Estas cientistas mudaram o mundo

As Cientistas - 52 mulheres intrépidas que mudaram o mundo
«As Cientistas» resulta de uma tradução e adaptação da obra «Women in Science», de Rachel Ignotofsky.
Aqui, são destacadas mulheres notáveis que singraram na área das Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática, uma área maioritarimante dominada por homens, onde o acesso lhes era interditado e onde, apesar de conseguirem entrar, o seu trabalho permanecia praticamente invisível.
#1 - Ada Lovelace - Matemática e escritora

- Foi a primeira programadora de computadores da História
- Descrevia-se como uma cientista poética
- O Ministério de Defesa norte-americano chamou Ada a uma linguagem de programação

A história de amor de Ada com a matemática começou quando ela era ainda muito pequena. A sua mãe, Anne Isabella Milbanke, conhecida como «a princesa dos paralelogramos», era matemática e queria que a filha recebesse uma educação à altura. O pai era o famoso poeta Lord Byron.
Ada imaginou um undo onde os computadores fizessem mais do que meros cálculos - um mundo em que compusessem música e fossem um prolongamento do pensamento humano. Desenvolveu uma forma de programar a Máquina Analítica, usando cartões perfurados com uma sequência de números racionais designados por númeors de Bernoulli. Nasceu assim o primeiro programa de computador da História!
#2 - Elizabeth Blackwell - Médica

- Foi a primeira mulher nos Estados Unidos a receber um diploma em Medicina
- Trabalhou com os pobres, combatendo a injustiça social através da Medicina
- Em 1849, ao tratar o olho de um bebé infetado com gonorreia, Elizabeth foi contagiada e perdeu a visão num dos olhos

Elizabeth não tinha qualquer interesse por medicina até morrer uma das suas amigas com cancro do útero. a amiga disse-lhe que talvez tivesse tido menos dores e o sofrimento fosse menor nas mãos de uma médica, em vez de um médico. O curso de medicina é difícil para qualquer aluno, mas Elizabeth enfrentava dificuldades acrescidas. Quando lhe pediram para sair de uma aula sobre reprodução para não ofender a sua «delicada sensibilidade», Elizabeth contra-argumentou até a deixarem ficar. No séc. XIX, pouco se sabia sobre doenças contagiosas, e era comum os médicos atenderem um doente com gripe e irem de seguida fazer um parto, sem se desinfetarem. Isto facilitava a propagação de doenças, como o tifo. Elizabeth defendia melhores cuidados de higiene, tanto nos hospitais como em casa.
#3 - Alice Ball - Química

- Desenvolveu o Método de Ball
- Ajudou a curar a lepra com o seu tratamento químico
- Desenvolveu o único tratamento para a lepra até surgirem os antibióticos em 1940

O único remédio que se conhecia para a lepra era um óleo espesso e pegajoso, extraído das sementes da árvore chaulmoogra. Provocava dores de estômago quando ingerido. Alice Ball dedicou-se a descobrir um tratamento injetável.
Aos 23 anos, Alice desenvolveu um novo método de processar o denso óleo de chaulmoogra. Ao isolar os esteres etílicos dos ácidos gordos presentes no óleo, já ocnseguia misturá-los com água e administrá-los numa injeção. Este tramento, que ficou conhecido como Método de Ball, fez toda a diferença para as pessoas doentes com lepra na colónia de Kalaupapa. Em 1918, os e as pacientes já podiam ver as suas famílias, e quem a contraísse não era obrigado ao exílio.
#4 - Patricia Bath - Oftalmologista e Inventora

- Organizou a primeira grande cirurgia dos olhos, no Hospital do Harlem, em 1970
- Vacinou contra o sarampo crianças de países em desenvolvimento
- Devolveu a visão a pessoas que eram cegas há décadas

Patricia era genial: terminou o secundário em dois anos e meio e, com apenas 16 anos, contribuiu para a investigação em oncologia, depois de participar numa oficina em formação. Estava destinada a mudar o mundo.
Lançou o primeiro programa voluntário de cuidados oftalmológicos para comunidades desfavorecidas começando pelo bairro onde nascera (Harlem, Nova Iorque). Patricia acreditava que a visão era um direito básico do ser humano e, em 1976, com 3 colegas, fundou o Instituto Americano para a Prevenção da Cegueira (AiPb). Em 1986, terminou a sua grande invenção - a sonda Laserphaco - um aparelho revolucionário para a remoção das cataratas, que tem restituído a visão a pessoas de todo o mundo. Patricia continua a trabalhar.

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