Aventuras que nos distraem
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@literacidades
10 de janeiro de 2023
Sabe bem, de vez em quando, uma leitura mais leve. Todos gostamos de grandes emoções e corações acelerados, mas, por vezes, tudo o que a vida pede é um livro que nos ponha bem-dispostos e nos entretenha. Desengane-se quem pensa que leveza tem de ser sinónimo de superficialidade. Estes livros que aqui trazemos dão-nos grandes momentos, levam-nos também a refletir, a não descansar até resolver um enigma e, porque não, a sorrir com vontade.
A Mandíbula de Caim
Esta é uma nova edição de uma das maiores aventuras literárias de sempre. Um autêntico puzzle, ou um cubo mágico, se preferir. Se gosta de desvendar histórias, de construir a sua própria narrativa a partir do que o autor lhe vai dando, este é o desafio premium. Apenas para lhe dar uma ideia: as páginas desta história não estão impressas por ordem, sendo totalmente aleatória a organização que o autor lhes resolveu dar. É o leitor que vai construir e descobrir tudo: o enredo, as personagens que são assassinadas e quem as mata. Torquemada é o nome pelo qual Edward Powys Mathers ficou conhecido. Edward era um autor inglês, que em 1934 publicou aquele que é considerado, ainda hoje, o maior quebra-cabeças da literatura. O escritor trazia já muita bagagem das palavras-cruzadas crípticas que escrevia para o jornal The Observer, mas foi com este A Mandíbula de Caim que surpreendeu tudo e todos. Se não conseguir resolver este intrincado enredo, não se preocupe. Apenas três pessoas o conseguiram desde que foi publicado e olhe que já lá vão quase noventa anos. Para tornar o desafio mais apetitoso, a editora promete premiar o primeiro leitor a encontrar quem morreu e quem matou. Para isso, precisa de mergulhar de cabeça num livro que, diz-se, poderia ser um filho hipotético de Agatha Christie e James Joyce.
QUERO LER!
Arsène Lupin contra Herlock Sholmès
Por aqui adoramos histórias de aventuras. Ou melhor, crescemos ambos a devorar as peripécias de Os Cinco, de Enid Blyton e com os enigmas levantados pela coleção Uma Aventura, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Quando crescemos um pouco mais, aquele mundo fascinante de Poirot e Miss Marple tornou-se motivo de longas horas a devorar a famosa coleção vampiro. Arsène Lupin pertencia mais ao ideário dos pais. Criada em 1905 por Maurice Blanc, os dezoito romances, trinta e nove novelas e cinco peças de teatro onde participava este «ladrão cavalheiro» não fizeram parte do elenco dos livros de aventuras que nos preencheram a adolescência. Foi, sem dúvida, uma pena. Mas, por outro lado, permite-nos agora descobrir esta personagem fascinante, voltando às leituras descontraídas que fazíamos naqueles anos. E Arsène Lupin tem muito mais que se lhe diga. É aquele bom vilão que faz a vida negra aos maus vilões e por quem ficamos a torcer ao longo de toda a narrativa. Aqui encontramo-lo envolvido em três roubos inexplicáveis: uma secretária com um bilhete premiado, o diamante azul de um barão e uma misteriosa lâmpada judia. E Lupin não terá a vida facilitada pelo detetive britânico que o persegue e cujo nome talvez não seja uma coincidência…
QUERO LER!
Finalmente o Verão
Estamos em pleno inverno e tudo o que desejamos é o verão. Já que não é possível adiantar o calendário, então que a estação dos sorrisos chegue através da literatura. Nesta novela gráfica, vamos suspirar várias vezes, sorrir outras e de certeza que se vai lembrar daqueles verões eternos da juventude. Três meses de férias, a única preocupação era que os mesmos amigos estivessem no mesmo local onde anualmente os pais nos levavam a mergulhos. Do resto, o próprio verão se encarregava e até aqueles dias chuvosos eram especiais, pois inventávamos jogos e víamos filmes com a mesma emoção com que íamos à praia.
Neste livro, vai encontrar um desses verões. Rose e Windy são amigas desde pequenas, habituadas a passar o verão ao lado uma da outra, na espécie de vila resort para onde os pais as levam anualmente. Ambas estão a entrar na adolescência, terra de imensas descobertas e aflições. Mas também onde as diferenças de idade, por pequenas que sejam, podem significar um mundo de diferenças. Todos já fomos Rose e Windy e sabemos como é bom recordar esses imensos verões das grandes dúvidas e das maiores certezas.
QUERO LER!
Neste livro, vai encontrar um desses verões. Rose e Windy são amigas desde pequenas, habituadas a passar o verão ao lado uma da outra, na espécie de vila resort para onde os pais as levam anualmente. Ambas estão a entrar na adolescência, terra de imensas descobertas e aflições. Mas também onde as diferenças de idade, por pequenas que sejam, podem significar um mundo de diferenças. Todos já fomos Rose e Windy e sabemos como é bom recordar esses imensos verões das grandes dúvidas e das maiores certezas.
O Mundo de Sofia
Este é um clássico. Em muitos quartos de adolescentes dos anos noventa havia um espaço na estante para esta Sofia, tão curiosa e inteligente. O livro que apresenta a filosofia aos jovens serve bem para os adultos, também, e, embora não seja (em vários sentidos!) um livro leve, é com uma revigorante leveza que nos fala de temas profundos, tratados habitualmente na literatura de forma muito técnica, que nem sempre permite que seja acessível a todos. Estaríamos melhor se pudéssemos levar este livro para a praia e o lêssemos entre uma caipirinha e um mergulho. Aí poderíamos refletir à vontade sobre o que vamos lendo e dar asas à imaginação. Mas, enquanto as nuvens não se dissipam, deixemos que este livro nos faça companhia também.
Aqui, a jovem Sofia, de catorze anos, começa a receber bilhetes anónimos, na véspera do seu aniversário, com perguntas enigmáticas. «Quem és tu?» e «Qual a origem do mundo?» são as primeiras e não são de fácil resolução. Os postais são enviados por um major desconhecido e têm como destinatário Hilde Møller Knag, alguém que Sofia não imagina quem seja. A trama adensa-se a cada página e, sendo este um livro de ficção, sem dúvida que é a filosofia ocidental a personagem principal de uma história que, enquanto nos distrai, nos ensina e faz pensar. Se preferir, a novela gráfica sobre o livro é também uma excelente opção.
QUERO LER!
Aqui, a jovem Sofia, de catorze anos, começa a receber bilhetes anónimos, na véspera do seu aniversário, com perguntas enigmáticas. «Quem és tu?» e «Qual a origem do mundo?» são as primeiras e não são de fácil resolução. Os postais são enviados por um major desconhecido e têm como destinatário Hilde Møller Knag, alguém que Sofia não imagina quem seja. A trama adensa-se a cada página e, sendo este um livro de ficção, sem dúvida que é a filosofia ocidental a personagem principal de uma história que, enquanto nos distrai, nos ensina e faz pensar. Se preferir, a novela gráfica sobre o livro é também uma excelente opção.