriscar que nos devore por dentro.»

É com esta epígrafe que se inicia o livro Frida Kahlo, Uma Biografia, de María Hesse, sobre a vida e obra de uma das artistas mais importantes do século XX, um ícone de arte, festa, cor, sangue e vida.

Trata-se de um livro profusamente ilustrado o que confere a cada página e a cada frase uma força extraordinária.

E, por fim, a questão: o que sabemos nós de Frida Kahlo?
«Cada tiquetaque é um segundo da vida que passa, foge e não se repete. E há nela tanta intensidade, tanto interesse, que o problema é apenas saber vivê-la. Cada um resolva como puder.»
Interior do livro «Frida Kahlo, Uma Biografia»
UM RESUMO BIOGRÁFICO
Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón nasceu em 1907 em Coyoacán, México, embora gostasse de dizer que foi em 1910, o ano da revolução mexicana.
Ícone do feminismo e da feminidade, Frida Kahlo era considerada uma mulher muito à frente do seu tempo.
Aos 18 anos, teve um grave acidente de viação que lhe mudou a vida e a confinou a um longo período de convalescença. Usou uma série de coletes ortopédicos, inclusive de gesso, que retratou num dos seus quadros, A Coluna Partida. Aprendeu a viver com a dor a tempo inteiro.

Em 1928, conheceu Diego Rivera, o grande amor da sua vida, com quem viria a casar-se um ano depois, aos 22 anos. Separam-se em 1939. Kahlo «bebia para afogar as mágoas, mas as malvadas aprenderam a nadar.» O seu estado de saúde agravava-se. Em 1940, voltou a casar-se com Rivera.

Adorava, entre outras coisas, colecionar artesanato popular mexicano. Cantava, dançava e armava confusão com frequência. Teve alguns amantes e várias relações fugazes, antes, durante e após o casamento com Rivera. Gostava de animais, de joias, de teatro, de mariachis, de tequila.
Pintava como forma de celebrar a vida, apesar de tudo. Chamavam-lhe surrealista, mas ela negava: «Nunca pintei sonhos, pintava a minha realidade.»

Fez sete operações à coluna vertebral no curto espaço de um ano (1950-1951). Resistiu, de novo: tinha vontade de viver.

Em 1953, organizou a sua primeira exposição no México. O médico não lhe deu permissão para sair da cama, e Frida Kahlo cumpriu: foi na própria cama até à inauguração. Bebeu e cantou com o público. As dores na perna direita aumentaram até que os médicos decidiram amputá-la nesse mesmo ano. Uma tristeza sem fim apoderou-se dela.

No dia 6 de julho do ano seguinte celebrou o seu aniversário - em festa, a cantar e a rir, como queria que a recordassem. Mas já só restava um corpo que era uma prisão. Ninguém sabe a causa da sua morte, se uma embolia pulmonar, se uma overdose (intencional ou não). Quando o sofrimento já era insuportável, partiu, mas antes registou-o uma frase lacónica: «Espero que a partida seja serena e espero nunca mais voltar.» Tinha 47 anos.

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