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Um Pássaro na Lua

de José Luís Mendonça
Editor: Editora Guerra & Paz, abril de 2025 ‧
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Um Pássaro na Lua, de José Luís Mendonça, podia ser, à maneira de John Locke, um ensaio sobre a tolerância. Mas é ficção.

Conta-nos a estória quase sobrenatural de Kahitu, personagem nascida com a síndrome de Tetra-Amelia. Segundo a tradição, essa anomalia física é maldição de Ngandu (o jacaré). Mesmo com essa condição, Kahitu chega a presidente de Angola.

O seu nome fora-lhe atribuído pelo pai, piloto civil que conviveu com o escritor Uanhenga Xitu na prisão do Tarrafal e que viu este escrever a estória do verdadeiro Kahitu, deficiente físico inconformado.

Graças à protecção da sua antepassada, a tataravó Madya dya Kanhoca que quebra a maldição, e ao dom sobrenatural de cura que adquiriu durante anos de imobilidade e mudez, Kahitu granjeia o amor do povo e a simpatia dos altos membros do partido no poder, ganhando as eleições.

Romance permeado pelo pólen da afectividade, Um Pássaro na Lua, de José Luís Mendonça, revela-nos os sintomas da profunda degenerescência do regime político vigente em Angola, desde 1975, escalpelizando a má governação, a pobreza e a repressão que o caracteriza.

Um Pássaro na Lua

de José Luís Mendonça

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895761760
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 229 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895761760

SOBRE O AUTOR

José Luís Mendonça

José Luís Mendonça, licenciado em Direito, tem vindo a exercer, também, o jornalismo nas colunas de diversos jornais angolanos. É diretor e redator-chefe do semanário Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras editado em Luanda. Publicou, o seu primeiro livro Chuva Novembrina, em 1981. Membro da União de Escritores Angolanos, em linha natural com todos os jovens escritores da denominada "novíssima geração", a sua produção escrita desponta como reflexo de uma situação histórica demasiado centralizadora e redutora, os seus textos constroem-se como uma unidade que gravita em torno do "sentir" do sujeito poético face à morte das utopias vanguardistas e revolucionárias dos anos 60 e 70 e do seu desencanto com a realidade do presente e a incerteza do futuro.

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