O Lento Esquecimento de Ser

de Miguel d’Alte
Editor: Edições Trebaruna, abril de 2024 ‧
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1942, Étretat. Na vila ocupada pelo exército nazi, uma criança vagueia sozinha pela casa à noite. A mãe é alcoólica e prostitui-se, o silêncio que o rodeia subjuga-o. Até que conhece Alice entre as estantes da biblioteca.

Verão de 1967, Paris. O famoso escritor Henri Benoît procura a sua redenção. Após anos de luta contra o alcoolismo e vícios, relações falhadas e páginas em branco, aceita o convite para lecionar na Universidade de Sorbonne. Respira-se mudança, é a véspera da revolução.

Inverno de 2001, Porto. Jean-Luc Garrel, um jornalista de meia-idade amargurado e dependente da bebida, regressa à cidade à procura de um livro maldito. No dia anterior, soube da morte de Henri Benoît, seu antigo professor na Sorbonne. A notícia abalou França: o polémico escritor estava desaparecido há mais de trinta anos, desde os eventos revolucionários de maio de 1968, momento em que foi despedido.

Esta é a história de um homem e da sua escrita através das décadas, onde os dias e as memórias se confundem e perdem, e a sua busca vã de compreender o tempo e o ser, o alcance dos erros, a empatia e o amor. Porque nem sempre é fácil perceber onde acaba a realidade e começa a ficção.

Porque desapareceu Henri Benoît durante trinta e três anos?
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Miguel D'Alte

Na ficção portuguesa contemporânea, atual, novíssima, Miguel D'Alte destaca-se. Pela construção de ambiente, mas também pelo tipo de abordagem que faz ao lado mais íntimo e humano das suas personagens. Uma escrita que explora a complexidade da fronteira entre o que desejamos e aquilo de que precisamos, em especial na forma como constrói personagens que enfrentam extremos, como a solidão ou o vício, num ambiente em que cada detalhe contribui para um quadro maior, ao nível das várias camadas da interpretação. Com grande habilidade para criar expectativa, Miguel D'Alte é um dos autores que mais nos tem surpreendido, sobretudo por resgatar o fascínio pela personagem limite, que vive à margem, numa espiral de alheamento e mistério, tão característica do noir.
O Lento Esquecimento de Ser No seu primeiro romance, D'Alte traz uma reflexão sobre a memória e o impacto do tempo na identidade pessoal. A história acompanha uma personagem em luta para manter a memória intacta, uma batalha onde o passado é uma âncora que lentamente se perde. A narrativa é contida, com uma escrita que consegue comunicar a sensação de perda e vazio sem recorrer a excessos. Os leitores têm destacado a forma como Miguel D'Alte conduz essa experiência, tornando quase tangível o processo de esquecimento que a personagem atravessa. Não é apenas uma história sobre a memória; é um questionamento sobre a essência do ser, onde o autor evita romantizar as lembranças e trata o passado como algo que se dissolve, deixando apenas vestígios. Num enredo entre Portugal e França, entre a apatia e a revolução, a figura do escritor maldito vai afirmar-se, já neste primeiro romance, como uma presença constante na obra do autor. A sobriedade na escrita, que não significa a planura de emoções, torna este romance uma leitura onde cada cena parece carregada de significados não ditos, e a forma como o autor navega entre presente e passado revela um domínio muito próprio das técnicas da narrativa. COMPRO NA WOOK! »







Os Crimes do Verão de 1985 O seu segundo romance é um thriller, onde Miguel D’Alte cria uma trama policial que se passa durante um verão, no passado, numa ilha inventada, onde o isolamento amplifica as tensões e os segredos de uma pequena comunidade. A história desdobra-se com um ritmo que se vai intensificando, levando o leitor numa jornada que parece amarrada em detalhes aparentemente comuns, mas que escondem pistas e segredos. O cenário é habilmente descrito, com uma precisão que deixa o leitor imerso no tempo e no espaço da narrativa. Um dos pontos mais fortes é a construção das relações humanas, algo que não é muito habitual neste tipo de romances, já que cada personagem parece ter um passado que resiste a vir à tona, mas que se revela aos poucos. O suspense é construído sem pressa, resultando numa narrativa tensa e bem estruturada, em que cada revelação é uma peça de um quebra-cabeças maior. A habilidade do autor em sustentar a expectativa ao longo do romance não obsta a que este seja um thriller que pondera, na mesma medida, o desenvolvimento e o desenlace, não se sobrepondo nunca o whodunnit à própria história em si. COMPRO NA WOOK! » A Origem dos Dias Em A Origem dos Dias, Miguel D'Alte explora a busca da identidade marcada pela herança familiar e pelo peso das memórias. Tomás Franco, o protagonista, é um jovem escritor em conflito consigo mesmo, que revisita o passado do avô, Pierre Lacroix, um misterioso autor franco-português com uma vida envolta em mistério. Essa busca pessoal traz à tona temas como a complexidade das relações familiares e o impacto da escrita como meio de reconstrução e superação. Além da relação enigmática com Leonor, que evoca tanto o desejo quanto a perda, Tomás é forçado a confrontar as marcas deixadas pelo tempo e a entender o que se herda além de simples memórias. D'Alte constrói a narrativa com fragmentos que refletem o próprio dilema do protagonista, compondo uma reflexão profunda sobre o papel do passado na definição de quem somos e sobre o poder transformador da escrita. Entre Portugal, França, a Florida e Marrocos, a escrita de A Origem dos Dias torna o livro um page turner, não obstante tratar-se de temas densos e que refletem os recantos mais escondidos das tensões entre os homens.

Miguel D'Alte já se impôs como uma referência na literatura portuguesa contemporânea, revelando-se mais do que uma promessa. Com uma obra que combina elementos clássicos e uma abordagem profundamente pessoal que reflete, inclusive, lugares por onde o próprio escritor vai passando, é hoje uma das vozes mais marcantes da ficção literária nacional. COMPRO NA WOOK! »

O Lento Esquecimento de Ser

de Miguel d’Alte

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899166523
Editor: Edições Trebaruna
Data de Lançamento: abril de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 232 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 262
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899166523

Inesquecível

Pedro

Foi o último livro do autor que li, mas o seu primeiro, e não lhe tira mérito absolutamente nenhum. A escrita do Miguel perpetua-se com esta história, que guardarei e recordarei. É absolutamente magnífico o que o autor consegue com este livro. Sem dúvida um dos meus autores favoritos.

Muito bom

Carla

Muito bom. O Miguel tem uma escrita tão boa que queremos ler o livro sem parar e ao mesmo tempo ler devagarinho para que não termine. Neste livro consegue que sintamos que estamos na "pele" do protagonista e em muitos momentos sentimos mesmo todas as suas angústias e solidão.

Excelente!

Isabel M.

Jean-Luc Garrel recebe, em 2001, a notícia da morte do escritor Henri Benoît. Ninguém sabia do escritor francês desde 1968, numa altura em que foi professor de Jean-Luc na Sorbonne. Mas Jean-Luc sabia! Tinha estado com ele, em 1991, na cidade que Henri escolheu para passar incógnito os últimos anos da sua vida: no Porto! Miguel D’Alte apresenta uma história comovente, saltando entre vários momentos temporais, tal como no livro Os Crimes do Verão de 1985. Deixou-me a pensar no quanto é difícil o trabalho de um escritor: o produto final chega às nossas mãos e não fazemos ideia de todo o processo (e estado de espírito) por que passa o autor… Apesar de não ser um livro policial, adorei!

Inesquecível

Carla Biscaia

Dos melhores livros que li nos últimos tempos de um autor português. Com uma escrita que nos prende e uma história especial e depois um final uau! As personagens vão ficar comigo durante muito tempo.

SOBRE O AUTOR

Miguel d’Alte

Miguel d'Alte nasceu em 1990, no Porto, onde reside. Viveu na República Checa, França, Angola e Luxemburgo. Persegue as suas grandes paixões: a literatura e a escrita, mas também viajar, a história, o rock 'n' rol. Tem dois cães, Buk e Lolita. Estudou escrita de ficção e guionismo. Elege como suas principais influências Charles Bukowski, Michel Houellebecq e João Tordo, e, no género thriller, Joël Dicker e os policiais nórdicos. Em setembro de 2022, publicou o seu primeiro livro, "O Lento Esquecimento de Ser", um romance ambientado em Paris durante o Maio de 1968, e, em outubro de 2023, "Os Crimes do Verão de 1985", um aclamado thriller sobre um caso arquivado e de ambiente claustrofóbico. O seu terceiro livro, o romance "A Origem dos Dias", foi publicado em setembro de 2024 e considerado no Jornal de Letras como um dos melhores romances do ano. Em novembro de 2025, publicou o seu quarto livro, "Todas as Famílias Felizes".

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