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Uma Estranha Amizade

Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão

de Maria Filomena Mónica
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2021 ‧
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«Finalmente, havia as diferenças políticas, que se foram agravando à medida que o tempo passava. Basta atentar na diferença das suas posições aquando do Ultimato inglês. Eça era, sempre fora, um liberal. Ramalho era alguém que de tal forma odiava a democracia representativa que desde cedo começou a sonhar com um governo liberto de um parlamento, tendo acabado nos braços do Integralismo Lusitano, um movimento que, no caso de alguns dos seus mais importantes ideólogos, viria a aderir ao salazarismo. Em suma, a amizade entre Eça e Ramalho nunca foi simples, porque a Weltanschauung de ambos, isto é, as respectivas visões do mundo, não eram coincidentes. É por isso que a amizade entre eles foi sempre estranha.»

Uma Estranha Amizade

Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão

de Maria Filomena Mónica

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897831683
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 232 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 276
Tipo de produto: Livro
Coleção: Argumento
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789897831683

Uma outra forma de "ver a amizade"

MB

Digamos que Eça e Ortigão eram pessoas bastante diferentes nos pensamentos, ao nível político e nas vivências. Recordo-me um dia de uma professora ter dito que apesar de trabalharem juntos e num determinado caminho não eram propriamente amigos até se dariam bastante mal. Achei estranho mas não ripostei. Quando este livro saiu recordei o que outrora me tinham dito e sabendo que a autora gosta de esmiuçar os assuntos achei que era uma boa escolha. Pois bem, não me enganei. Um belíssimo livro, um excelente tema e uma estranha amizade por desvendar.

Uma amizade "sui generis"

J.S.

É sabido que Eça e Ramalho conviveram intimamente, tendo ambos inclusive publicado «O mistério da estrada de Sintra» e «As Farpas», obras que, sem dúvida, comprovam essa mesma amizade e convivência. Porém, neste livro agora publicado pela RELÓGIO D'ÁGUA, Maria Filomena Mónica destaca alguns factos desta amizade que, afinal, poderão trazer aos leitores algumas interrogações sobre aquilo a que ela apelida de «essência da amizade». Vale bem a pena!

SOBRE O AUTOR

Maria Filomena Mónica

Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa em 1943. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa em 1969. Doutorou-se em Sociologia pela Universidade de Oxford em 1978. A par da carreira e das atividades académicas, colaborou regularmente nos meios de comunicação social. Escreveu mais de duas dezenas de livros. Os mais recentes são Eça de Queirós (2001) (traduzido na Grã-Bretanha e nos EUA em 2006), D. Pedro V (2005), Bilhete de Identidade (2005), Cesário Verde (2007), Fontes Pereira de Melo (2009), Os Cantos (2010), A Morte (2011), A Minha Europa (2015), Os Pobres (2016), Os Ricos (2018), Nunca Dancei num Coreto (2018), O Olhar do Outro (2020), O Meu País (2020), Uma Estranha Amizade: Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão (2021), Duas Mulheres (2022), Os Livros da Minha Vida (2023), O Político e o Cientista: Sócrates e Boaventura (2023) e Viagem de Inverno (2024). Atualmente, é investigadora emérita do ICS da Universidade de Lisboa.

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