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Uma Mulher Sem Importância

A história de Virginia Hall, a espia mais procurada pela Gestapo

de Sonia Purnell
Editor: CRITICA, abril de 2021 ‧
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Virginia Hall a socialite americana que ajudou a ganhar a Segunda Guerra Mundial, está envolta no esquecimento, apesar dos seus atos heroicos.
Nesta biografia sem precedentes e minuciosamente pesquisada, a autora traz à luz do dia uma das maiores heroínas de sempre desta época negra da História mundial.
Um livro que ressalva a importância da responsabilidade, perseverança, desenvoltura, lealdade, da nossa história e o respeito por todos os seres humanos.
Virginia foi a primeira mulher civil condecorada com a Distinguished Service Cross, em setembro de 1945.

Em 1942, a Gestapo enviou uma transmissão urgente: «Ela é a mais perigosa de todas as espias aliadas. Temos de a encontrar e destruí-la.». O alvo era Virginia Hall, uma socialite americana que conseguira entrar para o Special Operations Executive, a organização de espionagem chamada de «Ministério da Guerra Não Cavalheiresca», de Winston Churchill.

Apesar de ter uma prótese de madeira na perna esquerda, Virginia foi a primeira mulher aliada a ser enviada para trás das linhas inimigas, ajudando a acender a chama da Resistência Francesa.

Virginia estabeleceu uma vasta rede de espiões por toda a França, organizou a chegada de armas e explosivos, dinamitou pontes, libertou prisioneiros, tornando-se num elemento central da Resistência. Embora o seu rosto surgisse em cartazes e tivesse a cabeça a prémio, Virginia recusou sistematicamente a ordem de evacuação.

Acabaria por escapar, depois de revelado o seu disfarce, numa arrojada e perigosa viagem a pé através dos Pirenéus, em direção a Espanha. Mas regressaria determinada a salvar mais vidas, conduzindo uma campanha de guerrilha vitoriosa e libertando dos nazis áreas de França já depois do Dia D.
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Meninas exemplares – só que não

Não contem com elas para não dar a volta às expectativas. Espera-se uma coisa, elas dão outra. E aqui dão leituras divertidas.

Uma mulher sem importância É que nem davam por ela. E, sem livros que escavassem a história, quem se lembrasse dela depressa ia esquecê-la. Chegou então Sonia Purnell para contar a vida de Virginia Hall. Pasme-se: era socialite americana. Pasme-se: lá teve o seu papel na vitória da Segunda Guerra Mundial. Arrisco a dizer que podia muito bem ter passado despercebida. Em setembro de 1945, a Gestapo ficou à toa, e alertou para a mais perigosa de todas as espias ao serviço de Churchill. Ora, sendo socialite, devia ser difícil desconfiar de Virginia. Quem se veste muito bem não aparenta andar metida em segredos ou a tentar mudar o destino à vida. E a Gestapo lá decidiu que era preciso encontrá-la e destruí-la. É que, com a sua prótese de madeira na perna, Virginia lá andava a organizar uma rede de espiões por França, a tratar da chegada de explosivos e armas, a libertar prisioneiros. Até pontes com dinamite vieram das suas mãos, mesmo que não literalmente. Tinha a cabeça a prémio e hoje tem este livro que nos conta a sua história. É caso para dizer: passaria por um pãozinho sem sal, só que não era. COMPRO NA WOOK! »







A minha adorável esposa Com uma mulher destas é que eu não casava, pelo menos se soubesse o que viria depois de assinados os papéis. Ora, o marido não foi ao engano. A início, a coisa parecia igual às outras. Duas pessoas conhecem-se, apaixonam-se, acham que todas as canções do João Pedro Pais são para elas, ficam vidradas uma na outra, juntam bibliotecas, unem-se na mesma casa, têm a certeza de um futuro juntas, têm filhos até, e mudam-se para os subúrbios para terem mais espaço e paz. E têm a intimidade habitual dos casais, partilham sonhos, contam segredos. Mas claro que, em 15 anos, volta e meia parece que não há nada para fazer. Quando isso me acontece, eu opto por um passeio, um mergulho no mar, um salto de avião. Estes dois são de outra estirpe, e lá se metem a matar gente para conseguirem matar tempo. A esposa – que podia escudar-se detrás desta palavra sem graça – pouco mais parecia do que uma mãe suburbana, e veja-se no que deu. A vida é isto: metemo-nos a ler livros e percebemos que não se pode confiar em ninguém. COMPRO NA WOOK! » Mafalda. Feminino singular Claro que adoramos a Mafalda. Basta vê-la pequena e fofa para se julgar que é menina de cor-de-rosa e flores. E basta ouvi-la – ou lê-la uma vez – para se perceber que é muito mais do que isso. Personagem icónica de Quino, deleita com o seu sarcasmo. Há lá coisa mais bela do que dizer coisas no gozo. E ninguém está à espera de que uma menina pequena tenha tanta argúcia. Neste volume, temos o conjunto das tiras feministas da personagem. Não conte com ela para se atar a um destino desenhado à cabeça. Mafalda quer ser o que quiser – e não quer estar fechada em casa a lavar o chão o dia todo.
Ora, a menina já tem 60 anos, e não deixa de ser uma menina. O que escrevia continua coisa da ordem do dia, e continua a ser uma maravilha lê-la. E, nesta altura, conhecida por todo o mundo, já ninguém vai ao engano. Ninguém achará que Mafalda é menina de baixar a cabeça para dizer amém a tudo. Aqui entre nós, talvez seja exemplar por isso mesmo. COMPRO NA WOOK! »

Uma Mulher Sem Importância

A história de Virginia Hall, a espia mais procurada pela Gestapo

de Sonia Purnell

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895495153
Editor: CRITICA
Data de Lançamento: abril de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 239 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 440
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789895495153

Muito bom

Diana E. Santo

Uma extraordinária biografia sobre alguém tão importante e ao mesmo tempo tão desconhecido da segunda guerra mundial. Não dei 5 estrelas porque a pormenorização de todas as operações se torna um pouco pesada no ótica do leitor que não seja um estudioso do tema. Mesmo assim, recomendo!

Uma inspiração

Ana

Para quem gosta de livros sobre a WWII, recomendo vivamente. É uma biografia excelente. Relata as aventuras e desventuras, regadas de coragem, de uma mulher que teve de provar a sua força e perspicácia (inúmeras vezes, demasiadas mesmo), num mundo de homens, cuja mentalidade lhes toldou a visão e não lhes permitiu dar o seu merecido valor. Uma verdadeira inspiração para mulheres e para homens com coragem para tal.

A realidade que ultrapassa a ficção

Elisa

Li este livro sobre esta senhora incrível, sem saber nada dela. Quem se lembra da sitcom Allo Allo vê o membro da resistência francesa caricaturado no dito "só direi isto uma vez". No entanto, esta mulher incrível, que estava destinada a ser apenas uma senhora de sociedade, contruiu o que foi a rede da resistência francesa. E todo um conjunto de metidos ainda hoje em uso em instituições como a CIA ou o MI6. Leiam que é uma leitura trepidante e cheia de ação.

Muito bom!

H. Sobreiro

Uma história real inspiradora! E um trabalho de investigação que, a todos os níveis, parece exceder as espectativas. Embora no início tenha ficado com medo de confundir as personagens, o uso dos nomes de código ao longo do texto foi muito bem conseguido e deu uma outra dimensão aos episódios narrados. Definitivamente uma leitura que recomendo!

SOBRE O AUTOR

Sonia Purnell

Sonia Purnell é biógrafa e jornalista, tendo trabalhado para The Daily Telegraph, Daily Mail e The Sunday Times. Clementine: The Life of Mrs. Winston Churchill (publicado como First Lady no Reino Unido) foi considerado livro do ano pelo The Daily Telegraph e The Independent, e foi finalista do Plutarch Award. O seu primeiro livro, Just Boris, figurou entre os candidatos ao prémio Orwell. Uma Mulher Sem Importância foi o vencedor do Plutarch Award for Best Biography.

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