Uma Conjura de Saltimbancos
de Albert Cossery
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Sobre o livro
Sobre o Livro
Das oito obras publicadas por Albert Cossery em quase sessenta anos de carreira literária, a Antígona chega agora, com Uma Conjura de Saltimbancos, ao sexto título, prevendo, para o primeiro trimestre de 2002, Os Homens Esquecidos de Deus e Uma Ambição no Deserto. Ao editar a obra completa de Cossery, a Antígona presta assim uma legítima homenagem ao escritor que tem da vida uma concepção tão original, não se deixando levar pelas notícias dos jornais e sabendo muito bem ler nas entrelinhas. «A vida é maravilhosa, mas é preciso uma pessoa saber desprender-se de tudo o que desgraçadamente dá felicidade aos imbecis» - afirma em entrevista ao Magazine Littéraire. Em 1990, a Academia Francesa atribuiu-lhe, pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio da Francofonia e, em 2000, um júri composto por escritores de nomeada concedeu-lhe o Prémio Mediterrâneo pelo seu último romance, As Cores da Infâmia. A leitura de Uma Conjura de Saltimbancos ajuda-nos a preservar a sanidade mental. São histórias de jovens que conspiram para se divertir, contrariando a roda infatigável do hábito e da rotina no quadro de uma cidade de província, onde aparentemente não se passa nada, mas no fundo fervilham mistérios e maravilhas.
Albert Cossery, traduzido claro, sempre ao lado dos oprimidos, é uma voz de alerta para com os Chawki e a histórica imbecilidade social. Existem sempre mil honestos perdedores para haver um virus "ganhador". Cossery é sem sombra um sociólogo digno de dar lições de moral e bons costumes a uma sociedade cada vez mais inútil, ignorante e pretensamente douta.