Todas as Famílias Felizes

de Miguel d’Alte
Livro eBook
Editor: Suma de Letras, novembro de 2025 ‧
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Na noite de 5 de novembro de 2012, na cidade do Porto, Clara Paixão, de 12 anos, desaparece sem deixar rasto no caminho entre a escola e casa. É de imediato lançada uma investigação. Os inspetores Jaime Ferreira e Beatriz Peixoto, da Polícia Judiciária, são chamados ao local e veem-se enredados numa teia de segredos e mentiras.

Entretanto, na isolada Ilha do Poço Negro, o polémico jornalista Ademar Leal vive em penitência. Apesar de estar desempregado, resiste ao convite para escrever um livro sobre a resolução dos crimes do verão de 1985. Com o tempo, porém, os dias tornam-se inteiros e as noites, longas; as suas pulsões perseguem-no.

Até que, certa noite, recebe um telefonema perturbador que o obriga a mergulhar no caso mais chocante e macabro da sua carreira.
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Miguel D'Alte De A a W

O De A a W é uma rubrica da Wook na qual desafiamos uma personalidade a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Miguel D’Alte nasceu no Porto em 1990, e continua a residir na Invicta. A suas paixões são a literatura e a escrita. Estudou também guionismo, o que pode ajudar a explicar por que conta histórias com o suspense, a atmosfera e o ritmo de um bom filme.
Estreou-se na literatura em 2022, com O Lento Esquecimento de Ser, a história de um homem e da sua escrita através das décadas, a que seguiu, em 2023, Os Crimes do Verão de 1985, um thriller em torno de um crime ocorrido numa noite de tempestade numa pequena ilha. Depois do romance A Origem dos Dias (2024), o escritor lança agora Todas as Famílias Felizes. O quarto romance de D’Alte é um thriller que se desenrola a partir do dia em que uma menina de 12 anos não regressa da escola a casa, sendo dada como desaparecida. Os inspetores encarregues do caso rapidamente percebem que estão numa encruzilhada de segredos e mentiras. A história está ligada à de Os Crimes do Verão de 1985, resgatando o jornalista Ademar Leal, um dos seus protagonistas. Tendo resistido, ao longo dos anos, a aceitar o convite de escrever um livro sobre os crimes do tal verão, vê-se agora puxado para dentro do caso mais chocante e arrepiante da sua carreira jornalística.
Percorra o nosso alfabeto com Miguel D’Alte.   De A a W Miguel D’Alte A – Angústia. Os meus livros têm uma grande dose de angústia.

B – Bebida. Gosto de desenvolver personagens com vícios.

C – Conflito. Sem conflito não há história.

D – Desaparecimento de Clara Paixão, o evento que espoleta a narrativa de Todas as Famílias Felizes.

E – Esperança. Recentemente disseram numa apresentação que a minha obra se podia resumir a «trazer luz às trevas» e vi-me a concordar.

F – Falível. Tal como na vida real, as minhas personagens são falíveis. G – Gaiola. Há livros que a abrem.

H – Henri Benoît, o protagonista do meu primeiro romance, O Lento Esquecimento de Ser.

I – Ilha do Poço Negro, a ilha fictícia onde vive Ademar Leal, protagonista dos meus policiais.

J – Jornalista, a profissão de Ademar Leal.

K – Kundera, autor do meu livro de eleição, A Insustentável Leveza do Ser.

L – Lyon, cidade onde o protagonista de A Origem dos Dias, Tomás Franco, procura refúgio.

M – Mal. O Mal, com letra maiúscula, que tento compreender e dar corpo quando escrevo.

N – Narrador. Gosto sempre de narradores pouco fidedignos.

O – Ofício de escrita.

P – Porto, cidade onde se passa grande parte dos meus livros. Q – Quando? Quando se passam as histórias é muito importante na estrutura narrativa dos meus livros.

R – Romance. As minhas histórias também são de amor.

S – Silêncio. Nos silêncios há muitas palavras.

T – Transformação. As minhas personagens transformam-se ao longo das narrativas.

U – Utopia. Uma palavra que admiro.

V – Valores. Ademar Leal é um jornalista com os valores antigos da profissão e defende-os até à morte.

W – Wook.

Todas as Famílias Felizes

de Miguel d’Alte

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895893126
Editor: Suma de Letras
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 231 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 448
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 9789895893126

Que livro!

Susana

Estou passada!! Não costumo ler muitos policiais/thrillers, mas estou muito feliz por ter lido este. Acabei de o ler e acho, inclusive, que ainda estou de boca aberta.. Certamente vou ler todos os outros livros do Miguel. Apesar de pesado e intenso, o livro está espetacularmente escrito e prende-nos desde o primeiro instante.

Avassalador!

Helena Leote

Uma narrativa fantástica a cargo de um jovem autor português. Num registo intenso e sombrio, vai-nos narrando, através da personagem Ademar Leal, um jornalista, casos terríveis de desaparecimento, rapto, abuso e morte de meninas de 12 anos, cuja resolução compete à Policia Judiciária. A sua escrita descritiva e evocativa transporta-nos para atmosferas envolventes, cria-nos poderosas emoções e imagens na nossa mente. As suas personagens revestem-se de complexidade. Este autor mistura mistério, suspense e crítica social de modo magistral. À medida que a leitura decorria, via as suas palavras como tintas e pincéis que iam esboçando e colorindo a história, tornando-a avassaladora. Recomendo!

Muito bom!

Ana Sande

Um dos meus objectivos para este ano era ler mais autores portugueses; sem conhecer, comprei este livro; e que boa surpresa foi! Excelentemente escrito, óptimo enredo e personagens credíveis, não fica nada a dever a autores de thrillers já consagrados. Já comprei outro livro do autor.

Intenso

Isabel Freitas

Intenso, duro e impossível de largar. Houve partes em que tive de parar para respirar. Uma história incrível que nos deixa tanto nos deixa sem chão de tão perfeito. Um dos autores que mais gosto.

ADOREI!

Vanessa Ferrão

Super recomendo. É aquele livro que não conseguimos parar de ler desde que o iniciamos. Uma escrita de leitura fácil, que nos desperta o interesse a todos os momentos de virada da história e sem dúvida que a ligação que se cria entre as duas personagens principais, é de enternecer. A aguardar o próximo livro do autor.

Fantástico

Liliana

Que este autor nunca pare de escrever. Viciante, bem escrito, ao nível de grandes autores estrangeiros.

Muitíssimo bom!

Sónia

Como leitora de policiais reconheço que não é fácil ter mestria para escrever policiais com profundidade. Ainda por cima muitíssimo bem escritos e com uma ação que, além de não desmotivar o leitor (antes pelo contrário!), consegue enquadrar, na perfeição, vários aspectos da nossa portugalidade. Miguel d'Alte conseguiu-o e, mais uma vez, nos brinda com um livro que não largamos enquanto não chegamos ao final. Por falar nisso, alguns talvez não o percebam, visto desejarem uma versão mais romanceada da estória, mas creio que tendo em conta as características de Ademar Leal esse mesmo final se enquadra perfeitamente. A prova de que é possível escrever policiais com a qualidade, nalguns casos até superior, a muitos que vêm de fora! Muitíssimo bom!

Viciante

Rita

Escrita cinco estrelas, enredo viciante. O autor conquistou-me com Os crimes do verão de 1985, ao ponto de ter ido logo a correr ler este Todas as famílias felizes que, por sorte, acabou de sair, o que me deu a possibilidade de seguir as aventuras e desventuras de Ademar Leal com pouquíssimo tempo de intervalo. Mas não se enganem, não há nenhuma ligação entre os dois livros que implique uma leitura sequencial. Apenas partilham este personagem. Desta vez não tive qualquer suspeita relativamente à autoria dos crimes, fui bem surpreendida. Mas ainda mais surpreendida fiquei com a história paralela à investigação criminal. Conhecemos outra faceta do nosso Ademar e recebemos um final, como direi, inesperado. A história, à semelhança do livro anterior, é dura e fala de uma realidade monstruosa. A ação decorre entre o passado e o presente, alternando entre a investigação, um narrador externo e os capítulos de um livro escrito mais tarde. As reviravoltas mantiveram-me presa do início ao fim, num jogo de nervos, desconforto e obscuridade. Dei por mim a aproveitar todos os minutos para ler só mais uma página. Personagens intensos, imperfeitos, assombrados pelo passado, o retrato de um Portugal esquecido e atrasado, num enredo em que aquilo que parece quase sempre nunca é. Tolstoi dizia que todas as famílias felizes são parecidas e que as infelizes são-no cada uma à sua maneira. A dimensão do inferno de cada indivíduo é única-todos temos os nossos "infernos pessoais" e o que é interessante do meu ponto de vista é perceber como lidamos com eles. O que me manteve agarrada até ao fim desta história foi, tanto quanto descobrir o culpado, a tentativa de compreender a razão, de encontrar um porquê. Se há uma resposta para estas inquietações? Terão que ler o livro para descobrir.

Magnífico!!

Ana Abreu

Já tinha ficado maravilhada com "Os Crimes do Verão de 1985", e o sentimento mantém-se neste "Todas ad Familias Felizes"! Estava ansiosa por um fim de semana em que pudesse concluir esta leitura, porque o que ia lendo durante a semana sabia a pouco. De leitura compulsiva, recomendo muito!

Leiam!

Cláudia Pinto

Absolutamente perfeito. Adorei a escrita, fluidez, a história crua e sem floreados, as diferentes direcções que o autor nos levava na investigação e o culminar da história.

SOBRE O AUTOR

Miguel d’Alte

Miguel d'Alte nasceu em 1990, no Porto, onde reside. Viveu na República Checa, França, Angola e Luxemburgo. Persegue as suas grandes paixões: a literatura e a escrita, mas também viajar, a história, o rock 'n' rol. Tem dois cães, Buk e Lolita. Estudou escrita de ficção e guionismo. Elege como suas principais influências Charles Bukowski, Michel Houellebecq e João Tordo, e, no género thriller, Joël Dicker e os policiais nórdicos. Em setembro de 2022, publicou o seu primeiro livro, "O Lento Esquecimento de Ser", um romance ambientado em Paris durante o Maio de 1968, e, em outubro de 2023, "Os Crimes do Verão de 1985", um aclamado thriller sobre um caso arquivado e de ambiente claustrofóbico. O seu terceiro livro, o romance "A Origem dos Dias", foi publicado em setembro de 2024 e considerado no Jornal de Letras como um dos melhores romances do ano. Em novembro de 2025, publicou o seu quarto livro, "Todas as Famílias Felizes".

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