Miguel D'Alte De A a W

13 de novembro de 2025
O De A a W é uma rubrica da Wook na qual desafiamos uma personalidade a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Miguel D’Alte nasceu no Porto em 1990, e continua a residir na Invicta. A suas paixões são a literatura e a escrita. Estudou também guionismo, o que pode ajudar a explicar por que conta histórias com o suspense, a atmosfera e o ritmo de um bom filme.
Estreou-se na literatura em 2022, com O Lento Esquecimento de Ser, a história de um homem e da sua escrita através das décadas, a que seguiu, em 2023, Os Crimes do Verão de 1985, um thriller em torno de um crime ocorrido numa noite de tempestade numa pequena ilha. Depois do romance A Origem dos Dias (2024), o escritor lança agora Todas as Famílias Felizes. O quarto romance de D’Alte é um thriller que se desenrola a partir do dia em que uma menina de 12 anos não regressa da escola a casa, sendo dada como desaparecida. Os inspetores encarregues do caso rapidamente percebem que estão numa encruzilhada de segredos e mentiras. A história está ligada à de Os Crimes do Verão de 1985, resgatando o jornalista Ademar Leal, um dos seus protagonistas. Tendo resistido, ao longo dos anos, a aceitar o convite de escrever um livro sobre os crimes do tal verão, vê-se agora puxado para dentro do caso mais chocante e arrepiante da sua carreira jornalística.
Percorra o nosso alfabeto com Miguel D’Alte.
 
De A a W
Miguel D’Alte
A – Angústia. Os meus livros têm uma grande dose de angústia.

B – Bebida. Gosto de desenvolver personagens com vícios.

C – Conflito. Sem conflito não há história.

D – Desaparecimento de Clara Paixão, o evento que espoleta a narrativa de Todas as Famílias Felizes.

E – Esperança. Recentemente disseram numa apresentação que a minha obra se podia resumir a «trazer luz às trevas» e vi-me a concordar.

F – Falível. Tal como na vida real, as minhas personagens são falíveis.
G – Gaiola. Há livros que a abrem.

H – Henri Benoît, o protagonista do meu primeiro romance, O Lento Esquecimento de Ser.

I – Ilha do Poço Negro, a ilha fictícia onde vive Ademar Leal, protagonista dos meus policiais.

J – Jornalista, a profissão de Ademar Leal.

K – Kundera, autor do meu livro de eleição, A Insustentável Leveza do Ser.

L – Lyon, cidade onde o protagonista de A Origem dos Dias, Tomás Franco, procura refúgio.

M – Mal. O Mal, com letra maiúscula, que tento compreender e dar corpo quando escrevo.

N – Narrador. Gosto sempre de narradores pouco fidedignos.

O – Ofício de escrita.

P – Porto, cidade onde se passa grande parte dos meus livros.
Q – Quando? Quando se passam as histórias é muito importante na estrutura narrativa dos meus livros.

R – Romance. As minhas histórias também são de amor.

S – Silêncio. Nos silêncios há muitas palavras.

T – Transformação. As minhas personagens transformam-se ao longo das narrativas.

U – Utopia. Uma palavra que admiro.

V – Valores. Ademar Leal é um jornalista com os valores antigos da profissão e defende-os até à morte.

W – Wook.

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