Calão do Norte de A a W
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17 de janeiro de 2020
Há uma pronúncia do Norte que não se fica pela música. A forma como os nortenhos tratam as vogais e uma consoante em particular é uma marca de região e, onde quer que ela se ouça, topa-se a léguas! No Dicionário de Calão do Norte, o leitor é convidado a fazer uma maravilhosa viagem ao português mais castiço de Portugal, para encontrar idiomatismos, adágios e provérbios que são utilizados pelos falantes desta região.
Para lhe espicaçar a curiosidade, escolhemos e partilhamos consigo uma expressão para cada letra do alfabeto, de A a W (de WOOK).
Vamos nessa?
Para lhe espicaçar a curiosidade, escolhemos e partilhamos consigo uma expressão para cada letra do alfabeto, de A a W (de WOOK).
Vamos nessa?
Dicionário de Calão do Norte
O Calão do Norte de A a W
A: Às 11 no farol - Quando se combina alguma coisa sabendo de antemão que nunca irá acontecer.
B: Bedum – Lixo que se forma no meio dos dedos dos pés; chulé, mau cheiro.
C: Camurcina – Blusão fino e leve.
D: Dar a breca – Ter uma cãibra, perder o fôlego.
E: Engonhar – Simular que se faz algo; fazer algo com muita lentidão ou preguiça; adiar, ganhar tempo.
F: Fronha - Cara; feições; no sentido pejorativo, normalmente associado a alguém muito feio.
G: Gabiru – Finório; espertalhão.
H: Há tótil – Há muito tempo.
I: Ir à madrinha – Estar bem vestido.
J: Janela da joaninha – Carcela; braguilha.
L: Laurear a pevide – Passear, vadiar; andar sem fazer nada (de laurear, passear, e pevide, traseiro).
M: Meter o bedelho – Intrometer-se em assuntos de outrem; coscuvilhar.
N: Nem sim nem sopas – Nem sim nem não; talvez; ausência total de resposta.
O: Olhar de esguelha – Olhar de lado; desconfiado; olhar com más intenções.
P: Pouco chiqueiro – Ordem de silêncio; pouco barulho!
Q: Quilhe-se – Interjeição que manifesta desinteresse, desistência; que se lixe!; que se dane!
R: Rabelo - Embarcação tradicional do Douro, que transportava o vinho para as caves; designação dada aos migrantes que vinham para o Porto oriundos de Cinfães, Castelo de Paiva, Marco de Canaveses.
S: Selada – Corruptela de salada.
T: Tacha arreganhada – Rir, mostrando os dentes; pessoa que ri muito.
U: Unhas de fome – Avarento.
V: Vamos nessa – Vamos embora; assentimento.
W: Whaaat?! (Esta não está no livro, mas com a quantidade crescente de turistas que visitam a cidade é uma expressão cada vez mais ouvida na Invicta, mesmo na boca dos locais.)
B: Bedum – Lixo que se forma no meio dos dedos dos pés; chulé, mau cheiro.
C: Camurcina – Blusão fino e leve.
D: Dar a breca – Ter uma cãibra, perder o fôlego.
E: Engonhar – Simular que se faz algo; fazer algo com muita lentidão ou preguiça; adiar, ganhar tempo.
F: Fronha - Cara; feições; no sentido pejorativo, normalmente associado a alguém muito feio.
G: Gabiru – Finório; espertalhão.
H: Há tótil – Há muito tempo.
I: Ir à madrinha – Estar bem vestido.
J: Janela da joaninha – Carcela; braguilha.
L: Laurear a pevide – Passear, vadiar; andar sem fazer nada (de laurear, passear, e pevide, traseiro).
M: Meter o bedelho – Intrometer-se em assuntos de outrem; coscuvilhar.
N: Nem sim nem sopas – Nem sim nem não; talvez; ausência total de resposta.
O: Olhar de esguelha – Olhar de lado; desconfiado; olhar com más intenções.
P: Pouco chiqueiro – Ordem de silêncio; pouco barulho!
Q: Quilhe-se – Interjeição que manifesta desinteresse, desistência; que se lixe!; que se dane!
R: Rabelo - Embarcação tradicional do Douro, que transportava o vinho para as caves; designação dada aos migrantes que vinham para o Porto oriundos de Cinfães, Castelo de Paiva, Marco de Canaveses.
S: Selada – Corruptela de salada.
T: Tacha arreganhada – Rir, mostrando os dentes; pessoa que ri muito.
U: Unhas de fome – Avarento.
V: Vamos nessa – Vamos embora; assentimento.
W: Whaaat?! (Esta não está no livro, mas com a quantidade crescente de turistas que visitam a cidade é uma expressão cada vez mais ouvida na Invicta, mesmo na boca dos locais.)