Entrevista exclusiva a Ali Hazelwood

28 de julho de 2022
Ali Hazelwood é a autora de A Ciência do Amor, a comédia romântica (ou rom-com) que sucede a A Hipótese do Amor, além de várias outras histórias em formato EBook que estão a fazer furor nas redes sociais através de BookTokers e Bookstagrammers, e a ganhar uma legião de fiéis leitores a nível internacional.
Nascida em Itália, Ali viveu no Japão e na Alemanha antes de decidir doutorar-se em Neurociência nos EUA. Divide os seus dias entre ensinar esta complexa disciplina e escrever sobre a não menos complexa química das paixões que, no caso dos seus livros, acontecem sempre no meio académico, porque, como diz, «é o que conhece melhor».
A propósito do pré-lançamento do seu segundo livro, A Ciência do Amor, Ali Hazelwood concedeu ao Wookacontece uma entrevista exclusiva. Com respostas francas e divertidas, a autora revela detalhes da sua vida ainda desconhecidos do público, como o facto de adorar fazer croché enquanto vê séries de k-drama. Ora veja:




 
Djaimilia Pereira de Almeida
Ali Hazelwood
Como foi para si, enquanto italiana, adaptar-se ao modo de vida norte-americano?
Inicialmente, foi um pouco duro. Estranhamente, uma das coisas que mais me chocou foi o facto de ninguém no meu laboratório tirar tempo para almoçar, todos comiam na sua secretária enquanto trabalhavam... Fiquei abismada. Mas lentamente fui-me habituando aos diferentes ritmos nos EUA (e agora também eu como na minha secretária!).


Como equilibra a sua carreira de académica com a de autora? Tem uma rotina de escrita?
Eu não a equilibro! Estou constantemente atrasada, constantemente a estragar tudo, constantemente a tentar avaliar se estou a dar prioridade às coisas certas. Se alguém tiver conselhos de gestão de tempo, sou toda ouvidos. AJUDA, POR FAVOR! No que toca a escrever, a minha rotina é escrever no meu computador sempre e onde quer que a inspiração surja, mas o meu lugar preferido para escrever é o meu sofá.


 
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A Ciência do Amor é o romance mais recente da autora.
Qual é a sua paixão ou hobby mais surpreendente?
Adoro fazer croché enquanto vejo k-drama [séries de tv do género «drama coreano»]. É o que me faz mais feliz!

As histórias dos seus livros transmitem as dificuldades de quem está a enfrentar o processo de tirar um PHD [doutoramento], num mundo académico duro e solitário. Mas que coisas boas resultaram deste processo, no seu caso?
Eu aprendi muito! Não apenas estatística ou neuroanatomia, mas também como formular uma pergunta de investigação e encontrar uma forma de lhe responder, o que é algo que me ajuda na minha vida quotidiana. Além disso, conheci montanhas de pessoas espantosas quando andava na universidade!


Gosta tanto de neurociência quanto de escrever rom-coms?
Não posso realmente decidir - escrevo rom-coms sobre neurociência para não ter de escolher!


Como neurocientista, pode explicar em termos simples o impacto dos nossos pensamentos, expectativas e medos na forma como construímos as nossas relações? Podem ser mais poderosos para as nossas decisões do que os factos que conhecemos?
100%. Eu penso que às vezes pode ser difícil para os cérebros diferenciarem entre factos e ficção - eu sei que é para o meu!


Por que é que optou pelo género rom-com? Considera escrever em outros géneros?
Não consigo imaginar escrever alguma coisa que não tenha romance, mas eu adoraria, decididamente, explorar outros tipos de romances que não sejam estritamente género rom-coms!


Quais são os seus autores e livros favoritos?
Taaantos! Qualquer coisa de Sherry Thomas, Nalini Singh, Christina Lauren, R Lee Smith, Lisa Kleypas e muitos mais!



Ainda não passou um ano desde o lançamento do seu primeiro livro, em setembro de 2021. Num curto período de tempo, tornou-se uma autora bestseller do NY Times, escreveu e publicou cinco romances e histórias e A Hipótese do Amor foi publicada em 20 países em todo o mundo. Previu a possibilidade deste impacto e sucesso? Como se sente em relação a isso?
Não fazia ideia, e estou constantemente verklempt [termo yiddish que significa arrebatada pela emoção] em relação a tudo isto.


Quão importante foram (e são) os BookTokers e Bookstagrammers para a promoção dos seus livros?
Eles são SUPER importantes, e são os melhores! Devo-lhes tanto!


Quais são os elementos para uma fórmula vencedora no género rom-com?
Quem me dera saber, mas na verdade estou constantemente a debater-me com a escrita, e não estou convencida de que eu própria compreenda bem a fórmula. Talvez personagens com muita química?


As hipóteses no início de cada capítulo de A Hipótese do Amor são uma nota de humor bem-vinda, mas também dão ao leitor uma boa noção do que esperar. Como surgiu esta ideia e como são estas hipóteses inspiradas nos acontecimentos da sua própria vida?
Foi ideia da minha amiga Mar! A minha amiga Alannah surgiu com o título, e Mar sugeriu que em vez de ter apenas uma hipótese no início do livro, eu deveria tentar ter uma para cada capítulo. Foi uma ideia tão estupenda!


Olive e Adam formam um casal interessante. Embora diferentes, um completa o outro. Qual é o seu casal fictício favorito??
Lizzie e Darcy, Spock e Nyota Uhura, Ri Jeong-hyeok e Yoon Se-ri.


Qual foi o livro que mais gostou de escrever? E qual foi o mais difícil de completar?
Estou atualmente a debater-me profundamente com o meu terceiro livro, por isso vou dizer que foi o mais difícil (por agora). Diverti-me imenso a escrever A Ciência do Amor, e também veio bastante depressa - foi o meu projeto pandémico, e ajudou-me mesmo a lidar com muitas coisas!


A Ciência do Amor [em pré-lançamento a 22 de Julho] apresenta-nos uma nova protagonista. Será Bee Königswasser uma mulher mais ousada do que Olive? Poderão os leitores ansiar por ações mais ousadas por parte dela?
Oooh, não sei bem como as comparar, porque ambas são minhas filhas, mas ambas têm os seus momentos ousados!


Passa muito tempo nas redes sociais?
Demasiado! Preciso mesmo de parar de ver tiktoks de como decorar bolachas. AJUDA.


Já está a planear um novo livro? Sobre o que será?
Estou a escrever o meu quarto livro, mas nesta fase não faço ideia se vai ser aprovado ou não (garanto que isto não é falsa modéstia!


Já alguma vez esteve em Portugal?
Não, mas quero ir! Tanto!!


O que gostaria de dizer aos seus leitores portugueses?
Muito, muito, muito obrigada por comprarem o meu livro! Espero que gostem tanto de o ler como eu gostei de o escrever!

 

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