7 palavras para falar e escrever melhor
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8 de fevereiro de 2018
Capa do livro Na Ponta da Língua, de Sérgio Luís de Carvalho
Este livro contempla mais de 200 palavras que nos ajudam a falar e a escrever melhor.
Algumas fazem parte do nosso discurso diário; outras já as ouvimos, mas não as usamos; e outras ainda podemos nem as conhecer.
Conhece ou já usou algumas destas palavras?
Algumas fazem parte do nosso discurso diário; outras já as ouvimos, mas não as usamos; e outras ainda podemos nem as conhecer.
Conhece ou já usou algumas destas palavras?
#1 – SOFISTA
Assim se denomina alguém cujos argumentos (sofismas) são falaciosos, erróneos e enganosos.
Mas por sofistas também devemos considerar os seguidores de uma escola filosófica grega que pugnava pela racionalidade como base para a compreensão de processos racionais e/ou irracionais.
Mas por sofistas também devemos considerar os seguidores de uma escola filosófica grega que pugnava pela racionalidade como base para a compreensão de processos racionais e/ou irracionais.
#2 – ANÁTEMA
Estamos a falar de uma severíssima censura que lança uma espécie de maldição sobre uma pessoa, um grupo ou uma ideia. É comum acompanhar a excomunhão, mas não se confunde totalmente com ela. (…9 Seja como form, é interessante constatar que o primeiro romace de Camilo Castelo Branco tem esse mesmo título (anátema, 1851), assumindo a palavra neste caso o duplo sentido de maldição e de vingança.
#3 – CÓDICE
Na verdade, códice designa os antigos livros manuscritos que eram produzidos e/ou copiados pelos monges copistas. A bem dizer, a palavra livro tem sido até aqui mal aplicada, já que formalmente o livro só surge com a criação da imprensa, no séc. XV. Se o caro leitor usar a palavra códice para se referir aos livros antigos manuscritos antes dessa invenção, estará afinal a ser rigoroso. Livro é que não é correto.
#4 – ORDÁLIO
Sendo histórico, o termo mantém-se atual, significando um grande sofrimento ou provação.
Na Idade Média, o ordálio (ocasionalmente, ordália) era uma prova que alguém deveria executar com êxito para asseverar a sua inocência. O termo evoluiu, mantendo a aceção de sacrifício, de prova extrema, de privação ou tormento, podendo ser neste sentido que o leitor o pode usar, mesmo que não esteja a referir-se, como é óbvio, ao seu significado histórico.
Se o ordálio nos remete para provas duríssimas e para provações severíssimas, já a palavra…
Na Idade Média, o ordálio (ocasionalmente, ordália) era uma prova que alguém deveria executar com êxito para asseverar a sua inocência. O termo evoluiu, mantendo a aceção de sacrifício, de prova extrema, de privação ou tormento, podendo ser neste sentido que o leitor o pode usar, mesmo que não esteja a referir-se, como é óbvio, ao seu significado histórico.
Se o ordálio nos remete para provas duríssimas e para provações severíssimas, já a palavra…
#5 – ALVÍSSARAS
… nos leva até um mundo de recompensas e de benesses. Na realidade, o termo significa recompensa, prémio ou benesse dada em retribuição de um serviço, de um favor ou apenas da transmissão de boas novas.
#6 – DISTOPIA
Normalmente, encaramos as utopias como uma coisa positiva. Mas quem disse que as utopias têm de ser sempre positivas? E se for uma sociedade onde o poder é totalitário, a estupidez e a ignorância imperam, a engenharia social é levada ao extremo e as emoções humanas são manipuladas em prol de uma elite dominante? Enão, mais do que uma utopia, estamos perante uma distopia, ou seja, uma utopia negativa.
#7 – POLISSEMIA
É, em linguística, um conceito que se refere a uma palavra que tem vários significados. Por exemplo, quando falamos de pena, tanto podemos designar a pluma de uma ave como um sentimento (o dó).
Wook espera?
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