Velhos Supérfluos
Teses sobre o capitalismo e a velhice
SINOPSE
Partindo da crítica do valor e da dissociação-valor de Robert Kurz e Roswitha Scholz, Andreas Urban analisa como a sociedade capitalista é estruturalmente hostil à velhice e as pessoas idosas são vistas como supérfluas por não serem produtoras de valor.
Escalpelizando problemáticas como a activação dos mais velhos mediante programas e discursos de active aging e anti-aging que negam essa fase avançada da vida, ou o lar de idosos como instituição de custódia para indesejados, Velhos Supérfluos expõe o modo como o capitalismo tende a excluir todos os seres humanos que se revelarem incapazes de participar activamente na economia de mercado da sociedade do trabalho.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726084488 |
| Editor: | Antígona |
| Data de Lançamento: | maio de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 137 x 210 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 200 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Outros
|
| EAN: | 9789726084488 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Velhos Supérfluos de Andreas Urban
Pedro Quintela
Este livro reúne 2 artigos de Andreas Urban em torno da questão da velhice e do envelhecimento nas sociedades capitalistas contemporânea, publicados em 2018 e em 2020 na revista EXIT, aos quais se acrescenta um prefácio inédito que procura enquadrar o leitor no esquema teórico que enquadra o autor, associado essencialmente à corrente da chamada “crítica do valor” e da “crítica da dissociação-valor” (Robert Kurz, Roswitha Scholz). Teoricamente sólida, achei bastante acutilante a análise crítica que Urban apresenta das novas retóricas que têm ganho crescente relevância nos últimos anos, seja no contexto académico, com a afirmação dos estudos gerontológicos, por exemplo, seja no espaço público, político e mediático, com a proliferação de discursos cada vez mais populares em torno da “ativação” dos mais velhos através de programas de envelhecimento ativo, mas também em torno da dimensão psicossocial associa às questões do corpo e da beleza (com nuances de género às quais o autor dedica bastante atenção), em particular no primeiro e longo artigo “Velhice (Envelhecimento) e Dissociação-Valor”. O segundo artigo, “A Superfluidade como Instituição Total”, centra-se na questão da institucionalização dos mais velhos, designadamente em lares de idosos, revelando uma grande proximidade com o pensamento foucaultiano. Recomendo!
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