Entrevista à criadora do
«Às 9 no Meu Blog»
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17 de janeiro de 2020
Criou o «Às 9 no Meu Blog» em 2005 e nunca mais parou. Tornou-se presença assídua na rádio e na tv, em podcasts, explodiu no Facebook e no Instagram, sempre falando do que mais a apaixona: o desenvolvimento pessoal, o mindfulness e o coaching. Sofia Castro Fernandes dá workshops, organiza retiros, faz monitoring e inspira diariamente milhares de pessoas na internet. Acredita Coisas Boas Acontecem é o seu quarto livro.
Sofia Castro Fernandes © Pedro Graça
Onde e como guardas os teus pensamentos?
Em cadernos bonitos (que adoro colecionar), nas notas do meu telefone, sem ordem cronológica. São pensamentos soltos que ficam à espera do dia em que sinto que devem ser partilhados. Há muitos textos que escrevo hoje e que estão relacionados com assuntos antigos. E nem todos os meus pensamentos são biográficos. Também refletem as vivências que me chegam às mãos (mas sobretudo ao coração) daqueles com quem me cruzo, no trabalho que faço e nas amizades que construo.
Escrever tira ou dá-te energia?
Dá.
A narrativa é a mindfulness dos meus dias. O saber expirar o que está, para saber inspirar o que virá. É um processo terapêutico, de arrumação de gavetas emocionais, de assuntos vividos, de dores e de alegrias que fazem parte da peneira que uso para o lastro que quero deixar.
Inspiras milhares de pessoas; o que te inspira a ti?
Eu, o meu amor por mim, pela vida e por tudo o que trago dentro do meu coração.
A minha galáxia: Martim, Pedro, Paula, António, Laurinda, Beatriz, Madalena, Francisco, Maria, Fátima, Cristina, Susana, Cláudia e um número alargado de pessoas que me inspiram a acrescentar esperança, força e luz ao que escrevo.
Como é que descreverias o teu trabalho aos teus avós?
Acordo às 6h para ouvir o som do silêncio. É uma questão de sobrevivência mental. Preciso disso para escrever, para alinhar tudo cá dentro, para observar a luz, para tomar um café sozinha, para rir e respirar fundo.
É de manhãzinha que leio, que escrevo, que faço listas de planos e de sonhos. É quando fortaleço as estruturas emocionais para aguentar a vida mais tarde.
É o meu momento, o meu encontro comigo mesma, apaixonada pela minha versão ainda cheia de remelas, despenteada e com bafo matinal, mas juro que é nesse momento só meu que me sinto mais plena do que nunca.
Para onde escapas quando estás confinada em casa?
Para dentro dos livros, da música, dos abraços e do silêncio.
Observo a minha vida de olhos bem abertos. Sou uma espetadora atenta. Observo como a luz desenha as pessoas que amo.
As pessoas não me veem no que escrevo. As pessoas veem o que eu vejo.
Qual é o oceano mais profundo em que já mergulhaste?
O da maternidade.
Por muito que leias, que ouças, que te digam isto ou aquilo, ninguém te prepara para este amor maior que tu, para o que não cabe em ti, para a vida que acontece bonita nos detalhes, para o que te mantém os pés no chão, mas também te dá o impulso para voar.
E depois tem a parte da educação. E eu acredito muito em pessoas bem-educadas. Porque a educação vem do berço. Vem do exemplo. Vem do teu bom dia, boa tarde e boa noite. Vem do teu muito obrigada, de nada e com licença. Vem da tua bondade e da tua generosidade, vem da forma como tratas as pessoas à tua volta, as que tu conheces e as que nunca viste. Educação vem do teu tom de voz, vem das tuas atitudes, do sorriso que acompanha as tuas palavras.
Como começarias uma carta para o teu futuro eu?
Para terminar basta ter coragem.
Aquela que sai da tua voz quando abres a boca e dizes: acabou.
Aquela que sai dos teus pés ao partir.
Aquela que sai dos seus braços na hora do adeus.
Para começar basta ter vontade.
Aquela que te faz levantar todos os dias para vencer dragões.
Aquela que te faz repetir: eu consigo!
Aquela que te faz voar, mesmo com os pés no chão.
Colecionas alguma coisa?
Cadernos. E abraços.
Se pudesses ter um superpoder, qual seria?
Dar coragem a todas as pessoas.
“Saúde, paz e amor”, dizes tu. Quando já se tem isso, o que vem a seguir?
Serenidade para aceitar o que não posso mudar.
O «às 9» mudou a vida de muita gente. Também mudou a tua?
Mudou muito. Deu-me o amor da minha vida, o meu Pedro. E deu-me um mundo de infinitas possibilidades.
Quantas vezes já recomeçaste?
Todas as que a vida me obrigou a ser mais e melhor.
Todas as que o meu coração me disse: escolhe melhor as tuas batalhas.
Todas as que repeti a mim mesma: só acerta quem erra.
Qual foi o último livro que leste e de que realmente gostaste muito?
Não é o último livro que li, mas quero muito partilhar um título, de uma autora portuguesa que adoro, e que é sempre uma referência no meu trabalho: A Princesa Azul e a Felicidade Escondida, da Filipa Sáragga.
É um livro para crescidos que parece um livro para crianças. Fala da importância (da urgência, até) da empatia, da tolerância e do amor. Adoro-o e recomendo-o a todas as pessoas. Sobretudo às mais crescidas, porque as crianças sabem (e praticam) isto tudo.
Estás “viciada” nalguma série de tv?
Todas as que me fazem rir. Friends no meu TOP eterno.
Recomendas algum podcast?
Era o que faltava, do Rui Maria Pêgo e da Ana Martins.
Unlocking us/ Dare to lead, da Brené Brown.
Fuso, da Mariana Cabral (Bumba na Fofinha).
Que pergunta é que nunca te fizeram e que gostarias que fizessem?
Que dificuldades tiveste de vencer para, hoje, poderes fazer aquilo de que gostas?
Em cadernos bonitos (que adoro colecionar), nas notas do meu telefone, sem ordem cronológica. São pensamentos soltos que ficam à espera do dia em que sinto que devem ser partilhados. Há muitos textos que escrevo hoje e que estão relacionados com assuntos antigos. E nem todos os meus pensamentos são biográficos. Também refletem as vivências que me chegam às mãos (mas sobretudo ao coração) daqueles com quem me cruzo, no trabalho que faço e nas amizades que construo.
Escrever tira ou dá-te energia?
Dá.
A narrativa é a mindfulness dos meus dias. O saber expirar o que está, para saber inspirar o que virá. É um processo terapêutico, de arrumação de gavetas emocionais, de assuntos vividos, de dores e de alegrias que fazem parte da peneira que uso para o lastro que quero deixar.
Este é o quarto livro da autora
Eu, o meu amor por mim, pela vida e por tudo o que trago dentro do meu coração.
A minha galáxia: Martim, Pedro, Paula, António, Laurinda, Beatriz, Madalena, Francisco, Maria, Fátima, Cristina, Susana, Cláudia e um número alargado de pessoas que me inspiram a acrescentar esperança, força e luz ao que escrevo.
Como é que descreverias o teu trabalho aos teus avós?
Acordo às 6h para ouvir o som do silêncio. É uma questão de sobrevivência mental. Preciso disso para escrever, para alinhar tudo cá dentro, para observar a luz, para tomar um café sozinha, para rir e respirar fundo.
É de manhãzinha que leio, que escrevo, que faço listas de planos e de sonhos. É quando fortaleço as estruturas emocionais para aguentar a vida mais tarde.
É o meu momento, o meu encontro comigo mesma, apaixonada pela minha versão ainda cheia de remelas, despenteada e com bafo matinal, mas juro que é nesse momento só meu que me sinto mais plena do que nunca.
Para onde escapas quando estás confinada em casa?
Para dentro dos livros, da música, dos abraços e do silêncio.
Observo a minha vida de olhos bem abertos. Sou uma espetadora atenta. Observo como a luz desenha as pessoas que amo.
As pessoas não me veem no que escrevo. As pessoas veem o que eu vejo.
Qual é o oceano mais profundo em que já mergulhaste?
O da maternidade.
Por muito que leias, que ouças, que te digam isto ou aquilo, ninguém te prepara para este amor maior que tu, para o que não cabe em ti, para a vida que acontece bonita nos detalhes, para o que te mantém os pés no chão, mas também te dá o impulso para voar.
E depois tem a parte da educação. E eu acredito muito em pessoas bem-educadas. Porque a educação vem do berço. Vem do exemplo. Vem do teu bom dia, boa tarde e boa noite. Vem do teu muito obrigada, de nada e com licença. Vem da tua bondade e da tua generosidade, vem da forma como tratas as pessoas à tua volta, as que tu conheces e as que nunca viste. Educação vem do teu tom de voz, vem das tuas atitudes, do sorriso que acompanha as tuas palavras.
Como começarias uma carta para o teu futuro eu?
Para terminar basta ter coragem.
Aquela que sai da tua voz quando abres a boca e dizes: acabou.
Aquela que sai dos teus pés ao partir.
Aquela que sai dos seus braços na hora do adeus.
Para começar basta ter vontade.
Aquela que te faz levantar todos os dias para vencer dragões.
Aquela que te faz repetir: eu consigo!
Aquela que te faz voar, mesmo com os pés no chão.
Colecionas alguma coisa?
Cadernos. E abraços.
Se pudesses ter um superpoder, qual seria?
Dar coragem a todas as pessoas.
“Saúde, paz e amor”, dizes tu. Quando já se tem isso, o que vem a seguir?
Serenidade para aceitar o que não posso mudar.
O «às 9» mudou a vida de muita gente. Também mudou a tua?
Mudou muito. Deu-me o amor da minha vida, o meu Pedro. E deu-me um mundo de infinitas possibilidades.
Quantas vezes já recomeçaste?
Todas as que a vida me obrigou a ser mais e melhor.
Todas as que o meu coração me disse: escolhe melhor as tuas batalhas.
Todas as que repeti a mim mesma: só acerta quem erra.
Qual foi o último livro que leste e de que realmente gostaste muito?
Não é o último livro que li, mas quero muito partilhar um título, de uma autora portuguesa que adoro, e que é sempre uma referência no meu trabalho: A Princesa Azul e a Felicidade Escondida, da Filipa Sáragga.
É um livro para crescidos que parece um livro para crianças. Fala da importância (da urgência, até) da empatia, da tolerância e do amor. Adoro-o e recomendo-o a todas as pessoas. Sobretudo às mais crescidas, porque as crianças sabem (e praticam) isto tudo.
Estás “viciada” nalguma série de tv?
Todas as que me fazem rir. Friends no meu TOP eterno.
Recomendas algum podcast?
Era o que faltava, do Rui Maria Pêgo e da Ana Martins.
Unlocking us/ Dare to lead, da Brené Brown.
Fuso, da Mariana Cabral (Bumba na Fofinha).
Que pergunta é que nunca te fizeram e que gostarias que fizessem?
Que dificuldades tiveste de vencer para, hoje, poderes fazer aquilo de que gostas?