A sua vida parece um romance de Murakami?

7 casos em que parece viver num romance de Haruki Murakami
7 casos em que parece viver num romance de Haruki Murakami
Quantas vezes, enquanto lia, a sua vida pareceu equiparar-se à do livro?

Os leitores de Haruki Murakami terão uma resposta pronta para esta questão: várias. O escritor japonês é prodigioso em fazer com que a nossa vida real se assemelhe aos seus romances (ou a partes deles), tornando-nos reclusos da própria história. Ninguém pode fechar um livro sem saber «o que vai acontecer, afinal, com esta personagem que é tão parecida comigo», essa combinação de prazer e desconforto.

Naquela fina linha, que destrinça a ficção do real, acontece magia. Numa narrativa pós-moderna, em que peixes chovem do céu e gatos conversam, nem tudo é absurdo. Porque as «histórias devem ser contagiosas», admite o autor, (leia a entrevista exclusiva aqui), há momentos em que julgamos viver nas entrelinhas.

Reunimos sete. Identifica-se com algum?
#1
A maioria dos seres humanos causam-lhe desconforto e você adquiriu uma capacidade extraordinária de falar com gatos. Para si, passou a ser normal sentar-se ao pé de um gato e iniciar uma conversa.
(Kafka à Beira-mar)
#2
Recém-chegado a uma grande cidade, sente-se melancólico/a, depressivo/a. Vive por osmose preso a uma rotina enfadonha e há uma juventude que ficou para trás. Enamora-se de alguém, essa pessoa deixa-o/a (e, depois, suicida-se). Tem que lidar com a perda, o sofrimento e com o vazio existencial. E com o facto, agora permanente, de não saber o motivo porque foi deixado/a.
(Norwegian Wood)
#3
Podemos investir muito tempo e esforço para conhecer outra pessoa, mas, no final, quão perto podemos chegar à essência dessa pessoa? Convencemo-nos de que conhecemos bem o outro, mas saberemos mesmo alguma coisa importante sobre alguém?
Ah, você encontra consolo enquanto passa roupa a ferro. Nenhuma outra coisa o/a acalma tanto.
(Crónica do Pássaro de Corda)
#4
A solidão, sempre a solidão, e a procura insaciável do amor. Você apaixona-se por uma pessoa, mas essa pessoa conhece uma outra e apaixona-se. A terceira pessoa não é capaz de amar ninguém. Forma-se um triângulo amoroso e o desfecho é assombroso.
(Sputnik, Meu Amor)
#5
– Esparguete? Quem é que se lembra de cozinhar esparguete às dez e meia da manhã?
– Não é da sua conta – repliquei. – Estou no meu direito de comer o que quero e à hora que quero.

Nada a fazer. Você adora esparguete e fica muito incomodado/a se o telefone toca e interrompe essa nobre tarefa de conseguir a massa perfeita. Al dente. 9 minutos não chegam e 11 é demasiado.
(Crónica do Pássaro de Corda)
#6
Há poucas coisas que lhe deem tanto prazer na vida como a corrida. Treina diariamente, com uma boa playlist musical, as suas confidências, a noção da passagem do tempo, os lugares e as pessoas. Está tudo ali: um bípede em busca da verdade.
(Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo)
#7
Por força do destino, a sua vida e a de outra pessoa de quem gosta muito seguem caminhos diferentes. Ela regressa 20 anos mais tarde e você apercebe-se que o amor e o desejo, irracionais, sobreviveram à passagem do tempo. E vai pôr todo o seu presente em risco.
(A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol)

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