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Um Cântico de Natal

de Charles Dickens
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2016 ‧
14,00€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Um Cântico de Natal (1843) é talvez o mais dickensiano dos contos.
Só Charles Dickens poderia, a propósito do Natal, criar personagens como Scrooge, o pequeno Tim, e os três natalícios Passado, Presente e Futuro, e acrescentar-lhes o Fantasma de Marley.
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Quando o frio aperta

Há quem veja o inverno como uma estação de resistência, um desafio silencioso a que sobrevivemos à base de mantas, chá e resmungos sobre a meteorologia. Mas o inverno também pode ser um convite. Quando o frio aperta, há livros que parecem abrir um espaço interior próprio, não porque sejam reconfortantes, alguns nem se aproximam disso, mas porque nos colocam num estado mais calmo e recolhido em que a leitura se intensifica. Há obras que pedem dias curtos, tempo para olhar para dentro e um silêncio que nem sempre encontramos no resto do ano. Os cinco clássicos que apresento a seguir mostram de que modo a leitura consegue aprofundar este silêncio próprio da estação. A Abadia de Northanger, de Jane Austen Catherine Morland é uma jovem ingénua, fascinada por histórias de aventura, que troca a sua vida pacata por uma temporada em Bath, onde descobre novos amigos e a oportunidade perfeita para dar largas à imaginação moldada pelos romances góticos que devora. Quando visita a abadia de Northanger, começa a ver mistério onde só existe rotina, a interpretar portas perfeitamente normais como pistas de grandes segredos e a imaginar perigos que só existem na sua cabeça. A Abadia de Northanger, de Jane Austen, é uma das obras mais leves e irónicas da escritora, mas a jornada de Catherine continua a ter um encanto muito próprio e encaixa neste período mais sossegado que o inverno convida a viver. Austen diverte-se a desmontar o exagero da literatura gótica, um género muito popular na sua época, e lembra-nos como a imaginação pode transformar o quotidiano num enredo dramático. A abadia torna-se assim o palco ideal para um romance que continua fresco e luminoso. COMPRO NA WOOK! » O Fio da Navalha, de William Somerset Maugham Se Austen nos oferece humor subtil, Somerset Maugham dá-nos uma boa dose de introspeção em O Fio da Navalha. Larry Darrell regressa da Primeira Guerra Mundial profundamente transformado e incapaz de voltar à vida confortável e previsível que todos esperam dele. Recusa o percurso profissional que lhe é traçado, afasta-se dos círculos sociais e parte em busca de algo que não sabe ainda nomear. Enquanto procura sentido em viagens, leituras e mestres espirituais, as pessoas que o rodeiam continuam presas às expectativas sociais, às aparências e às ambições materiais. Isabel, a mulher que o ama, representa esse mundo ordenado que Larry recusa, e Maugham constrói entre ela e o protagonista um dos contrastes mais elegantes da literatura do século XX. O romance acompanha este desfasamento entre quem procura respostas e quem procura estabilidade, e fá-lo com uma serenidade inquieta. Ao lermos O Fio da Navalha entramos num território em que todas as perguntas têm peso e cada gesto carrega a possibilidade de mudança. COMPRO NA WOOK! » Um Cântico de Natal, de Charles Dickens Um Cântico de Natal é talvez o clássico mais associado a esta época. Ebenezer Scrooge é um velho avarento, frio e impermeável ao mundo, e Charles Dickens apresenta-o logo nas primeiras páginas como alguém que fechou todas as janelas da alma. A transformação deste homem endurecido começa quando o fantasma do seu antigo sócio, Jacob Marley, o visita. Seguem-se as visitas dos Três Espíritos que o conduzem através do seu passado, do seu presente e do seu futuro possível. Cada uma dessas viagens revela fissuras que Scrooge se habituou a ignorar: a inocência perdida, a solidez aparente que esconde uma solidão escolhida e o impacto que a sua indiferença tem nos outros. O livro é muito breve, mas cheio de pequenos gestos humanos que fazem das cenas mais simples momentos inesquecíveis. Dickens, que conheceu de perto a pobreza e fez da crítica social um dos temas centrais da sua obra, usou este conto para defender a compaixão numa época em que o Natal ainda não tinha o calor que hoje lhe associamos. Talvez por isso, Um Cântico de Natal tenha ajudado a moldar o imaginário moderno da data, lembrando-nos que a celebração é menos sobre tradição e mais sobre proximidade, cuidado e humanidade. COMPRO NA WOOK! » Jane Eyre, de Charlotte Brontë Jane Eyre, de Charlotte Brontë, leva-nos para outra espécie de recolhimento. O romance acompanha o percurso de Jane desde a infância difícil, marcada pela rejeição da família Reed e pela experiência dura na escola Lowood, até à idade adulta, quando é contratada como governanta em Thornfield Hall. A casa, austera e carregada de silêncio, torna-se o cenário de um dos romances mais marcantes do século XIX. É ali que Jane conhece Edward Rochester, uma figura enigmática, marcada por sombras que nunca esclarece por completo. Brontë constrói entre ambos uma relação feita de tensão, desejo e revelações dolorosas. Thornfield esconde segredos que mudam tudo, e Jane vê-se obrigada a escolher entre a paixão e a integridade. A força do romance não está só no mistério ou no amor proibido, mas na determinação contida de Jane, que insiste em ser fiel a si própria quando o mundo lhe oferece pouco ou nada. COMPRO NA WOOK! » Veja aqui o trailer da adaptação ao cinema de Jane Eyre, realizado por Cary Fukunaga, de 2011 O Amante, de Marguerite Duras À primeira vista, O Amante parece tudo menos um romance contemplativo, mas a sua força reside na maneira como Marguerite Duras trabalha a memória, a identidade e a vulnerabilidade. A narradora, já adulta, revisita a adolescência na Indochina colonial, onde viveu uma relação intensa e transgressora com um homem mais velho e muito mais rico. Duras descreve esse encontro com uma honestidade crua, feita de desejo mas também de desigualdade, vergonha, fascínio e poder. A jovem nunca tem pleno controlo da situação, mas também nunca abdica totalmente da sua autonomia. A relação é simultaneamente libertadora e destrutiva, e a narradora sabe, com a distância dos anos, que foi ali que se formou uma parte essencial do que viria a tornar-se. A escrita fragmentada, feita de frases que parecem respirar sozinhas, reforça a ideia de que a memória não linear, mas uma sucessão de imagens que sobrevivem ao tempo. O calor desta história não conforta, queima, e é nessa queimadura que reside a beleza da escrita de Duras. COMPRO NA WOOK! » Os clássicos de inverno não servem para aquecer as mãos, mas para iluminar o que fica mais nítido quando o mundo abranda. Austen diverte-nos enquanto desmonta fantasias. Maugham acompanha-nos na inquietação moral. Dickens lembra que o calor humano é um gesto pequeno mas transformador. Brontë oferece um mergulho no desejo e na solidão, e Duras traz o choque entre memória e identidade.

Um Cântico de Natal

de Charles Dickens

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896416843
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 240 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896416843

Gostei muito

Misael Graça

Gostei muito, o melhor para ler nesta altura do ano

Um Cântico de Natal

Tiago Bento

Um clássico intemporal, de leitura sempre fácil e transversal aos tempos. Apesar de não ter sido uma escolha pessoal, recomendo a leitura.

Um clássico de Natal

Sónia Vieira

Um clássico de Natal que ofereci a mim mesma. Livro interessante para oferecer.

Muito bom!

Luciana Rodrigues

Adorei

SOBRE O AUTOR

Charles Dickens

Charles Dickens (1812-1870) é reconhecido hoje como o primeiro escritor com verdadeira projeção global.
Dickens criou algumas das melhores personagens literárias de todos os tempos e foi um dos pioneiros mais importantes na defesa dos direitos das crianças em Inglaterra. O facto de ter sido obrigado a abandonar a escola para trabalhar numa fábrica quando o pai foi preso por dívidas marcou-o profundamente, levando-o a transformar essa realidade no tema principal de algumas das suas obras.
Apesar da falta de instrução formal, foi diretor do jornal literário mais importante do seu tempo durante cerca de 20 anos, escreveu várias novelas, largas centenas de contos, ensaios e artigos, bem como quinze romances. A importância da sua obra alcançou uma grandeza de tal ordem, que muitas das suas personagens são referências incontornáveis – como são os casos de Oliver Twist, Fagin, Ebenezer Scrooge ou a Menina Havisham – mesmo para aqueles que nunca leram os seus livros.
Dickens foi igualmente um orador famoso, muito empenhado nas causas do seu tempo, e um grande agitador social que reivindicou, a par dos direitos das crianças, a necessidade de criar condições minimamente dignas que a era da Revolução Industrial parecia querer destruir definitivamente.

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