Entrevista exclusiva a Colleen Hoover

17 de janeiro de 2020
Quando autopublicou o seu primeiro livro em 2012, Colleen Hoover estava longe de imaginar que, dez anos depois, estaria no top de livrarias um pouco por todo o mundo. Com o impulso das redes sociais, e em particular do TikTok, a autora encontrou uma legião de leitores fiéis que fazem maratonas de leitura dos seus romances e frequentemente partilham vídeos com reações apaixonadas (e muitas lágrimas à mistura!).
Foi a partir do Texas, onde nasceu e ainda vive, que a autora respondeu às nossas perguntas, numa entrevista exclusiva que não pode perder!
Colleen Hoover
Colleen Hoover © Julien Poupard


Trabalhou muitos anos como assistente social. Acha que isso influenciou de alguma forma os seus romances?
Creio que sim. Tenho tendência para escrever acerca de temas com que lidava muito quando era assistente social, por isso essa experiência influenciou de facto o meu trabalho enquanto escritora.


Acredita que os livros e as histórias em geral nos podem ajudar a lidar com experiências traumáticas?
No meu caso sim, ajudaram-me, por isso estou certa de que isso acontece também com outros leitores. Por vezes, o simples facto de escaparmos, através de um livro, do nosso dia a dia para outro universo pode funcionar como uma espécie de cura.

 
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Numa entrevista recente, disse que a Quinn e o Graham, os protagonistas de Se Fosse Perfeito, são um dos seus casais preferidos, de entre todos os que já criou. Porquê?
O caminho que percorrem juntos é terrivelmente angustiante! Acho que senti muito a dor dos dois, enquanto escrevia a sua história. Adoro o facto de o Graham amar tanto a Quinn e a forma como ambos eventualmente conseguem lidar com a mágoa de a vida não lhes ter dado tudo o que gostariam.


A Colleen é uma das autoras mais populares nas redes sociais. Como é que encara este fenómeno? Acha que as redes sociais podem promover a leitura e ajudar os autores a chegar a um público mais vasto?
Sem dúvida. Fui completamente apanhada de surpresa quando os meus livros começaram a ser uma tendência no TikTok. Achava que já tinham chegado aos seus potenciais leitores e nunca pensei que o meu público pudesse crescer tanto, mas este ano provou o contrário, definitivamente. A pandemia obrigou-nos a mudar de hábitos e creio que esse facto ajudou a formar novos leitores, que foram fundamentais para que determinados livros se tornassem best-sellers nos últimos anos. Tem sido bastante divertido assistir a este fenómeno.


Os seus livros são muito populares entre os adolescentes e jovens adultos. O que gostaria que estes leitores mais jovens tirassem dos seus romances?
A maioria dos meus livros não são direcionados para o público adolescente, é importante deixar isso claro. Escrevo a pensar em leitores com mais de dezoito anos. Dito isto, o meu objetivo é sempre dar aos leitores uma forma de escape, tenham eles dezoito ou cem anos. Não escrevo para educar ou informar, escrevo apenas para entreter e esse continua a ser o meu único objetivo.


Como é um dia perfeito para si?
Uma maratona de filmes com os meus filhos.


Quem é o seu escritor preferido de todos os tempos?
Essa é difícil... há muitos escritores que adoro. Não tenho propriamente um único autor favorito, gosto muito de Tiffanie DeBartolo, Tarryn Fisher, Emily Henry, Sally Thorne, Kennedy Ryan, K. A. Tucker, Caroline Kepnes… E podia continuar por aqui fora.


Qual foi o melhor conselho que recebeu?
Não tem nada a ver com a escrita, mas a minha mãe disse-me que casasse com um homem que tratasse bem a mãe dele, porque essa seria também a forma como me trataria a mim. Comecei a namorar com o meu marido depois de saber que ele levava a mãe a jantar fora todas as quartas-feiras. Estamos casados há 22 anos e ele é a melhor coisa que me aconteceu.

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